O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio

O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio?

Multas pelos equipamentos bateram recorde no Rio com 3 milhões de infrações em 2016

O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio

Radares que controlam a velocidade são os que mais multam na cidade. Na foto, um equipamento no Km 12 da Avenida Brasil, na Penha – Márcia Foletto – 19/05/2017 / Agência O Globo

 

Os cariocas têm sentido no bolso o peso de tantas infrações de trânsito. A cada dez segundos, um motorista é penalizado na cidade do Rio. Em 2016, a arrecadação da prefeitura com multas de trânsito, tanto de radares quanto as aplicadas por guardas, bateu recorde: o caixa público embolsou R$ 242.608.210,74, segundo dados do Rio Transparente, portal que reúne informações oficiais sobre receitas e despesas do município. É o maior valor arrecadado desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, em 1998. O montante também é 32,7% maior do que a arrecadação do ano anterior, de R$ 182.763.761,04.

Um crescimento que chama atenção e poderia até ser maior já que, em outubro do ano passado, a prefeitura desligou 365 equipamentos de fiscalização eletrônica. A medida foi tomada depois que cinco contratos com empresas responsáveis pela operação dos radares foram suspensos. A receita não subiu apenas devido à atualização de valores de multas. As infrações crescentes ainda são um problema. No mesmo período, o total de multas aumentou 5,7%, passando de 3.096.368 para 3.273.063.

A proposta de retirar os radares de velocidade em áreas de risco, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão no último dia 16, ainda não avançou. A CET-Rio informou que a definição das áreas vulneráveis em que a medida será necessária cabe ao governo do estado.
O que você acha disso? Acesse o link e responda a enquete: https://goo.gl/SrXGwa

Fonte: Jornal O Globo

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe para R$ 4,10

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe

Foto: Divulgação

A tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói foi reajustada nesta quinta-feira. O valor, aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), passou de R$ 4 para R$ 4,10. A atual revisão tarifária é a segunda concedida desde que a Ecoponte passou a administrar a via, há dois anos.
De acordo com a ANTT, o objetivo da revisão consiste em manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Segundo o órgão, a alteração foi calculada a partir da combinação de três itens previstos em contrato: reajuste, revisão e arredondamento.

O aumento tem por intuito a correção monetária dos valores da tarifa e leva em consideração a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Acontece uma vez ao ano, sempre no aniversário do início da cobrança de pedágio.

A revisão, segundo a ANTT, visa recompor o equilíbrio econômico-financeiro celebrado no contrato de concessão. Já o arredondamento tem por finalidade facilitar a fluidez do tráfego nas praças de pedágio e prevê que as tarifas da categoria 1 de veículos devem ser múltiplas de R$ 0,10.

Com 13,2 quilômetros de extensão, a BR-101/RJ (Ponte Rio- Niterói) foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, pela primeira vez, em 1º de junho de 1995, pelo período de 20 anos. Findo o prazo, o trecho foi leiloado, pela segunda vez, em 18 de março de 2015. A nova concessão, que fez parte da 3ª etapa do programa de concessões rodoviárias, iniciou em 1º de junho de 2015.

Confira os novos valores:

Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas: R$ 2,05

Automóvel, caminhonete e furgão, de dois eixos: R$ 4,10

Automóvel e caminhonete com semi-reboque, de três eixos: R$ 6,15

Automóvel e caminhonete com reboque, de quatro eixos: R$ 8,20

Automóvel e caminhonete com reboque, de quatro eixos: R$ 8,20

Caminhão, caminhão-trator, caminhão-trator com semi-reboque e ônibus, de três eixos: R$ 12,30

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de quatro eixos: R$ 16,40

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de cinco eixos: R$ 20,50

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de seis eixos: R$ 24,60.

ÔNIBUS MUNICIPAIS FICAM MAIS CARAS A PARTIR DA PRÓXIMA TERÇA

O secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, assinou resolução determinando que o aumento das tarifas de ônibus de R$ 3,80 para R$ 3,95 entre em vigor a partir da próxima terça-feira. O reajuste foi determinado por liminar em uma ação movida por consórcios que operam as linhas de ônibus do Rio. A portaria com a autorização do aumento foi publicada na edição desta quinta-feira Diário Oficial do Município.

 

Fonte: Jornal Extra

vila olimpica recreio

Recreio dos Bandeirantes pode ganhar a primeira vila olímpica

Proposta para alterar o status do Centro Esportivo Waldir Pereira aguarda parecer da prefeitura

vila olimpica recreio

Fechado: centro esportivo não tem atividades desde 15 de dezembro – Analice Paron / Agência O Globo

Durante a transição da administração municipal, a equipe do prefeito Marcelo Crivella recebeu do vereador Carlo Caiado (DEM) uma carta aberta com a proposta de transformar o Centro Esportivo Waldir Pereira, no Recreio, em uma Vila Olímpica. O espaço está fechado desde o dia 15 de dezembro, devido à suspensão do contrato com a organização social que a administrava. Treze das 22 vilas olímpicas da cidade vivem situação semelhante.

A medida beneficiaria, de imediato, as cerca de 1.400 pessoas que participavam de atividades físicas no local até que ele fechasse. E essa seria a única vila olímpica de Barra da Tijuca e Recreio dos Bandeirantes. De acordo com Caiado, a medida geraria investimentos como a reforma dos espaços do equipamento e maior autonomia administrativa e orçamentária.

— A vila olímpica tem orçamento próprio, o que permite ao gestor resolver os problemas e tomar decisões com maior agilidade. Até agora, qualquer problema tinha que ser avaliado pela Secretaria municipal de Esporte e Lazer, em um processo muito mais lento. Eu já encaminhei uma proposta, um projeto base. Se a prefeitura quiser realmente fazer isso, é só o prefeito assinar a proposta que ela já vai para a Câmara dos Vereadores — afirma.

Atualmente, o centro esportivo conta com salas de lutas, onde eram ministradas aulas de judô e jiu-jítsu; uma quadra poliesportiva; e três campos de grama sintética.

A Secretaria municipal de Educação, Esportes e Lazer informou que seu titular, César Benjamin, no cargo há uma semana, avaliará a proposta e reunirá a equipe para analisar a situação das vilas olímpicas.

Fonte: O Globo

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Assustados com crimes no BRT, moradores pedem aumento na segurança

Uma das sugestões é que policiais trabalhem sem uniforme nas estações de maior risco

 

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Inseguro. O estudante Bernardo Saporito foi assaltado dentro da estação Afrânio Costa, na Barra, e agora não pretende mais andar sozinho – Agência O Globo / Mônica Imbuzeiro

Junto com as milhares de pessoas que entram nas estações de BRT das vias expressas Transoeste, Transcarioca e Transolímpica, diariamente embarca o medo. Nas três, passageiros sempre reclamaram de vandalismo e furtos, dentro e no entorno das estações. Agora, muitos vêm reclamando também de assaltos, inclusive à mão armada.

A vendedora Lúcia Helena escuta, e vivencia, estas reclamações todos os dias. Ela mora em Campo Grande e sai de casa por volta das 3h40m, de BRT, em direção à estação Gláucio Gil, no Recreio. Ela chega às 4h e já monta sua barraca para vender café da manhã aos usuários do transporte. Ela diz que já viu de tudo nos últimos cinco anos, entre a hora que chega, ainda no escuro, e as 9h30m, quando o sol já está a pino. Entre suas amigas mais próximas, calcula rapidamente, pelo menos sete já foram assaltadas nas estações ou no entorno delas.

— O BRT melhorou a mobilidade, mas em compensação o número de assaltos aumentou muito, principalmente com arma branca, porque faca não faz barulho e intimida todo mundo. Quem não tem medo de uma faca? — indaga.

Numa madrugada, conta, ela e seus clientes conseguiram evitar um estupro, perto do Américas Shopping.

— Eu estava servindo dois clientes quando vimos uma moça assustada, fugindo de dois homens. Meus clientes pegaram a minha faca de passar manteiga no pão, que é grande, e saíram correndo em direção à moça. Se não fosse pela ação deles, ela teria sido estuprada — relata.

O estudante Bernardo Saporito não teve a sorte de contar com algum passante para ajudá-lo. Ele saiu do IBMR, na Avenida das Américas, onde cursa Design de Games, atravessou a rua e foi abordado e assaltado assim que entrou na estação Afrânio Costa do BRT. O ladrão aproveitou que a estação estava quase vazia e sem segurança para levar seu dinheiro e o telefone celular.

— Eu saí da faculdade, perto do meio-dia e, como estava com pressa nesse dia, fui sozinho para a estação. Um cara, que parecia uma pessoa comum, me chamou, mas não dei atenção. Até que ele chegou do meu lado e começou a me ameaçar, dizendo que eu estava maluco por ignorá-lo e que ia dar um tiro na minha cara. Não vi a arma dele, mas não quis me arriscar e entreguei o celular e o dinheiro. Quando terminou o assalto, ele mandou eu entrar num ônibus, que estava chegando naquele momento, e ir embora — explica.

As cenas de violência registradas na Barra e no Recreio se repetem em Jacarepaguá. Há cerca de um mês, o estudante Lucas Malafaia foi uma das vítimas da insegurança do BRT. Pouco antes de chegar à estação Tanque do BRT Transcarioca, foi assaltado por um bandido armado, dentro do ônibus.

— Um homem se sentou do meu lado e apontou a arma. Eu dei minha carteira e ele saltou na estação seguinte — afirma Malafaia, que reclama do estado das estações do corredor Transcarioca. — Estão quase sem iluminação e com muitas portas quebradas, resultado de invasões. Quando há seguranças, eles ficam mexendo no celular ou dentro da cabine, e nada fazem.

O estudante também passou por um momento tenso duas semanas atrás, na estação Merck. Ele estava acompanhado de um amigo e encontrou 15 adolescentes fazendo baderna no local. Com medo, saltou do ônibus na estação seguinte. Malafaia utiliza o BRT Transoeste diariamente e o Transcarioca, duas vezes ou três vezes por semana. O segundo corredor, diz, é mais perigoso, por ficar mais vazio à noite, e quase sempre escuro.

— Desde que o BRT foi inaugurado, a situação só piora. O Transoeste ao menos fica lotado a qualquer hora do dia, o que dá maior sensação de segurança — afirma Malafaia. — Durante a Olimpíada ainda havia mais segurança. Depois, todo aquele aparato se foi. Parecia que estava tudo ótimo, mas na verdade não estava.

Apesar da impressão do estudante, Lúcia Helena diz que nem o grande movimento garante vigilância adequada e segurança para os passageiros.

— Depois das 17h, quando as pessoas começam a voltar para casa, o movimento aumenta muito e o BRT diminui o número de ônibus, a situação fica pior. Os pivetes ficam rodando por aqui só esperando o empurra-empurra que as pessoas fazem para entrar nos ônibus e começam a furtar, já que ninguém consegue sentir que está sendo roubado. As mulheres só andam abraçadas com as bolsas, e algumas até levam o celular dentro do short — relata.

PARA EVITAR QUE HAJA MAIS VÍTIMAS

Mesmo quem não foi vítima de assaltos está se mobilizando pela segurança. Cansado de ver ocorrências durante a semana e vandalismo nas estações durante o final de semana, Carlos Alexandre Borges dos Santos, morador do Recreio, enviou uma correspondência ao comando do 31º Batalhão de Polícia Militar (Recreio) sugerindo que fossem destacados policiais não uniformizados para trabalhar nas estações Gláucio Gil, Gilka Machado e Guiomar Novaes, que dão acesso à praia e são as mais movimentadas.

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Arriscada. Estação Gláucio Gil, no Recreio, é uma das mais movimentadas e visadas pelos ladrões e vândalos – Agência O Globo / Mônica Imbuzeiro

— Passei pelas estações de Santa Cruz, onde há muito vandalismo, e vi que havia uns seguranças que pareciam ser policiais à paisana. Teve uma situação na qual eles se apresentaram, mostraram uma carteira e resolveram o problema pacificamente. Acredito que sejam policiais e gostaria que a medida fosse estendida para nós aqui no Recreio e na Barra — pleiteia.

A empresária Sabrina Bina também deseja contribuir para ajudar a melhorar a situração. Há cerca de duas semanas ela lançou a campanha virtual #sosrecreio, no Facebook, para reunir relatos de violência principalmente nas estações de BRT.

— A ideia veio num dia em que eu passei por uma estação e vi uma confusão muito grande. Muita gente correndo, dando calote, batendo no ônibus, causando tumulto. Fiquei com medo e fui embora. Ao chegar em casa, soube que tinha havido um arrastão na estação do Recreio Shopping. Lancei então a hashtag sosrecreio, que teve adesão instantânea, com muita gente relatando casos pessoais — explica.

Para a empresária e moradora do Recreio, uma das soluções para o BRT seria a segurança privada.

— O 31º BPM tem que cuidar de uma área muito grande, e eles têm poucos recursos; o estado está falido. Precisamos de mais ajuda. Quando a Transolímpica for totalmente aberta, o Recreio vai virar terra de ninguém. Não aconteceu nada comigo ainda, mas não quero que aconteça, e vejo que muitas pessoas estão sofrendo com a situação — pondera.

A Polícia costuma reforçar a necessidade de as vítimas de crimes irem à delegacia mais próxima para fazer o boletim de ocorrência. Mas, descrente, o estudante Bernardo Saporito diz que não fez registro da violência que sofreu. Acrescenta que a solução para ele vai ser não andar mais sozinho, para não facilitar a ação dos bandidos.

Já a vendedora Lúcia Helena acredita que só a presença policial pode resolver os problemas no BRT:

— É difícil ver patrulha passando por aqui. Se houver mais policiamento, certamente a violência vai diminuir.

Por e-mail, o consórcio BRT Rio informa que tem um convênio com o Programa Estadual de Integração na Segurança (Proeis), que permite a contratação de policiais fora do horário de serviço. São estes policiais que trabalham à paisana dentro e fora das estações e também dentro dos ônibus do BRT, explica o consórcio, sem revelar quantos agentes são. O local de atuação do contingente é definido de acordo com a necessidade. Além do Proeis, a segurança é feita por controladores de estação e câmeras que enviam imagens para um centro de controle.

Segundo o consórcio, na última segunda-feira, uma ação conjunta resultou na prisão de um homem acusado de praticar assaltos no trecho entre o Recreio e o Jardim Oceânico. O bandido foi reconhecido por oito vítimas, que fizeram registros na 16ª DP (Barra) e na 42 ª DP (Recreio).

A PM diz que não recebeu o pedido enviado por Carlos Alexandre Borges dos Santos. Confirma o acordo com o Proeis, mas afirma que os militares trabalham fardados. E acrescenta que realiza policiamento ostensivo nas linhas do BRT.

Fonte: O Globo

A diária para os automóveis nos depósitos  ficarão mais caras

Taxa de liberação de veículos rebocados fica 9,8% mais cara

De acordo com a resolução, os valores serão reajustados anualmente

A diária para os automóveis nos depósitos ficarão mais caras

A diária para os automóveis ficarem nos depósitos passou de R$ 62,01 para R$ 68,14 / Reprodução

Os motoristas que pararem seus carros em estacionamentos irregulares na cidade do Rio deverão pagar mais para conseguir tirar os veículos dos depósitos da prefeitura.

O ajuste, divulgado em Diário Oficial nesta segunda-feira (31), mostra que a cobrança ganha um aumento de 9,8% na tabela de diária e remoção.

De acordo com a Secretaria Municipal de Ordem Pública (Seop), veículos de passeio e vans passam a pagar R$ 168,67 pela taxa de remoção, antes o valor era R$ 153,48.

A diária para os automóveis ficarem nos depósitos passou de R$ 62,01 para R$ 68,14.

O reajuste anterior ocorreu em setembro do ano passado e foi de 7,8%. De acordo com a resolução, os valores serão reajustados anualmente, tomando por base de correção o Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo e Especial (IPCA-e) do Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE).

Para motocicletas, a taxa de remoção de subiu de R$ 76,73 para R$ 84,32 e a diária foi de R$ 30,99 para R$ 34,05. Já para os ônibus e caminhões, a cobrança salta de R$ 306,98 para R$ 337,37, enquanto a diária que era de R$ 124,05 agora é de R$ 136,33.

 

Fonte: Band

Expresso Recreio+Mov

Frescão Recreio x Centro opera em parceria com o Clube de Vantagens

O Serviço de Transporte da Expresso Recreio já iniciou a operação em Barra Bonita, e já está oferecendo os descontos para os associados do Clube de Vantagens da Associação de 15% no valor da passagem. Os ônibus da Expresso Recreio que operam o com o Aplicativo MOOV, estão circulando pela Av Ailton Henrique da Costa e retornando pela mesma via. São ônibus exclusivos para quem utiliza o aplicativo, todos podem usar o aplicativo, independente de serem associados ou não, apenas os associados terão o desconto. Lembrando que para ter o acesso ao desconto, é necessário seguir os seguintes passos: Frescão Recreio x Centro opera em parceria com o Clube de Vantagens.

Fique ligado nos horários de saída e de retorno à Barra Bonita:

 

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Confira essa e outras notícias no nosso Boletim Informativo.

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Rio 2016: o que muda no trânsito da cidade e nos serviços de transportes

Saiba a melhor forma de chegar aos parques olímpicos e estádios

Confira qual é a melhor forma de chegar aos locais de competição, onde estacionar, como circular pelo Rio e que ruas já estão ou ficarão interditadas durante os Jogos Olímpicos.

TRANSPORTES

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Ônibus do BRT no Terminal Alvorada na Barra – Luiz Ackermann / Agência O Globo

Moradores do Rio poderão usar o bilhete único ou vale-transporte para a maior parte dos meios de transporte. O cartão permite fazer integração entre dois ônibus municipais, um ônibus e VLT ou um ônibus e BRT no período de duas horas e meia pagando apenas uma passagem. Na integração com o trem, o valor das duas passagens fica em R$ 6,60.

Já o cartão especial para o período dos Jogos será aceito em ônibus, metrô, BRT, VLT e trem, mas não em vans, barcas e frescões. São três valores que correspondem a períodos de tempo no qual o espectador pode usar quantas passagens forem necessárias: R$ 25 (1 dia), R$ 70 (3 dias), R$ 160 (7 dias). O tempo começa a contar a partir do primeiro embarque e vai até a 1h59 do dia seguinte. A compra poderá ser feita pela internet, com entrega nacional (sujeita à taxa), ou nos pontos de venda, como estações de metrô, BRT, trem, Rodoviária Novo Rio e aeroportos.

COMO IR ÀS COMPETIÇÕES

Veja qual é a melhor forma de ir aos locais de competições pelo Moovit ou pelo Trafi.

ÔNIBUS

Consulte as linhas pelo número ou nome.

BRT

O Transcarioca (Galeão-Alvorada) e o Transoeste (Santa Cruz-Alvorada) funcionam todos os dias durante 24 horas. (Veja mais informações sobre o BRT)

Desde 18 de julho, o Transolímpico é de uso exclusivo aos passageiros que tiverem o cartão Riocard Olímpico. Esse BRT tem sete paradas funcionando durante os Jogos. São elas: Vila Militar, São José de Magalhães Bastos, Marechal Fontenelle, Morro do Outeiro, Riocentro, Olof Palme e Recreio.

BARCAS

As barcas vão navegar com velocidade reduzida em determinados horários e trechos das viagens durante os Jogos Olímipicos e Paralímpicos. O planejamento prevê também a alteração na rota das linhas do transporte aquaviário durante o período mencionado, o que poderá gerar alteração no tempo previsto de percurso e, consequentemente, nos horários de partida. (Confira as estações e os horários)

As interdições na Baía de Guanabara acontecerão até 19 de agosto, no trecho compreendido do sul da Ponte Rio-Niterói às proximidades da Ilha Rasa. Já durante a Paralimpíada, o período de mudanças será entre 31 de agosto e 17 de setembro, e a região com restrições será da cabeceira norte do Aeroporto Santos Dumont às proximidades da Boca da Barra. Sempre que houver impacto na operação, os passageiros serão comunicados através do sistema de som das estações e das embarcações. As mudanças valerão sempre das 11h às 18h.

TRENS

O sistema ferroviário conta com estações situadas próximas aos locais das competições. A partir do dia 3 de agosto a SuperVia iniciará o planejamento especial dos ramais Deodoro, Santa Cruz e Japeri para os Jogos Olímpicos. Além de serem os ramais por onde circularão os espectadores, concentram a maior parcela do público do dia a dia. A concessionária estima que cerca de 70% das pessoas que forem assistir às competições no Complexo de Deodoro e no Estádio Olímpico (Engenhão) utilizem os trens do Rio.

A principal medida implementada nos dias úteis será a redução dos intervalos de operação, mesmo fora dos horários de pico. No ramal Deodoro haverá redução de 4 minutos no intervalo entre os trens, ou seja, desde o início da operação até as 20h, o ramal funcionará com intervalo de 6 minutos. Já o ramal Santa Cruz terá intervalos de 8 minutos entre 8h e 20h (antes era de 16 minutos). O intervalo médio do ramal Japeri será mantido em 16 minutos e serão inseridas viagens extras, conforme demanda.

Nos locais onde estiverem acontecendo competições também haverá trens disponíveis ao público após o término da operação comercial partindo das estações próximas. Aos fins de semana e nos feriados, a concessionária acrescentará viagens à operação.

Confira os horários dos trens e outras informações no site especial da olimpíada da Supervia.

METRÔ

A Linha 1 opera das 5h à 1h30m e a Linha 2 das 5h à meia-noite nos dias úteis. Nos fins de semana, a Linha 1 funciona das 6h30m à 1h30m e a Linha 2 das 7h à meia-noite. No dia 14 de agosto, as linhas 1 e 2 funcionarão com horário de dia útil.

A Linha 4 do metrô vai funcionar desde esta segunda-feira (1º de agosto) até 21 de agosto para atender o público que for assistir às competições, as pessoas credenciadas (incluindo quem vai trabalhar nas arenas), a imprensa e os outros integrantes da família olímpica. O horário será variável. Nos primeiros dias, o serviço será aberto das 6h às 23h. Em 5 de agosto (feriado, dia da abertura do evento), vai comçar a operar às 7h e até as 2h do dia 6 de agosto. A partir de então, na maioria dos dias, a Linha 4 ficará aberta das 6h até 1h ou 2h do dia seguinte, para atender os espectadores das diferentes competições.

A estimativa é que o total de usuários, no serviço olímpico, chegue a 60 mil por dia — 20% do público que o sistema deve receber quando estiver operando em plena capacidade (300 mil passageiros diariamente). Entre 22 de agosto e 6 de setembro, a operação será suspensa para ajustes operacionais. Os serviços serão retomados, ainda com acesso limitado, entre 7 e 18 de setembro, durante a Paralimpíada.

A partir de 19 de setembro, o metrô começa a operar para o público em geral, mas em períodos limitados. Inicialmente, os trens vão rodar apenas das 11 às 15h, ampliando o horário de funcionamento até passar a operar na mesma faixa das Linhas 1 e 2 até o fim do ano. Na fase atual, sem o sistema de piloto automático, a estimativa é que a viagem entre Ipanema e Barra leve 13 minutos.

No período de operação restrita (voltada para os Jogos), o metrô vai manter um sistema de controle rígido. A viagem durante a Olimpíada exigirá uma baldeação na parte ampliada da Estação General Osório (Ipanema), onde o usuário, obrigatoriamente, terá que embarcar numa plataforma diferente para seguir até o Jardim Oceânico. Ali, seguranças vão cobrar a apresentação do ingresso e do tíquete olímpico. Nas demais paradas da Linha 4, o controle será feito antes de o usuário entrar nas estações.

 

 

Leia a matéria na íntegra no site do jornal O Globo.

 

Fonte: O Globo

PROBLEMAS COM A ÁGUA_capa

ATENÇÃO MORADORES – PROBLEMAS COM A ÁGUA

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Segurança já começou o ano de 2016 com dívida03

Segurança já começou o ano de 2016 com dívida de quase R$ 1 bilhão

Levantamento mostra que PM tinha maior débito: R$ 356 milhões

Segurança já começou o ano de 2016 com dívida01

 

Mal das pernas agora, com o orçamento contingenciado, a segurança pública do Rio já começou 2016 no vermelho, devendo quase R$ 1 bilhão, revela um levantamento do deputado estadual Luiz Paulo Corrêa da Rocha (PSDB), feito a pedido do GLOBO. Segundo os números, do orçamento previsto de R$ 10,2 bilhões para 2015, a pasta efetivamente empenhou em despesas liquidadas R$ 9,8 bilhões, mas só pagou R$ 8,9 bilhões e ficou devendo o restante: cerca de R$ 953 milhões.

A PM entrou o ano com a maior dívida, R$ 356,9 milhões, seguida da Secretaria de Administração Penitenciária (Seap), com R$ 193,5 milhões, e da Polícia Civil, com R$ 114,7 milhões. Ao GLOBO, o governador Francisco Dornelles informou que a segurança pública consome, por mês, cerca de R$ 940 milhões e que torcia para que o socorro do governo federal de R$ 2,9 bilhões chegasse o mais rapidamente possível ao estado.

“E NÃO FOR O COLAPSO, ESTAMOS PERTO”

— Se o socorro não chegar agora, rapidamente não haverá mais como a segurança funcionar. Os sintomas estão por toda parte: falta gasolina, os helicópteros estão no chão por falta de manutenção e os policiais, sem dinheiro até para trabalhar. Quem tem sofrido é a população, que está morrendo.

O deputado disse nunca ter visto nada igual na área de segurança no estado.

— Tenho notado que há algum tempo os policiais estão parando, num espécie de greve branca. Se não for o colapso, estamos próximos a ele.

Como tem repetido nos últimos meses, o delegado Fernando Veloso, chefe de Polícia Civil, voltou a dizer ontem que teme pelo colapso da polícia, prejudicando o planejamento para os Jogos Olímpicos. Com cortes no orçamento, contingenciamento de recursos e uma dívida com fornecedores que ultrapassa os R$ 80 milhões, Veloso revelou que seu maior receio é não conseguir manter o funcionamento do coração da Polícia Civil: um sofisticado sistema de informática que interliga todas as 186 delegacias do estado.

Em comparação com o ano passado, o orçamento da Polícia Civil em 2016 já havia sofrido um corte de cerca de 20%. Com o avanço da crise, o governador Luiz Fernando Pezão determinou, em fevereiro, com o decreto 45.569, um enxugamento de 30% no orçamento geral do estado, incluindo o da segurança pública. Como a situação piorou, o governador em exercício Francisco Dornelles anunciou mais cortes. Assim, o orçamento inicial de R$ 10,2 bilhões acabou encolhendo para menos de R$ 5 bilhões.

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Em audiência pública realizada na Alerj em março, o secretário de Segurança, José Mariano Beltrame, admitiu que a crise estava atrapalhado o planejamento da pasta. Segundo ele, os repasses estavam sendo feitos aos poucos, não permitindo a montagem de uma estratégia a longo prazo. Procurado ontem por meio de sua assessoria, Beltrame não quis falar sobre o assunto. Por causa da crise, veículos blindados (caveirões) deixaram de ser usados. Além disso, todos os três helicópteros da corporação estão no chão: não podem voar por falta de manutenção. Falta até papel higiênico nas delegacias para os policiais.

O sociólogo Ignácio Cano, do Laboratório de Análise da Violência da Uerj, disse acreditar que a crise financeira possa afetar a imagem do Rio durante os Jogos Olímpicos. Segundo ele, no entanto, o impacto na segurança do evento será mínimo:

— Para nós, do Rio, a crise está sendo sentida e permanecerá. Mas ela não terá tanto impacto nos Jogos, porque o policiamento virá. Brasília vai mandar o que for possível. Teremos muitos policiais aqui na segurança ostensiva.

Para reforçar o patrulhamento da cidade durante a Olimpíada, a Secretaria de Segurança planeja mobilizar um efetivo extra de cerca de 25 mil policiais civis, militares e bombeiros, por meio do Regime Adicional de Serviço (RAS), a um custo de aproximadamente R$ 42 milhões. O dinheiro para pagar a hora extra deverá vir dos R$ 2,9 bilhões que o governo federal promete repassar ao estado.

O RAS, conhecido também como “bico oficial”, foi criado em julho de 2012, para remunerar policiais que trabalhem nas suas horas de folga, melhorando o patrulhamento. Em março, com os constantes atrasos nos repasses, das 18 mil vagas oferecidas por mês, apenas 360 estavam sendo efetivamente preenchidas. A Secretaria de Segurança garantiu que a situação estava sendo normalizada.

No início do ano, a Polícia Militar revelou que apenas 2% das vagas oferecidas aos policiais no RAS eram preenchidas. A crise financeira tem sido responsabilizada pelo aumento dos índices de criminalidade no estado, levando o governo a solicitar reforço das Forças Armadas para patrulhar as ruas durante a Olimpíada do Rio, o que inicialmente não estava previsto.

 

Fonte: O Globo

Metrô em Jacarepaguá e expansão até o Recreio já tem traçados debatidos - capa

Metrô em Jacarepaguá e expansão até o Recreio já tem traçados debatidos

Mesmo ainda longe de serem iniciadas, possíveis obras já mobilizam a comunidade

Metrô em Jacarepaguá e expansão até o Recreio já tem traçados debatidos - Matéria

Com elaboração do Plano Diretor Metroviário, avança discussão do projeto da Linha 6, que passará por Jacarepaguá – Hermes de Paula / Agência O Globo

 

Em janeiro, o governo estadual deu início ao Plano Diretor Metroviário (PDM), com o objetivo de planejar todos os traçados de metrô e de outros tipos de transporte de alta capacidade a serem implantados na Região Metropolitana até 2045. Em pauta, estão as expansões das linhas até o Recreio e Jacarepaguá, que, mesmo ainda longe de serem iniciadas, já mobilizam a comunidade. Enquanto a Secretaria estadual de Transportes prevê a Linha 6 (Alvorada-Fundão) passando nas proximidades da Linha Amarela, contemplando Freguesia e Pechincha, sob o argumento de que o outro lado de Jacarepaguá já é atendido pelo BRT, moradores desejam que a rede abranja todo o bairro. O tempo para decisões, porém, é curto: o PDM estará definido até fevereiro. Por isso, a Associação de Moradores da Freguesia (Amaf) convidou o secretário Carlos Osório para um encontro neste domingo.

— Como querem que seja um projeto definitivo, achamos que o trajeto deve atender a mais pontos de Jacarepaguá, como Barro Vermelho, Taquara e Tanque. Chega de BRT, sistema que em breve estará saturado; temos que pedir metrô — afirma Jorge da Costa Pinto, coordenador do conselho regional da Federação das Associações de Moradores do Município do Rio de Janeiro (FAM-Rio) e diretor da Amaf.

Por outro lado, o secretário estadual de Transportes, Carlos Osório, deixa clara a preferência por um traçado que passe em locais não contemplados por BRT.

— A Linha 6 deverá ser próxima ao eixo da Linha Amarela, mas do outro lado da Transcarioca, à direita. O metrô não atenderia à outra parte de Jacarepaguá, que já tem o BRT — explica o secretário, que vem participando de reuniões com moradores, a fim de ouvir sugestões.

Carlos Osório diz que ainda não há estações definidas, mas propostas. Pelo esboço que leva em conta a ótica habitacional, ou seja, a quantidade populacional próxima, a Linha 6 teria três paradas em Jacarepaguá: Gabinal, Geremário Dantas e Pau Ferro. Depois, seguiria camimho parecido ao da Linha Amarela, até o Cocotá, na Ilha do Governador, que seria a estação final. Para Simone Villas-Boas, do Movimento Metrô Freguesia Mobilidade Urbana, o traçado é acertado:

— A estação Geremário Dantas é primordial, por ser num ponto central; a Gabinal é importantíssima, e atende a comunidades próximas, como Gardênia Azul e Cidade de Deus. Pau Ferro também tem muito movimento e uma grande população ao redor; e a sua estação poderia atender ao Pechincha, além da Freguesia.

Já Costa Pinto defende uma malha mais complexa. A Amaf acredita que a linha de Jacarepaguá deveria se ligar com a do Recreio, atendendo, assim, a Vargens, Camorim, Curicica, Taquara, Tanque e Praça Seca:

— A associação poderia até fechar os olhos, já que a Freguesia estaria sendo contemplada. Mas nós queremos pensar no todo. A Estação Pau Ferro, por exemplo, não acho que seja tão útil, por aquela não ser uma região central do bairro.

O secretário de Transportes diz que, antes da apresentação final, os estudos do PDM serão apresentados aos moradores das regiões que deverão receber o metrô, como forma de consulta popular. Em outubro, houve um encontro em Jacarepaguá, e uma reunião na Barra deve ser marcada para janeiro.

— Os moradores de Jacarepaguá deram boas sugestões para estações. Propuseram, entre outras coisas, ligações com ônibus de superfície — revela Osório.

Antes de o metrô chegar a Jacarepaguá, precisa ir até a Alvorada. O primeiro passo da expansão da Linha 4 já foi dado, com a construção de um rabicho na estação Jardim Oceânico, um prolongamento de cerca de 350 metros dos trilhos, para facilitar novas obras. O principal entrave é a falta de verbas. Carlos Osório diz que uma das opções é uma parceria entre município e estado, e o financiamento, no trecho da Avenidas das Américas, por meio de Certificados de Potencial Adicional de Construção (Cepacs).

— A possibilidade de recursos será bem menor depois das Olimpíadas. Já se conversou com Eduardo Paes e Pezão sobre a possibilidade de expansão, principalmente no eixo das Américas, por meio de parceria entre estado e município. Estamos vendo exemplos internacionais, como Hong Kong, cuja linha foi basicamente financiada pela valorização imobiliária do seu entorno. A proposta é estudar mecanismo parecido com o do Porto Maravilha, via Cepacs, mas não há martelo batido — explica o secretário.

HORA DE ESTABELECER PRIORIDADES

Desde o início do ano, com a escassez de recursos do governo estadual, a Secretaria de Transportes deixou claro que, na impossibilidade de se iniciar imediatamente novas obras metroviárias, a intenção, ao elaborar o Plano Diretor Metroviário, é desenhar projetos a médio e longo prazos. A base do PDM é o Plano Diretor de Transporte da Região Metropolitana do Rio de Janeiro (PDTU), recém-finalizado ao custo de R$ 5 milhões, financiados pelo Banco Mundial. O valor do PDM é de R$ 4,1 milhões.

— O PDTU é um grande banco de dados. Dividiu a Região Metropolitana em 730 quadrantes. Realizamos pesquisas de campo, para saber como, onde e por que as pessoas se deslocam. Já o PDM vai nos dizer como o modal metrô responde a isso. Todos os traçados possíveis estão sendo analisados. Acredito que será um grande legado, em termos de planejamento, para que haja um projeto real de expansão do metrô, a longo prazo. Deixaremos de pensar em expansões pequenas, como era no passado. É a primeira vez que teremos algo assim desde o projeto original do metrô no Rio, que é de 1968 — celebra Osório.

Traçados propostos pelo governo e pela população - Editoria de Arte

Traçados propostos pelo governo e pela população – Editoria de Arte

Os moradores da região sabem que a chegada do metrô não ocorrerá rapidamente. Mas festejam a entrada de Jacarepaguá e Recreio na pauta.

A despeito das restrições orçamentárias, Delair Dumbrosck, presidente da Câmara Comunitária da Barra, diz que a apresentação dos estudos da expansão do metrô até o Recreio está atrasada. Ele lembra que o governador prometeu mostrar a proposta no fim de 2014.

— Foi um compromisso do Pezão. Precisamos ver o projeto, ou pré-projeto, para opinar. Mas também entendemos que é prioritário finalizar a obra até o Jardim Oceânico — salienta Dumbrosck.

Se a chegada até o Terminal Alvorada é primordial, o presidente da Câmara Comunitária diz que muitos moradores da região julgam mais útil fazer a Linha 6 do que expandir a 4 até o Recreio:

— Tem gente que acredita ser mais interessante fazer o metrô para Freguesia e Zona Norte, pelo próprio volume de pessoas transportadas. Além disso, há um projeto do Eduardo Paes de fazer VLT da Alvorada ao Recreio.

UM PROJETO PARA 15 ANOS

Foi por estar insatisfeita com as poucas opções de transporte na Freguesia que a publicitária Simone Villas-Boas criou, no fim do ano passado, o Movimento Metrô Freguesia Mobilidade Urbana.

— O bairro teve recentemente um boom populacional enorme, mas não houve investimentos em infraestrutura e transporte. O sistema viário se manteve. E, com o BRT, linhas de ônibus viraram alimentadoras, prejudicando ainda mais a Freguesia — afirma Simone, que entregou um abaixo-assinado com diversas reivindicações relacionadas ao tema transporte para o governador Luiz Fernando Pezão em dezembro de 2014, e recebeu então a promessa de que haveria um estudo para levar o metrô até a região. — É bom ser lembrado e ser visto. A vinda do metrô para Jacarepaguá estava esquecida, mesmo que constasse no plano original de 1968. Sabemos que ele não chegará de um dia para o outro; por isso também pedimos outras medidas a curto prazo, como a criação de uma alça viária como opção de entrada na Linha Amarela.

Além do encontro com o governador, membros do movimento entregaram um dossiê para a Subprefeitura da Barra e Jacarepaguá, em fevereiro, com outras reivindicações, como aumento do efetivo de controladores de tráfego, construção de mais ciclovias e mais linhas de ônibus. Segundo Simone, o único pedido atendido até aqui foi a pintura de sinalização horizontal na Estrada dos Três Rios.

Há seis anos, Jorge da Costa Pinto e Wladimir Filgueiras, morador de Curicica, participam de discussões sobre a expansão do metrô, no Fórum Permanente de Mobilidade Urbana da Região Metropolitana do Rio de Janeiro, que se reúne semanalmente no Clube da Engenharia, em Laranjeiras. O objetivo do fórum, do qual fazem parte membros da sociedade civil, técnicos e representantes da Secretaria de Transportes, é definir os melhores traçados para a mobilidade urbana. Costa Pinto sabe que a Linha 6 não é prioridade, mas espera que, ao menos, não fique no fim da fila.

— Provavelmente somos a quarta prioridade, atrás do término da Linha 4, da linha Estácio-Praça Quinze e do projeto São Gonçalo, que ainda não está descartado. É uma obra que não sai em menos de 15 anos — diz Costa Pinto. — Com as Olimpíadas e o anúncio do BRT, sabíamos que o projeto do metrô seria postergado. Mas o debate progrediu. Ao menos o Osório é receptivo a ideias.

Filgueiras, morador de Curicica, lembra de outra proposta levantada no fórum: a compra de um segundo Tatuzão, máquina que faz escavações, para que o governo consiga trabalhar em mais de uma frente de obras, simultaneamente:

— A tecnologia de engenharia evoluiu muito. Não há mais trechos intransponíveis. E o Osório disse que a Linha 6 seria feita com auxílio de um Tatuzão, o que ameniza os transtornos e evita a interdição das avenidas principais.

Fonte: O Globo

O ator Rodrigo Candelot, de “Tropa de elite 2”, dá aula de interpretação para TV e cinema - Barbara Lopes / Agência O Globo

Escola de atores chega ao Recreio com vagas para bolsistas e teatro

Depois de 13 anos em Botafogo, Academia Nacional de Atores desembarca na Zona Oeste.

 

O ator Rodrigo Candelot, de “Tropa de elite 2”, dá aula de interpretação para TV e cinema – Barbara Lopes / Agência O Globo

A escassez de equipamentos culturais no Recreio, principalmente aqueles voltados para as artes cênicas, promete ser atenuada com a chegada ao bairro da Academia Nacional de Atores, tradicional escola especializada em aulas de interpretação para TV, teatro e cinema. Depois de funcionar durante 13 anos em Botafogo, a instituição desembarca na Zona Oeste com parte das vagas destinadas a bolsistas e planos ousados que incluem a abertura de um teatro experimental.

Em abril começam os cursos regulares, mas já estão sendo oferecidas aulas livres. Segundo o ator Wallace Meirelles, diretor artístico da instituição, a escolha do novo bairro representa uma tentativa de descentralizar a educação artística, condensada por muito tempo na Zona Sul, e aumentar a oferta de espetáculos teatrais na região.

— Vamos inaugurar em maio um teatro de arena, de caráter experimental, onde vamos apresentar ao público peças ensaiadas pelos nossos alunos e por grupos de fora. Como morador do Recreio, posso atestar que o bairro é muito disperso e carente de teatro. Queremos mudar essa realidade.

Ao todo, a academia oferece 14 cursos, alguns deles ministrados por nomes conhecidos do público, como o ator Rodrigo Candelot, que interpretou o coronel Formoso em “Tropa de elite 2”. Aos sábados, Candelot reserva duas horas e meia do dia para dar aulas de interpretação em televisão e cinema. O corpo docente da academia — formado por 13 professores — também inclui a atriz Patrícia Oliveira, de 41 anos, responsável pela preparação corporal de elenco de diversos trabalhos na TV e no cinema, entre eles a minissérie “Maysa” e a novela “Viver a vida”, da TV Globo.

— A região é carente de eventos culturais, mas não de pessoas que querem cultura. Pretendemos fomentar um novo polo de arte, para que as pessoas daqui não precisem ir até o outro lado da cidade — enfatiza a atriz.

O ator Vitor Thiré, escalado para a próxima novela das 23h da TV Globo, “Liberdade, liberdade”, começa a ministrar a partir do mês que vem aulas de improvisação. E Maurício Silveira dá aulas de teatro para iniciantes, num curso de nove meses.
Cientes da importância da inclusão social pela cultura, a Academia Nacional de Atores disponibiliza 10% das vagas de cada curso para bolsistas. A ação visa principalmente os moradores do Terreirão. Todos os alunos matriculados, sem exceção, fazem teste de nivelamento.

Escola de atores 1

Apesar da metodologia focar na carreira artística, as aulas de interpretação vêm atraindo um público diversificado. Para a arquiteta de formação, Rita de Cássia, de 62 anos, elas são uma forma de sair da rotina de dona de casa, esposa e mãe.

— Estava passando por um período difícil quando me deparei com a placa. Atravessei a rua e me inscrevi. Resolvi fazer teatro para me descobrir. Desde então, eu me sinto mais alegre, firme e disciplinada — revela a dona de casa, que em breve estreará em um espetáculo ensaiado na escola.

Fonte: O Globo

Carvanaval 2016

Saiu a lista dos Blocos na Barra e Recreio

Serão mais de 20 blocos, entre a Barra e o Recreio

Nesta terça-feira, dia 19, a ABIH-RJ e o Rio Convention & Visitors Bureau realizaram uma coletiva de imprensa no Brisa Barra Hotel para apresentar a programação do Carnaval 2016 da Barra da Tijuca. O encontro foi conduzido pelo diretor do Rio CVB, Michael Nagy, e pelo conselheiro da ABIH-RJ na Barra da Tijuca, Marcos Bezerra. O produtor e sambista Haroldo Costa; o presidente da Confraria do Garoto, Nelson Couto, e os gerentes dos principais empreendimentos hoteleiros do bairro também prestigiaram a iniciativa.
Já em ritmo de esquindô – esquindô, nosso Carnaval aos pucos começa a pegar embalo não se fazendo tão necessários grandes deslocamentos até a folia.

Esse ano pela primeira vez a hotelaria carioca uniu forças para promover um grande carnaval na Barra da Tijuca. A abertura oficial será no dia 23 de janeiro, com uma feijoada no hotel Hilton, onde acontecerá a eleição da Musa do Carnaval da Barra da Tijuca. O júri técnico contará com personalidades como Leleco Barbosa e Renato Sorriso (Gari Sorriso).

Serão mais de 20 blocos, entre a Barra e o Recreio, que desfilam a partir do dia 30 de janeiro até o dia 14 de fevereiro. Na Barra da Tijuca desfilam o Fla Master, Vem pra Cá, Banda da Barra, Bloco da Gold, Eu Sou Normal, Primeiro Amor, Buda da Barra, Bloco do Arranca, Samba do Santa Clara, Bloco do Pepê, IsBarra, Banda da Riviera, Bloco do Trio, Entorta mas não Cai e Bloco das Cachaças. Já no Recreio desfilam o Sou Cheio de Amor, Divas do Recreio, Sarau D’Angelo, Bom Gosteiros, É Pequeno e Tô no Recreio (www.riodejaneirohotel.com.br).

No dia 31 será promovido um grande banho de mar à fantasia, às 11h, na altura do Hotel Sheraton Barra, com a presença da banda do bloco Galinha do Meio-Dia. Uma figurinista estará presente confeccionando fantasias de papel crepom para ornamentar os foliões. A programação acontece como um esquenta para a Banda da Barra, que desfila a partir das 15h.

No dia 06 de fevereiro, sábado de carnaval, acontecem as tradicionais feijoadas nos hotéis Windsor Barra e Sheraton Barra. E no dia 07 é a vez do hotel Brisa Barra investir na combinação samba e feijão. O encerramento do Carnaval 2016 na Barra da Tijuca será na feijoada do hotel Grand Mercure Riocentro, no sábado, dia 13. No mesmo dia haverá a entrega do prêmio José Gueiros para os destaques dos blocos, nas seguintes categorias: melhor percussionista, melhor interpretação e melhor Bloco de Carnaval da Barra.

“O carnaval da hotelaria é um presente para turistas e moradores, que não precisarão se deslocar até a Zona Sul para desfrutar os dias de folia. Toda a programação foi pensada por quem entende do assunto, com grande mobilização da hotelaria do bairro e investimento 100% custeado pela iniciativa privada”, comemora o presidente da ABIH-RJ e do Rio CVB, Alfredo Lopes.

Na ocasião, também foi divulgada a pesquisa da ABIH-RJ com uma prévia da ocupação hoteleira para a data. Até o momento, a média da cidade está em 70,34%, um incremento de 15% no comparativo com 2015.

A Região do Flamengo/Botafogo apresenta o melhor índice, 80,57%. Em seguida está a região do Leme/Copacabana, com 77,92%, e Ipanema/Leblon, com 75,67%. Centro marca 68,12% e Barra/São Conrado já têm 60% dos quartos reservados para os dias de folia. A expectativa da associação é de que o Carnaval 2016 feche com média de 80% de quartos ocupados.

Lista dos blocos

 

Fonte: Jornal do Recreio