Radar na Av. Paulo de Frontin, no Rio Comprido, área com certa recorrência de confrontos armados

Lei proibindo radares em áreas de risco é sancionada no Rio

Áreas com alto índice de violência terão pardais removidos

Radar na Av. Paulo de Frontin, no Rio Comprido, área com certa recorrência de confrontos armados

Radar na Av. Paulo de Frontin, no Rio Comprido, área com certa recorrência de confrontos armados. Foto: Reprodução/Internet

Uma lei aprovada na Assembleia Legislativa do Rio de Janeiro (Alerj) determina que os radares de velocidade, popularmente conhecidos como “pardais”, sejam retirados de áreas de risco do estado. A lei foi publicada no Diário Oficial do Estado nesta terça-feira (16).

A proposta foi criada pelo deputado Dionísio Lins (PP), que considera áreas de risco as comunidades carentes com alto índice de violência e troca de tiros em vias urbanas. No projeto não há, ainda, o detalhamento de quais vias seriam estas.

De acordo com o autor, em algumas localidades, o condutor tem de escolher: “ou é roubado ou recebe multa”.

“Inúmeros casos são aqueles em que roubos são constantes em áreas de comunidades carentes, conhecidas pelos recorrentes conflitos armados e que se expandem para o asfalto. Com o intuito de evitar mais mortes de cidadãos inocentes, este projeto em nenhum momento incentiva o aumento de velocidade ou propõe o avanço de sinais de trânsito, muito pelo contrário, há de se notar que, áreas de risco são apenas aquelas em que não há como reduzir a velocidade em razão de tiroteios e arrastões”, argumenta Lins.

A lei determina também que os “pardais” já instalados sejam retirados gradualmente, sem qualquer custo aos cofres públicos. Portanto, se houver qualquer cláusula de rescisão com a empresa que instalou o equipamente, o radar não será removido.

 

Fonte: Band/Uol