Prainha

Parque da Prainha, um paraíso ambiental

Prainha

Foto: Divulgação / Jornal da Barra

Repleta de belezas naturais, a Barra da Tijuca se destaca e atrai turistas de toda parte do planeta. Um dos mais bairros mais novos da cidade passou a ser reconhecido mundialmente, após sediar grandes eventos esportivos no ano passado. No entanto, ainda existem locais pouco explorados, como por exemplo, o Parque da Prainha, onde se encontra uma trilha de aproximadamente 30 minutos, considerada leve e indicada para todas as idades. Ela leva a um dos mirantes mais lindos da cidade: O Mirante do Caeté. De lá é possível vislumbrar a beleza natural do litoral carioca, além da Praia da Macumba, o Recreio dos Bandeirantes, a Barra da Tijuca, Pedra da Gávea e boa parte da Floresta da Tijuca ao fundo.

Sobre o Parque da Prainha

Criado em 2001, em uma área de 147 hectares, o Parque da Prainha é um dos meus lugares favoritos, um marco na preservação da região que une Prainha a Grumari. A área de proteção ambiental é conhecida pela harmonia entre o verde e o mar, que transforma a paisagem em uma das mais bonitas da cidade.

O parque é recoberto por diferentes formações vegetais típicas da Mata Atlântica, além de vegetação de costão rochoso. Abriga fauna e flora muito diversificadas, incluindo espécies ameaçadas de extinção. O espaço também conta com um centro de visitantes e um moderno sistema de produção de energia renovável gerada por luz solar.

A Prainha é uma área cercada por encostas íngremes onde está localizado o Parque Estadual da Pedra Branca. Em 1989, com o apoio dos surfistas, que divulgaram a existência de um projeto para a construção de um condomínio residencial e hoteleiro, foram iniciadas manifestações a favor da preservação da região, o que motivou a criação da Área de Proteção Ambiental da Prainha, com cerca de 166 ha. No início dos anos 90, foram feitas negociações entre a Prefeitura do Rio e os proprietários da área, a fim de viabilizar a implantação de um Parque Público, garantindo a preservação do local. Somente em 1999 foi concluído o processo de transferência da área para o Município, criando-se assim o Parque Natural Municipal da Prainha.

Inauguração

Em 15 de setembro de 2001, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente inaugurou o Parque Municipal Ecológico da Prainha como mais um espaço de lazer e de aprendizado ambiental para a população.

Fauna

O Parque da prainha possui uma grande biodiversidade, onde é possível encontrar aproximadamente 250 espécies vegetais, entre elas, espécies ameaçadas de extinção, como algumas orquídeas, bromélias, pau-brasil, pau-ferro, entre outras. Quanto aos animais, existe uma variedade enorme de espécies, tendo como destaque o bicho preguiça (Bradypus variegatus), o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), o jabuti de cabeça vermelha (Geochelone carbonaria) e a tartaruga verde (Chelonia mydas), ameaçados de extinção. Sendo este último o animal símbolo do Parque e frequentemente visto pelos banhistas.

Informações sobre ecossistemas sensíveis

O Parque Natural Municipal da Prainha está incluído integralmente na região da Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Atlântica, notadamente representada pela sua formação submontana (10 a 500 metros acima do nível do mar), com áreas de formações pioneiras marinhas (restingas), entremeada por áreas de refúgios vegetacionais (campos e vegetação rupestre) nos costões rochosos e nas porções mais íngremes do Parque.

Acesso ao Parque

O acesso ao parque pode ser feito pelos dois lados da orla. O mais popular é passando pela praia do Recreio dos Bandeirantes, seguindo a orla até a entrada do parque. A outra forma é passando pela serrinha do Grumari, ideal para quem parte da Barra de Guaratiba ou Ilha de Guaratiba, e regiões próximas. Vale lembrar que não existe transporte público para a região, mas você pode chegar de ônibus até o Recreio e seguir caminhando, o que não deve ser nenhum problema para quem é trilheiro.

Dicas essenciais

O estacionamento fica fora do Parque, onde é cobrado um valor pelos flanelinhas do local. É aconselhável chegar cedo para conseguir vaga, principalmente no verão, quando as praias do Rio costumam lotar e o limite de carros para essa região é controlada. Não pare em qualquer lugar, senão seu carro correrá o risco de ser rebocado;
Ao descer a trilha, vale aproveitar para dar um mergulho na praia. O parque oferece uma ducha de água doce se você preferir;Se você quiser almoçar após a trilha, na região existem alguns restaurantes. Se preferir lanchar, na Praia do Pontal existem algumas lanchonetes e padarias com valores mais em conta.
Não existe transporte público até a entrada do parque. Se você preferir não caminhar do Recreio até lá, uma alternativa pode ser o uber ou táxi;
No mirante você encontrará um cercado de madeira e uma área ao redor que pode ser aproveitada para fazer piquenique, combine com seus amigos.

 

Fonte: Jornal da Barra