poste no recreio

Postes no meio da Avenida Salvador Allende expõem motoristas a risco

Equipamentos são da Light, a quem a prefeitura já pediu realocação

poste no recreio

Cuidado! Um dos postes na faixa de rolamento da Salvador Allende – Foto de Leitor / Terceiro

No Recreio, enxergar um poste no meio da rua não é, necessariamente, um sinal de desobediência à Lei Seca. Passageiros e pedestres mais atentos até já repararam, mas são os motoristas que precisam tomar mais cuidado: na Avenida Salvador Allende, cinco postes estão dispostos no meio da rua, na faixa de rolamento, na altura da estação de BRT Olof Palme. Embora todos sejam novos, um deles já apresenta sinais claros de comprometimento, com um grande buraco no concreto que reveste a estrutura, possivelmente resultado de colisão.

Moradora do Recreio, a professora universitária Karen Almeida passa pelo local diariamente. Embora nunca tenha visto um acidente, já observou que os motoristas que passam pelo local têm modificado seus hábitos.

Nessa área eles reduzem a velocidade, porque sabem que há postes no meio da rua. O maior perigo mesmo é para quem não conhece a área e está passando por aqui ocasionalmente, até porque a iluminação é ruim, o que aumenta o risco de acidentes — afirma.

Responsável pela iluminação pública, a Rioluz informou que modernizou a iluminação do local, recentemente, mas promete realizar uma vistoria para verificar se há pontos apagados, com necessidade de manutenção. A empresa afirmou ainda que os postes citados são da Light. A concessionária, por sua vez, disse, por meio de nota, “que seguiu o projeto de instalação dos postes com base na solicitação do cliente, no caso, a Prefeitura do Rio de Janeiro. Para que os postes sejam realocados, o cliente precisa solicitar à concessionária e arcar com os custos da obra”.

Procurada, a Coordenadoria Geral de Projetos da Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação disse que o traçado da via sofreu alteração de projeto e que solicitou à concessionária a realocação dos postes.

Fonte: O Globo