Assessoras da Câmara Comunitária do Recreio e Vargens chamam atenção de temas ligados à saúde e educação

Assessoras da Câmara Comunitária do Recreio e Vargens chamam atenção de temas ligados à saúde e educação

 

Assessoras da Câmara Comunitária do Recreio e Vargens chamam atenção de temas ligados à saúde e educação

Liane Pinheiro – Departamento de Educação

Na nossa área é bastante complicado a gente conseguir os nossos pleitos. Todos sabemos que o governo está sem recursos, mas o maior pleito é para conseguirmos uma escola de ensino médio, que o Recreio não tem. Não adianta ter ensino fundamental e depois vamos fazer o que com esses alunos? Na Barra tem, em Jacarepaguá tem e Recreio e Vargens não tem. É um assunto prioritário no meu entender, porque a gente precisa de educação para que a política e a cidadania possam se desenvolver.

Além disso, penso no aproveitamento de jovens para que eles possam aprender o que é cidadania, que eles participem de projetos para que eles comecem a exercer a cidadania deles desde cedo. Hoje, a gente tem uma população imensa, mas não tem representação na sociedade.

Ana de Eggert – Departamento de Meio Ambiente

Eu sou moradora de Vargem Grande, sou arquiteta e ambientalista e participo da AMAVag também. O PEU (Plano de Estruturação Urbana) das Vargens, que tem esse nome, mas atinge boa parte do Recreio, é um assunto muito polêmico, porque tem pessoas que são totalmente contra e outras totalmente a favor. O tema já está em debate, já tiveram seis audiências públicas que a Câmara Municipal promoveu para explicar esse projeto e a Câmara Comunitária do Recreio e Vargens está participando diretamente disso.

É um tema complexo porque os moradores de comunidade têm receio de serem removidos e o PEU não diz para aonde essas pessoas vão. Tem vários pontos que são meio obscuros, mas o lado bom é que ele vai dar um planejamento e ordenamento a uma região que tem muitas áreas vazias para serem ocupadas. Todas as cidades do Brasil tem essa dificuldade, elas crescem de uma forma completamente desordenada e depois para organizar é complicado. O problema dessa região que o PEU pega é a fragilidade ambiental da região. Não é atoa que tem esse nome de vargem, pelas grandes cheias quando chove. Então, isso é uma coisa que está sendo visto no projeto, mas é complicado porque é um investimento muito alto.

Nós estamos participando de todas as reuniões e fomos ao escritório do arquiteto responsável pelo projeto para entender. Uma das nossas reivindicações é que a população não foi escutada e é isso que estamos tentando chegar a um consenso. Como mudou a prefeitura, isso ainda está parado na Câmara Municipal para ser votado. Por isso, a região das vargens está parada. Há dois anos que está proibido de construir qualquer coisa nas Vargens. As pessoas não conseguem vender imóveis, está tudo engessado.

Cátia Queiroz – Departamento Social

Nós organizamos duas manifestações aqui no Recreio pela despoluição do Canal das Taxas, que era um rio com peixes e que servia para as pessoas nadarem nele, mas o esgoto lançado no canal destruiu tudo. Então, o governador Pezão quando assumiu o governo assumiu o compromisso de despoluir o Canal das Taxas e isso não foi feito. Nós aqui do Recreio estamos respirando um ar totalmente cancerígeno com os gases do esgoto desse canal. Eu não entendo como é que pode, no caso do Parque Marapendi, que passa esgoto ao céu aberto. Como que o esgoto pode passar ali? Como o esgoto pode passar no meio de um bairro como o Recreio dos Bandeirantes e ninguém fazer nada? Então, essa briga vem de muito tempo. As pessoas não ‘sacam’ que isso ai é saúde. Mosquito e várias pragas de hoje em dia vem de ali. O Parque Chico Mendes está coberto de gigogas, que são criadoras de mosquitos que só atentam contra a nossa saúde. E todo o esgoto lançado no Canal das Taxas vai para a Lagoa de Marapendi. Enquanto estiverem poluindo o Canal das Taxas a Lagoa de Marapendi vai receber todo esse esgoto.

Outro ponto é que tem que fazer o saneamento do Terreirão, enquanto não fizerem isso, nada vai adiantar. Vai ser como tampar o sol com a peneira. Porque as pessoas não tem saneamento básico no Terreirão. As crianças brincam no esgoto, recolhem agua no esgoto. Então, a prefeitura tem que olhar com mais carinho para essas regiões carentes. Porque não adianta nada despoluir se os ribeirinhos continuam perto do esgoto. Em pleno século XXI a gente tem esgoto a céu aberto, porque o Canal das Taxas é um esgoto a céu aberto enorme.

 

Fonte: Jornal da Barra

Tecnologia japonesa pode ser usada para despoluir Canal das Taxas, no Recreio

Tecnologia japonesa pode ser usada para despoluir Canal das Taxas, no Recreio

Morador do Recreio pede que Secretaria de Conservação e Meio Ambiente autorize uso de mix de micro bactérias; produto, porém, não é unanimidade

Tecnologia japonesa pode ser usada para despoluir Canal das Taxas, no Recreio

William Nogueira, da Câmara Comunitária do Recreio e Nova Associação Barra Bonita pediu autorização à prefeitura para usar uma tecnologia japonesa de micro bacterias para limpar trecho do Canal das Taxas – Lucas Altino / Lucas Altino

 

Cansado de esperar que o poder público aja para despoluir o Canal das Taxas, o presidente da Associação Nova Barra Bonita e da Câmara Comunitária do Recreio, William Nogueira, decidiu sugerir, ele próprio, uma solução e se empenhar para viabilizá-la. Na semana passada, Nogueira protocolou um pedido de autorização e licenciamento junto à Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma), com a intenção de usar uma tecnologia que emprega microbactérias no combate à sujeira do canal.

O objetivo é despejar um produto desenvolvido pela empresa Alevinus no trecho em frente ao condomínio Barra Bonita.

— Como temos elevatória aqui, a incidência de esgoto em frente ao condomínio não é tão grande. Por isso, o resultado pode ser melhor. Se der certo, daria para fazer o mesmo em outros lugares. Mas antes é preciso remover as gigogas — acredita Nogueira, afirmando que o custo não chegaria a R$ 100 mil em seis meses. — A prefeitura só faria um acompanhamento técnico, e a iniciativa privada pagaria o projeto. Muitas empresas sofrem com a proliferação de mosquitos. Estou conversando com várias nesta situação.

Há dois anos, o produto foi usado num trecho do canal perto da Avenida Glaúcio Gill. Sócio da Alevinus, Nuno Cunha garante que os resultados foram positivos. Ele explica que a tecnologia, japonesa, utiliza micro-organismos específicos para combater os poluentes e ajudar a reequilibrar o ecossistema degradado.

Porém, o engenheiro sanitário e professor da Uerj Adacto Ottoni, consultado pelo GLOBO-Barra, diz que é preciso ter cautela com esse tipo de tecnologia.

— Não vou dizer que vai dar errado, mas é uma interrogação. Apesar de isso já ter sido feito em outros lugares do mundo, não há comprovação científica da eficiência deste método. Acho que colocar microbactérias numa estação de tratamento do esgoto faz sentido, mas numa lagoa natural pode causar desequilíbrio ecológico — avalia.

Ottoni acrescenta que propôs uma outra alternativa ao Ministério Público para acabar com a poluição no Canal das Taxas:

— Já que implantar uma rede completa de esgoto é muito caro, o poder público deveria fazer uma rede interceptora em determinados valões de esgoto como medida emergencial.

Procurada, a Seconserma informa que é favorável à ideia de usar microbactérias para melhorar a qualidade da água do Canal das Taxas e que, no momento, a proposta está sendo analisada por seu departamento jurídico.

Fonte: O Globo

condominios

Viver em comunidade é a arte do bom senso e da participação

condominios

Foto: Divulgação / Jornal da Barra

A proliferação dos grandes condomínios na Barra se assemelha muito com o que o urbanista Lúcio Costa imaginava no seu plano diretor na década de 60: os condomínios bairros.

Dos antigos, Nova Ipanema, Novo Leblon e Riviera aos atuais Península, Pedra de Itaúna e Blue, todos têm em comum essa junção de prédios e/ou casas em espaços amplos e verdes, harmonizando os cimentos com a natureza. Todavia, esse conceito traz certos problemas.

Imagina você morando num pequeno edifício de três andares, com 15 apartamentos no total. Já dá uma pequena confusão em reuniões, certo? Agora cresce esse número para dois prédios de 23 andares, com 264 moradias? Aumenta o falatório nas assembleias condominiais. Imagina isso num espaço onde tem 64 espigões dos mais variáveis tamanhos, conceitos e estilos, como é a Península, numa área tão grande ou até maior que o bairro do Leblon? Ser sindico, ou “prefeito” é um ato de heroísmo.

Assim que são os espaços de urbanização do nosso bairro, um conglomerado condominial das mais variadas espécies de gente e de classe social, em que todos, juntos, transformam e cuidam, primeiramente do seu próprio terreno, para depois do vizinho. Porém, como o dito popular diz: “não mete o nariz onde não é chamado”. E é isso que, muitas vezes, pode atrapalhar o andamento da boa vizinhança.

Sendo assim, vamos vivendo e aprendendo a conviver um com o outro. Afinal de contas, como bem diz Lavoisier: “na natureza nada cria, nada se perde, tudo se transforma”. Se o projeto arquitetônico de Lúcio Costa mudou, por que não podemos mudar também nossas relações com aqueles que moram bem próximos de nós? Pois, para cobrar melhoria do vizinho, primeiro devemos saber como estamos indo no nosso próprio terreno. Falar dos outros é fácil, agora pensar no que estamos fazendo de errado é extremamente complicado. O importante é não ficar indiferente. Participar das assembleias, das mudanças de estatutos, das eleições e até quem sabe, aceitar a concorrer a um cargo, que certamente será um encargo.

Normas de condutas facilitam uma vida comunitária, mais a participação ativa fortalece a comunidade e o bem comum.

 

Fonte: Jornal da Barra

Prainha

Parque da Prainha, um paraíso ambiental

Prainha

Foto: Divulgação / Jornal da Barra

Repleta de belezas naturais, a Barra da Tijuca se destaca e atrai turistas de toda parte do planeta. Um dos mais bairros mais novos da cidade passou a ser reconhecido mundialmente, após sediar grandes eventos esportivos no ano passado. No entanto, ainda existem locais pouco explorados, como por exemplo, o Parque da Prainha, onde se encontra uma trilha de aproximadamente 30 minutos, considerada leve e indicada para todas as idades. Ela leva a um dos mirantes mais lindos da cidade: O Mirante do Caeté. De lá é possível vislumbrar a beleza natural do litoral carioca, além da Praia da Macumba, o Recreio dos Bandeirantes, a Barra da Tijuca, Pedra da Gávea e boa parte da Floresta da Tijuca ao fundo.

Sobre o Parque da Prainha

Criado em 2001, em uma área de 147 hectares, o Parque da Prainha é um dos meus lugares favoritos, um marco na preservação da região que une Prainha a Grumari. A área de proteção ambiental é conhecida pela harmonia entre o verde e o mar, que transforma a paisagem em uma das mais bonitas da cidade.

O parque é recoberto por diferentes formações vegetais típicas da Mata Atlântica, além de vegetação de costão rochoso. Abriga fauna e flora muito diversificadas, incluindo espécies ameaçadas de extinção. O espaço também conta com um centro de visitantes e um moderno sistema de produção de energia renovável gerada por luz solar.

A Prainha é uma área cercada por encostas íngremes onde está localizado o Parque Estadual da Pedra Branca. Em 1989, com o apoio dos surfistas, que divulgaram a existência de um projeto para a construção de um condomínio residencial e hoteleiro, foram iniciadas manifestações a favor da preservação da região, o que motivou a criação da Área de Proteção Ambiental da Prainha, com cerca de 166 ha. No início dos anos 90, foram feitas negociações entre a Prefeitura do Rio e os proprietários da área, a fim de viabilizar a implantação de um Parque Público, garantindo a preservação do local. Somente em 1999 foi concluído o processo de transferência da área para o Município, criando-se assim o Parque Natural Municipal da Prainha.

Inauguração

Em 15 de setembro de 2001, a Secretaria Municipal de Meio Ambiente inaugurou o Parque Municipal Ecológico da Prainha como mais um espaço de lazer e de aprendizado ambiental para a população.

Fauna

O Parque da prainha possui uma grande biodiversidade, onde é possível encontrar aproximadamente 250 espécies vegetais, entre elas, espécies ameaçadas de extinção, como algumas orquídeas, bromélias, pau-brasil, pau-ferro, entre outras. Quanto aos animais, existe uma variedade enorme de espécies, tendo como destaque o bicho preguiça (Bradypus variegatus), o tiê-sangue (Ramphocelus bresilius), o jabuti de cabeça vermelha (Geochelone carbonaria) e a tartaruga verde (Chelonia mydas), ameaçados de extinção. Sendo este último o animal símbolo do Parque e frequentemente visto pelos banhistas.

Informações sobre ecossistemas sensíveis

O Parque Natural Municipal da Prainha está incluído integralmente na região da Floresta Ombrófila Densa ou Floresta Atlântica, notadamente representada pela sua formação submontana (10 a 500 metros acima do nível do mar), com áreas de formações pioneiras marinhas (restingas), entremeada por áreas de refúgios vegetacionais (campos e vegetação rupestre) nos costões rochosos e nas porções mais íngremes do Parque.

Acesso ao Parque

O acesso ao parque pode ser feito pelos dois lados da orla. O mais popular é passando pela praia do Recreio dos Bandeirantes, seguindo a orla até a entrada do parque. A outra forma é passando pela serrinha do Grumari, ideal para quem parte da Barra de Guaratiba ou Ilha de Guaratiba, e regiões próximas. Vale lembrar que não existe transporte público para a região, mas você pode chegar de ônibus até o Recreio e seguir caminhando, o que não deve ser nenhum problema para quem é trilheiro.

Dicas essenciais

O estacionamento fica fora do Parque, onde é cobrado um valor pelos flanelinhas do local. É aconselhável chegar cedo para conseguir vaga, principalmente no verão, quando as praias do Rio costumam lotar e o limite de carros para essa região é controlada. Não pare em qualquer lugar, senão seu carro correrá o risco de ser rebocado;
Ao descer a trilha, vale aproveitar para dar um mergulho na praia. O parque oferece uma ducha de água doce se você preferir;Se você quiser almoçar após a trilha, na região existem alguns restaurantes. Se preferir lanchar, na Praia do Pontal existem algumas lanchonetes e padarias com valores mais em conta.
Não existe transporte público até a entrada do parque. Se você preferir não caminhar do Recreio até lá, uma alternativa pode ser o uber ou táxi;
No mirante você encontrará um cercado de madeira e uma área ao redor que pode ser aproveitada para fazer piquenique, combine com seus amigos.

 

Fonte: Jornal da Barra

balada recreio

Com novos bares, quarteirão no Recreio consolida-se como point gastronômico

Rua Fernando Bujones reúne estabelecimentos de estilos variados

balada recreio

Amigos de infância, sócios do Bar 399 posam no bowl de cem metros quadrados; ao fundo, loja da Homegrown – Paulo Nicolella / Agência O Globo

É uma sexta-feira à noite. Enquanto a empresária Alejandra Piraino toma um drinque com sua irmã chilena que veio visitá-la, seu filho mais novo participa de uma aula de skate em um bowl de cem metros quadrados. O espaço tem nome e sobrenome: Bar 399, o mesmo que fez sucesso na Avenida Olegário Maciel, na Barra, durante oito anos. Há três meses abriu suas portas no Recreio, em uma estrutura de contêineres que também abriga a badalada Homegrown, misto de loja de roupas e galeria urbana. A casa nova — e única, já que a da Barra fechou — fica na Rua Fernando Bujones, em uma área residencial que até pouco tempo era considerada deserta pelos moradores, mas que se tornou a mais nova cena gastronômica do Recreio. Em cerca de um ano, o quarteirão onde fica o 399 ganhou outras cinco opções de programação entre bares, restaurantes e cervejaria.

O projeto de montar um bar que unisse esporte, moda, música, arte e sustentabilidade era uma vontade antiga dos sócios Marcelo Montezuma e Thiago Siniscalchi, entretanto inviável no espaço de 30 metros quadrados onde ficava o antigo 399. Há aproximadamente um ano, eles decidiram concretizar os planos. Para isso, uniram-se ao skatista Nilo Peçanha, a Bruno Pires do Rio Ramp Design, escritório de arquitetura especializado em construir pistas de skate, ao fundador da Homegrown, Paulo Tassinari, e a Rentcon de Bruno Peotta e Samir Carvalho, empresa de venda e locação de contêineres. Em meio à crise, inauguraram, em abril, o 399, um projeto com intervenções artísticas de João Lelo e Marcelo Macedo, com um bowl que também funciona como captador da água da chuva e uma mini-horta onde são cultivados temperos usados na cozinha do estabelecimento. Tudo em um terreno de 500 metros quadrados.

— Detectamos que o Recreio é um bairro muito jovem, mas com uma carência de entretenimento. O bar veio com uma proposta de unir a gastronomia ao esporte e à música. Consegue agradar, ao mesmo tempo, a pais e filhos. Não é uma balada — revela Montezuma.

Moradora da região há seis anos, Alejandra conta que antes do 399 não havia opção de lazer que agradasse a ela e aos seus filhos. A empresária frequenta o bar pelo menos duas vezes na semana, nos dias em que o filho tem aulas de skate. Ele faz, ainda, aulas avulsas — ambos os serviços oferecidos pelo estabelecimento. Toda terça-feira a pista é aberta para os frequentadores adultos. Nos outros dias da semana, é cobrada uma taxa de R$ 15 a hora.

— Para mim foi prefeito quando o bar abriu porque passei a vir com os meus filhos. Não tinha nada para fazer perto de casa. É uma área de convívio para os moradores daqui, muita gente vem a pé — afirma Alejandra.

A tatuadora Maricota Pinheiro concorda. Frequentadora assídua e moradora da Barra, ela conta que o bar é um dos poucos lugares que a agradam na região.

— Aqui é um dos lugares que eu mais frequento. É uma excelente opção, tem um clima de amigos e família. A música é boa, tem eventos, grafite… Tudo é bem legal — resume.

Todas as quintas, o 399 promove, em parceria com a rádio Layback, um evento musical em que um ritmo é homenageado por vez. Na lista, jazz, blues, rock, hip hop e soul. Semanalmente também ocorrem eventos ligados a esporte. Hoje, por exemplo, haverá o lançamento do modelo profissional do shape (prancha) de Emanuel Ribas pela marca americana Santa Cruz. Nos últimos domingos de cada mês, uma competição elege a melhor manobra do dia. Os prêmios são oferecidos pela Homegrown.

— Somos todos skatistas. Queremos apoiar o esporte, fomentar a evolução de atletas no país — afirma Nilo Peçanha.

A novidade agradou à vizinhança, mas também gerou reclamações. Moradora do prédio ao lado do bar, o único residencial do quarteirão, Ana Lima se queixa do barulho.
— Eram 23h30m de uma quinta-feira e o som estava alto. Fui lá e reclamei. Na mesma hora eles desligaram, mas o barulho da gritaria costuma ir até tarde. Mesmo quando está frio, eu durmo de ar-condicionado para abafar o som. Mas, por outro lado, desde que os bares abriram neste quarteirão, aumentou a sensação de segurança, movimentou muito — conta.

Os sócios garantem que querem manter um bom relacionamento com a vizinhança.

— Prezamos muito o respeito pelos moradores. Abaixamos o som às 22h, mesmo horário em que encerramos o bowl. Queremos ter um relacionamento legal com eles — resume Montezuma.

UNIÃO AGRADA À CLIENTELA

Do outro lado do quarteirão, na Rua Haroldo Cavalcanti, três estabelecimentos recém-inaugurados também chamam a atenção dos moradores. A butique de carne e hamburgueria Chega Aê!!!, a Growlers2go e a Adega Recreio aproveitaram a proximidade física dos estabelecimentos para montar uma parceria pouco comum. Em vez de competirem pela clientela, elas decidiram oferecer um serviço integrado no qual o cliente pode consumir em qualquer um dos estabelecimentos. Uma espécie de praça de alimentação descolada.

 

Confira a matéria completa no site do jornal O Globo.

Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Foto: Divulgação / Jornal da Barra

 

A Barra da Tijuca e o Recreio estão cada vez mais unidos para combater a violência na região e, porque não, no Estado do Rio de Janeiro. Prova disso foi a reunião realizada no Salão de Convenções do hotel Ramada Recreio, onde autoridades do poder público, da guarda municipal e presidentes de associações de moradores debateram no XVI Fórum de Segurança Pública, que teve como moderador o jornalista Claudio Magnavita, editor do Jornal da Barra. O anfitrião do fórum foi Alfredo Lopes, presidente da ACIR Transoeste.

Consenso em praticamente todos os discursos, o ponto alto do encontro foi a integração entre instituições diferentes, além da oportunidade do diálogo entre poderes públicos e moradores que puderam externar suas reivindicações. Outro assunto que não poderia deixar de ser comentado foi sobre a situação caótica em que vive o estado do Rio de janeiro e o país de forma geral. Entretanto, a ordem do dia era usar da criatividade para driblar a escassez de recursos.

Autoridade maior da polícia civil, o delegado Claudio Leba esteve presente e, numa conversa franca com o público, destacou a valorização do policial na comunidade. Ele falou da importância do trabalho silencioso que sua instituição realiza. A delegada Marcia Julião, da 42ª DP do Recreio, também compareceu e foi muito aplaudida após sua fala, que enfatizou a integração das delegacias da Barra (16ª DP) e do Recreio (42ª DP) com o 31º BPM. Imponente, ela falou de sua garra para enfrentar os desafios e que pode “ajudar a mudar a história”. Julião compareceu ao fórum mesmo passando por situação familiar delicada, com seu filho internado.

O promotor Marcio Almeida resgatou o lema do passado de tolerância zero, conclamando uma nova reunião sobre o tema, tamanha a importância que ele tem na sociedade nos dias atuais. Claudio Magnavita solicitou a criação de uma cartilha em quadrinhos para ser distribuída nas escolas, com os personagens sendo agentes do poder público, para dar a criança uma visão, desde cedo, de segurança pública. Essa cartilha seria patrocinada pelo Jornal da Barra e teria a chancela da Barralerta, comandada por Kleber Machado. Além disso, Magnavita também deu a ideia de um ciclo de palestras sobre o tema nos colégios da região.

A Prefeitura compareceu com a Inspetora Tatiana Mendes, da Guarda Municipal, que valorizou o trabalho de humanização da instituição, pois o foco dela é fazer a diferença dentro dela. A criação do Gabinete de Integração foi um marco da administração atual e uma grande vitória dos órgãos de segurança. Para Tatiana, o que falta para a população do Rio crescer é o respeito às leis, pois muitas querem usar o “jeitinho brasileiro” para se dar bem perante aos outros. Em um dos momentos de mais destaque de sua apresentação, ela disse: “não é a arma de fogo que vai trazer a segurança, mas sim a palavra e a inteligência”.

Outro órgão presente no fórum foi a polícia militar, que esteve representada pelo Tenente Coronel Vanildo Sena Lemos, subcomandante do 31º batalhão da policia militar, e o Major Ivan Blaz, que é portavoz da corporação. Ambos bateram firme na legislação, que para eles, é muita “branda”. Eles citaram casos em que prenderam algum criminoso que rapidamente foi solto pela justiça. Para o porta-voz, alguns personagens querem “subverter a ordem natural” das coisas, que é “o mocinho pegando vilão”.

Após as falas das autoridades, as associações de moradores presentes tiveram a oportunidade de debater problemas e soluções, realizando perguntas e colocando em pauta algumas reivindicações latentes dos moradores da região, como a falta de policiamento no Jardim Oceânico, o abandono de algumas praças públicas e o aumento da prostituição, roubos e furtos em alguns locais. Estiveram presentes: ABM, AMOR, AMAR, AMARosas e AMORE, além da Câmara Comunitária do Recreio e Vargens. Também estiveram presentes políticos como o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o superintendente da Barra da Tijuca, Thiago Barcellos, que se ausentou no início do encontro. Ao final do evento, os participantes deixaram o Salão de Convenções do Hotel Ramada com um semblante otimista nos rostos. Isso porque o sentimento é de que o debate não ficou limitado aos discursos prontos e politizados. Ao contrário. Planos concretos foram traçados e o discurso geral é de o XVI Fórum de Segurança Público trará bons frutos para o futuro.

 

Fonte: Jornal da Barra

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Avenida Lucio Costa sofrerá intervenções em retornos e pontos de ônibus para aliviar o trânsito

Medidas serão quase todas financiadas pela Rede Windsor, como contrapartida obrigatória

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Retorno na pista sentido Pepê ficará na reta da Afonso Arinos; nos dois lados, haverá saída de vagas de estacionamento para novas faixas de rolamento – Fernando Lemos / Agência O Globo

Boas notícias para quem enfrenta rotineiramente congestionamentos na Barra. Um dos pontos mais problemáticos do bairro sofrerá intervenções, com o objetivo de garantir maior fluidez ao trânsito. Na Avenida Lucio Costa, baias recuadas para ônibus serão feitas, na altura dos hotéis Windsor e Sheraton. A área em frente ao condomínio Atlântico Sul, no número 3.600 da via, terá alterações ainda maiores: naquele trecho, as vagas de estacionamento serão extintas, nas duas pistas, para a implantação de novas faixas de rolamento, e o retorno para acesso à Ponte Lucio Costa mudará de lugar, ficando em frente à Avenida Afonso Arinos de Melo Franco.

As obras serão financiadas quase que totalmente pela iniciativa privada. O projeto é contrapartida obrigatória que o Hotel Windsor Barra precisa pagar. As intervenções na Avenida Lucio Costa devem começar já este mês. Os estudos foram realizados pela CET-Rio, que detectou os principais gargalos daquela área.

Historicamente, o trecho entre a Praça do Ó e a Avenida Afonso Arinos é o mais congestionado da praia. Têm sido muitas as propostas, feitas principalmente por moradores de condomínios da orla, para sanar o problema. A CET-Rio estudou as possibilidades de mudança, e chegou a cinco medidas.

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Primeiro, o retorno da pista sentido Pepê, na altura do Atlântico Sul, será reconfigurado, ficando na reta da Avenida Afonso Arinos, ou seja, alguns metros antes do ponto onde fica atualmente. Além disso, as cerca de 25 vagas de estacionamento naquele trecho serão substituídas por duas faixas de rolamento. Assim, a capacidade de acumulação de carros, que hoje é de oito, segundo os estudos, passará para 48. No mesmo ponto, mas na pista no sentido oposto, as intervenções facilitarão o acesso de veículos que vão da Ponte Lucio Costa para a orla, pela Avenida Evandro Lins e Silva. As vagas de estacionamento em frente ao Atlântico Sul também serão retiradas, para a criação de uma nova faixa, e o canteiro central, no fim da da Evandro Lins, será encurtado.

O outro problema a ser corrigido serão as paradas de ônibus nos pontos em frente aos hotéis Sheraton e Windsor Barra. Hoje, quando um coletivo freia para embarque ou desembarque de passageiros, ocupa uma das duas faixas da pista, atrapalhando o trânsito. Agora, serão feitas duas baias recuadas nos pontos, para que o trânsito não seja interrompido. Por último, também serão eliminadas vagas da Rua Prudêncio do Amaral, perpendicular à praia, para a criação de mais uma faixa de rolamento.

O superintendente da Barra, Thiago Barcelos, justifica as intervenções na região:

— Eu mesmo sofro muito com esse trânsito. São alguns gargalos que precisamos superar. O tempo que hoje as pessoas perdem no tráfego gera impacto até na saúde. Às vezes leva-se meia hora para ir da Lagoa até o Pepê, e depois mais 20 minutos até o Barramares (na altura do número 3.300 da Lucio Costa), um trecho muito menor.

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Segundo ele, as maiores intervenções na orla serão financiadas pelo Windsor, devido à contrapartida obrigatória, e a Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) fará as obras menores, como as baias para os ônibus e a retirada de paralelepípedos para calçamento.

O projeto, que ainda não foi anunciado oficialmente, já repercute entre moradores da Barra. Ainda que muitos tenham outras sugestões, a expectativa é que essas intervenções sejam mesmo capazes de desafogar o trânsito. Síndico do Atlântico Sul, Ronaldo Carvalho lembra que o condomínio foi o primeiro da orla a fazer uma baia recuada para ônibus.

— Há quatro anos, levamos o projeto à prefeitura. Os ônibus antes paravam em uma das faixas e ficava tudo engarrafado bem na entrada do condomínio. Fizemos uma única baia, que custou cerca de R$ 70 mil e resolveu muito a nossa vida. Depois, muita gente quis fazer também, mas esbarrou na falta de verba — conta Carvalho, que foi avisado do novo projeto pela prefeitura, já que a área em frente ao condomínio terá obras. — É inteligente, o trânsito deve melhorar bastante.

O diretor da Câmara Comunitária da Barra, Cleo Pagliosa, acha que as mudanças vão facilitar o trânsito da orla. Ele ainda lembra de um projeto da entidade que prevê a construção de uma ponte na Avenida General Felicíssimo Cardoso, ligando a Lucio Costa à Américas.

— É um projeto antigo, parte de um pacote de obras que incluiria a abertura total da Avenida Dulcídio Cardoso e os mergulhões do BarraShopping e da ABM. Continuamos cobrando, mas sabemos que a situação está difícil, não há dinheiro. Enquanto isso, essas mudanças propostas vão ajudar — diz.

Na opinião de Ricardo Magalhães, diretor da ABM, a ponte na Felicíssimo Cardoso seria a principal solução, pois hoje não há acesso da praia para a Américas entre o Cebolão e a Avenida Afonso Arinos, um longo trecho. Ele diz que diariamente, a partir das 17h, há engarrafamento:

— O trecho em frente ao Atlântico Sul é muito ruim, o que inclusive favorece a ação de pivetes. De manhã, o fluxo também é grande, principalmente da Lucio Costa para a Américas, tanto no sentido Centro como no sentido Recreio. Sempre fica uma muvuca em frente ao Eurobarra.

 

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Já o administrador do Barramares, Sergio Trindade, faz uma ressalva à proposta da CET-Rio. Para ele, as baias de ônibus não serão muito efetivas, porque os motoristas não costumam parar no recuo mesmo quando o espaço existe. E menciona uma sugestão feita por síndicos dos condomínios da orla ao poder público, há cerca de dois anos: a construção de mais uma pista para os carros, usando uma parte do canteiro central.

— Em frente ao Sheraton e ao Windsor, há espaço para isso. A obra seria de uma nova faixa, à esquerda, para passagem de carros, e os ônibus continuariam parando no mesmo lugar — explica Trindade.

Isso porque, para o administrador do Barramares, as baias recuadas só cumprirão sua função se houver orientadores de trânsito no trecho:

— Nós sempre vemos ônibus parando no meio da rua, mesmo onde há recuo. Os motoristas são apressados. Ano passado, na época da Olimpíada, colocaram vários agentes na orla, e aí o tráfego melhorou bastante.

Os investimentos da rede Windsor nas obras da Avenida Lucio Costa estão sendo feitos como contrapartida pela construção dos hotéis Windsor Oceânico e Windsor Marapendi, além de um centro de convenções. Em nota, a rede afirma que considera as alterações viárias essenciais e acrescenta que está investindo também em projetos de melhoria dos acessos aos seus empreendimentos e da sinalização do entorno.

Novo trecho da Via 4 pode ser aberto

As mudanças têm recebido muitos elogios, mas há também quem as veja com desconfiança ou, até, desagrado. Comerciantes que trabalham em quiosques no calçadão, em frente ao condomínio Atlântico Sul, por exemplo, reclamam da eliminação de vagas de estacionamento.

— Moro aqui há 40 anos e posso afirmar que o problema no trânsito da orla ocorre por causa dos pontos de ônibus do Sheraton e do Windsor. O acesso da Evandro Lins e Silva para a Lucio Costa também é ruim, mas o retorno do outro lado da pista (no sentido Pepê) nunca tem congestionamento — afirma Amilton Macedo, dono do quiosque Pescado.

Roberto Souza, dono do quiosque ao lado, o Leal, também critica o fim das vagas:

— É isso o que paga nossas contas no inverno. Além disso, onde os caminhões vão parar para fazer descarga?

Cliente do quiosque Leal, o advogado Early Besse compreende a preocupação com o trânsito, mas acha que é preciso pensar em alternativas para quem vai de carro à praia.

— Melhorar a fluidez do trânsito é sempre positivo. Mas no bairro há déficit de vagas. Existem terrenos baldios na Avenida Afonso Arinos que poderiam ser transformados em estacionamentos — sugere.

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Questionado sobre o assunto, o superintendente Thiago Barcelos diz que não há previsão para criação de vagas no momento, mas que se pode pensar em alternativas:

— O projeto trará um ganho. É normal ganhar de um lado e perder um pouco do outro. Mas o trânsito é um problema grave, e, se for solucionado, isso será positivo para os quiosques.

Em relação à sugestão de criar uma faixa de rolamento no canteiro central, em vez de criar recuos para os ônibus, Barcelos diz que as duas medidas teriam resultados semelhantes.

— A solução é a mesma: ganhar uma faixa — observa o superintendente, admitindo a necessidade de haver operadores de tráfego no local. — Vamos reforçar a fiscalização, sim, para que os ônibus respeitem os novos locais de parada.

Se na praia a solução é fazer mudanças pontuais para melhorar a fluidez, o caso de um outro ponto-chave para o trânsito, a Via 4 requer mais esforço.

Uma das causas dos congestionamentos da Barra é o descumprimento do Plano Lucio Costa. Pelo projeto original, outras vias expressas cortariam a Barra, como a Via 4 e a Dulcídio Cardoso. O problema é que essas avenidas são, em muitos casos, bloqueadas por condomínios e outros empreendimentos.

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A Superintendência da Barra está em negociações com a diretoria da Amil, responsável pelo Americas Medical City, localizado na Avenida Jorge Cury, para tentar viabilizar a abertura de um trecho de 300 metros da Via 4, que iria até a Avenida Rachel de Queiroz. Com isso, a Jorge Cury seria ligada à Avenida Celia Ribeiro Mendes, em mão dupla, tornando-se um caminho alternativo para se chegar à Avenida das Américas.

Segundo Thiago Barcelos, as outras medidas necessárias para o projeto sair do papel são uma licença da Seconserma, que deve ser concedida esta semana; e a assinatura de um termo entre a prefeitura e a Aeronáutica, já que a área margeia o Aeroporto de Jacarepaguá. Este vizinho, inclusive, foi um dos motivos de atraso da obra, devido a questões técnicas. Outro motivo de cautela são as capivaras.

— Tivemos que fazer um projeto bem detalhado, para não interferir na operação do aeroporto e proteger as capivaras. Com a abertura desse trecho da via, seria feito um corredor para os animais — afirma. — Essa medida reduziria 15% do tráfego entre o Terminal Alvorada e o condomínio Rio Mar.

Fonte: O Globo

 

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

O número cresceu de 2.907 casos em 2015 para 3.215 no ano passado, uma variação de 10,5%, segundo o Instituto de Segurança Pública

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

Viatura na Praia da Barra – Analice Paron / Agência O Globo

Os números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável pelas estatísticas de criminalidade no estado, confirmam o que já era uma sensação dos moradores da Barra e do Recreio: a quantidade de roubos aumentou na área patrulhada pelo 31º BPM (Recreio). O número cresceu de 2.907 casos em 2015 para 3.215 no ano passado, uma variação de 10,5%, registrada num período em que a região teve a segurança reforçada por homens de outros batalhões e da Força Nacional para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Os dados revelam o recrudescimento de diferentes tipos de roubo no período: a transeuntes, que passaram de 1.163 para 1.337 (aumento de 15%); em coletivos, que foram de 200 para 281 (40,5%); e de celulares, que aumentaram de 267 para 291 (9%). Os assaltos a estabelecimentos comerciais também ficaram mais frequentes: passaram de 106 para 125 (18%), assim como os estelionatos, que tiveram 2.182 registros, um crescimento de 26%. Se a rua está perigosa, ficar em casa também não é garantia de tranquilidade. Pelo segundo ano consecutivo, aumentou a quantidade de roubo a residências. Em 2015, foram 28. No ano passado, o número de registros passou para 52, mais do que o dobro dos 25 ocorridos em 2014.

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Mas não são apenas os crimes contra o patrimônio que têm tirado o sono dos moradores. Depois de dois anos consecutivos em queda, a quantidade de estupros voltou a aumentar: passou de 74 para 92, o maior número já registrado desde 2013, primeiro ano completo de operação da segunda delegacia da área, a 42ª DP (Recreio). Comandante do 31º BPM, que conta com um efetivo de 580 policiais, o tenente-coronel Sérgio Schalioni entende que o crescimento da criminalidade é reflexo dos problemas enfrentados pelo governo do estado e também da melhora na mobilidade, resultado da inauguração das vias expressas Transcarioca e Transolímpica, que fizeram aumentar a circulação de pessoas na região.

— O avanço da mobilidade também traz problemas. Antes, tínhamos um padrão distinto: um número maior de roubos de veículos no Recreio e de rua na Barra. Hoje, o padrão foi igualado. A inauguração da Transolímpica teve impacto especialmente no Recreio, que era uma área menos acessível do que a Barra — afirma o oficial.

O pequeno efetivo é apontado pelos moradores como uma das razões do elevado índice de roubos. A família do médico Mário Sérgio Morales, morador do Jardim Oceânico, entrou para as estatísticas de assalto no ano passado. Ao descer do prédio, o filho dele foi roubado por um homem que se aproximou, de moto, e levou seu celular.

— A polícia não tem efetivo suficiente no 31º BPM. É muito raro vermos patrulhamento pelas ruas. Meu filho foi roubado na porta de casa, mas testemunhei muitas situações semelhantes no ano passado — afirma Morales.

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A criminalidade tem feito os moradores mudarem de hábitos. O advogado Rui Aguiar, que vive no Recreio, já evita frequentar um dos pontos mais badalados da Barra: o Jardim Oceânico.

— Mesmo às sextas-feiras, o dia de maior movimento, 1h é o limite para ir embora. Caso contrário, só dá para sair entre 5h e 6h por causa do grande número de roubos nas ruas. Nós já nos reunimos com o comandante e pedimos que seja implantado aqui a operação Barra Presente — lembra o advogado.

Desde 14 de janeiro, a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), em atuação conjunta com a Polícia Militar, realiza, em toda a orla e nos principais corredores de acesso a ela, o Plano de Prevenção contra Pequenos Delitos e Arrastões. Na Barra e no Recreio, a força municipal conta com agentes que usam a mesma frequência de rádio que os policiais, o que facilita a comunicação de crimes e inibe a ação dos bandidos. No entanto, a operação tem prazo de validade: vai até o fim do verão.

Sociedade Civil se mobiliza

Antropóloga e professora da graduação em Segurança Pública da UFF, Jacqueline Muniz refuta a tese defendida pelo tenente-coronel Sérgio Schalioni de que a melhora na mobilidade urbana possa ter contribuído para o aumento da criminalidade na região ao longo de 2016. Para ela, fatores como o não pagamento das gratificações, atrasos salariais e batalhões operando no limite da capacidade explicam o aumento da criminalidade em todo o estado.

— A polícia foi criada no século XIX, entre outras razões, para garantir a mobilidade, o direito de ir e vir, já que a cidade é aberta, não tem muros. Mobilidade urbana garante que as pessoas não fiquem expostas por horas no ponto, à espera de transporte, e não sejam, assim, vítimas de assaltos. Uma resposta concreta para o problema da área só poderá ser obtida se o comandante abrir o plano de policiamento, um documento que sempre é apresentado ao comando maior da polícia. Isso precisa ser modificado a cada alteração local. Um dia de sol ou de chuva, por exemplo, muda a rotina de policiamento em um local litorâneo — afirma Jacqueline.

Especialista em segurança pública e morador da Barra, Paulo Storani, por sua vez, concorda com a análise do comandante Schalioni sobre as conjunturas nacional e estadual, mas critica as ações e as escolhas políticas feitas pelo governo do estado para o setor.

— O momento do país é delicado. Há uma crise de autoridade, com diversos políticos citados em escândalos de corrupção, e isso desestrutura a sociedade. No Rio, a política de UPPs absorveu boa parte dos policiais que seriam enviados para os batalhões, o que fez com que os efetivos ficassem defasados. Com isso, batalhões como o 31º BPM não puderam dar prioridade ao patrulhamento, fundamental na prevenção, e não houve investimento em tecnologia para compensar isso neste momento de aumento de frequência (de delitos). Onde há mais gente, há mais oportunidade para os criminosos — avalia Storani.

foto 2 materia 1Se a crise financeira tem engessado as ações do estado, a sociedade civil vem se organizando para tentar reduzir os índices de criminalidade. Associações empresariais e de moradores da Barra da Tijuca fundaram no ano passado a Associação Comunitária Barra Segura (ACBS). Desde novembro, a nova entidade conta com uma central de monitoramento, com acesso às 104 câmeras da prefeitura espalhadas pela cidade e outras de condomínios e empresas, todas voltadas para a rua. Coordenador do projeto, integralmente custeado pela iniciativa privada, Rodrigo Taveira explica que a iniciativa ainda está no início, em busca de adesão da vizinhança.

— As imagens são feitas por uma câmera com acesso à internet, que as transmitem por meio de um canal exclusivo. Para os leigos, eu digo que é como assistir ao Netflix: você entra em um site, faz login e acessa. E quem entra no projeto abre suas câmeras e tem acesso às demais. Estamos perto de poder ler as imagens de 30 condomínios. Nós trabalhamos também com relatos de moradores e clipping de imprensa. Dessa forma, conseguimos geolocalizar os crimes e fazer um acompanhamento dos movimentos das manchas, sejam ela criminais ou de ordem pública — explica Taveira.

Presidente do Conselho Comunitário de Segurança do 31º BPM, o engenheiro Ricardo Magalhães afirma que o órgão tem se concentrado nos problemas registrados no Jardim Oceânico, onde entende que há uma explosão de violência, estimulada pela desordem. Em janeiro, uma operação da Superintendência de Administração Regional da Barra da Tijuca, realizada com o apoio de outros órgãos municipais, fechou quatro estabelecimentos comerciais da área por falta de alvará.

— Há muito movimento no Jardim Oceânico, e isso precisa ser ordenado. O tumulto cria oportunidade para os criminosos. O comandante do 31º BPM tem reconhecido a dificuldade de atuar, seja por falta de pessoal, seja pelos problemas enfrentados pelo governo do estado, mas não tem nos deixado na mão — avalia.

O Globo

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

A solução para desafogar o trânsito na Avenida das Américas, uma das principais da Barra, está nas lagoas

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

Foto: Divulgação / Jornal da barra

O transporte sobre rodas está fora de moda em muitas capitais além de nossas fronteiras. Após o Rio de Janeiro ser a capital do mundo durante as Olimpíadas do ano passado, surge, finalmente, o projeto que promete diminuir o número de carros nas ruas e avenidas da Barra da Tijuca e Recreio.

O Vice-Prefeito e Secretário Municipal de Transportes do Rio, Fernando Mac Dowell, em entrevista ao jornalista Claudio Magnavita, disse que pretende interligar o modal aquaviário ao metrô, para facilitar a integração e estimular a redução dos engarrafamentos. Com esse sistema operando nas Lagoas da Barra, aliviaria todo o tráfego das Avenidas das Américas e resolveria muito bem o problema do trânsito na região. ”Nós já estamos estudando e estamos bem adiantados, vamos fazer um sistema de hovercraft (tipo de embarcação que pode flutuar sobre as águas, a neve e sobre a areia; usando a força das hélices), para que a gente consiga fugir da dependência do assoreamento”, disse Fernando.

Para o presidente da Associação de Moradoresda Rua Aroazes (AMA), a Rua Aroazes fica em frente ao Parque Olímpico, Luciano Dias, o trânsito no bairro é um problema
e o transporte hidroviário seria uma solução exemplar para acabar com os congestionamentos, tendo em vista que as ruas não suportam mais o número crescente de veículos e de condomínios. Além de diminuir o trânsito, melhora a qualidade de vida das pessoas, que poderiam passar mais tempo com a família. De acordo com Luciano, mais de 60 condomínios podem vir a ser beneficiados com a mudança no sistema de transporte na Grande Barra. Em números absolutos, dados por ele, aproximadamente 50 mil moradores apenas nas proximidades do Parque Olímpico.

Ainda de acordo com o presidente da Associação, a integração com os ônibus dos condomínios pode aumentar o fluxo de passageiros e fazer com que o trânsito, que hoje tira a paciência de muitos moradores, seja apenas mais um capítulo na história do bairro.

Empresa de transporte por balsas aguarda prefeitura e avalia possível licitação

Enquanto a prefeitura do Rio não emplaca o transporte hidroviário para a população carioca, desde 2013, um grupo de empresários especializados em mobilidade marinha cuida disso. Trata-se da Eco Balsas. Localizada na Avenida Lúcio Costa, a empresa fornece diferentes itinerários nos complexos lagunares da região, como a Lagoa de Marapendi, Lagoa da Tijuca e Lagoa de Jacarepaguá. A principal rota é a que leva o usuário ao metrô de Jardim Oceânico. O recente trajeto dobrou o número de passageiros das balsas, chegando a 2 mil passageiros por mês. Além disso, diversos barqueiros da região aproveitaram para fazer o mesmo caminho.

Atualmente, a empresa de balsas conta com 20 embarcações e trabalha com rotas regulares, em transportes fretados para atender aos interesses dos moradores dos condomínios que rodeiam as lagoa. Também prestam serviço de passeios turísticos para escolas e demais interessados em conhecer a região, com direito a guias e biólogos ministrando a viagem e ensinando sobre o ecossistema. Entretanto, Georges Bittencourt, um dos donos da Eco Balsas, confirma que “aguarda a maturidade do projeto” da prefeitura para uma possível licitação para a concessão do transporte aquaviário.

“Nossa especialidade é trabalhar para os condomínios da Barra, com os fretamentos, mas se a prefeitura decidir criar rotas (de transporte público) nós vamos avaliar as condições e, se acharmos que são reais, a gente vai se pronunciar e participar”, afirma Georges, que reitera que o transporte hidroviário na região precisa ser estudado, pois, na visão da Eco Balsas, nem todos os pontos das lagoas sustentariam um transporte de massa. Nesses locais, o transporte particular continuaria sendo a melhor opção.

Possibilidade do uso do sistema de hovercraft (que também é chamado de aerobarco) não elimina a necessidade da despoluição

“A gente ouve a prefeitura falar que alguns equipamentos poderiam navegar nessas condições, mas a gente não acredita que o ser humano deva navegar ou conviver nesse ambiente”, diz Georges que, além da questão ecológica, também responsabiliza a poluição nas lagoas pelo aumento do custo operacional com a manutenção de equipamentos e reparos de pequenos acidentes e pela impossibilidade de navegar em certas áreas, o que acaba reprimindo algumas rotas em que as balsas não conseguem chegar.

Para Haroldo Mattos, professor da Fundação Getúlio Vargas e da Escola Politécnica da UFRJ e presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ACRio, a despoluição é fundamental. “A despoluição das lagoas da Barra é uma atividade essencial para este tipo de transporte e, certamente, iria possibilitar um grande aumento das atividades de turismo na região, com reflexos positivos no comércio. É indispensável também para a melhoria das condições de saúde da população.”

Quem compartilha da mesma opinião é Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIHRJ). Para ele, além de dificultar o transporte, a poluição também reprime uma demanda turística numa região que é naturalmente privilegiada com suas lagoas. “O Recreio e a Barra têm lagoas próximas ao Rio Centro, próximas de grandes condomínios, grandes hotéis e não é nada interessante você ter um hotel que também é um centro de convenções de frente para uma lagoa que está poluída”, afirmou.

A despoluição das Lagoas de Marapendi, Jacarepaguá e da Tijuca eram um compromisso do legado olímpico, mas que não foi cumprido. O custo para as obras de recuperação das águas que passam próximas à Avenida das Américas, por exemplo, era de 673 milhões de reais.

Entenda como surgiu o projeto do transporte nas Lagoas

Atentos às necessidades dos moradores da Barra da Tijuca, principalmente com a crescente demanda de carros nas ruas e avenidas, os vereadores Carlo Caiado e Thiago K. Ribeiro criaram a lei 5.751/ 2014, que regulamenta o transporte lagunar na região. Segundo o vereador Caiado, usar as águas da Barra é imprescindível para dar fluidez na região e diminuir os engarrafamentos nos horários de pico.

“Naquela região (Barra e Recreio) é fundamental. Isso significa resolver um grande problema: o deslocamento interno. Para isso, primeiro criamos a lei e depois a prefeitura conseguiu uma parceria com uma empresa de barcos para fazer um estudo prévio, com a finalidade de sabermos a viabilidade técnica e operacional. O novo governo fez o que esperávamos. Como a Barra tem potencial turístico, acreditamos que vai haver grande movimentação no comércio local, pois andar de barco já vai ser um passeio. As linhas podem atender os condomínios e os principais pontos de interesse de quem circula por ali”, disse o vereador.

Estudos apontam que o tipo de embarcação depende do quão assoreada está à área a ser utilizada. A dragagem dos canais e a completa despoluição não são os objetivos do modal, que pode iniciar suas atividades assim que todo o processo for concluído. O modelo de operação deve seguir o mesmo das demais concessionária da cidade, como a SuperVia e o MetrôRio, por exemplo. A empresa que demonstrar interesse em operar o sistema, em contrapartida à exploração do serviço, por um tempo que ainda será determinado, poderá ser a responsável pela limpeza superficial dos espelhos d’água.

Assim, o bairro agraciado pela natureza com vastos complexos lagunares, que um dia foi totalmente rodoviário e que agora recebe os modelos metroviários e de ônibus articulados em corredores expressos (BRT), pode, finalmente, ter em suas águas uma solução simples, barata e não poluente para desafogar o caos de locomoção na região.

 

Fonte: Jornal da Barra

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Experiência realizada antes da Rio-2016 foi elogiada

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Localização. A sede do Regimento de Cavalaria, em Campo Grande: boa experiência no Recreio, na Rio-2016 – Paula Giolito/22-7-2013 / Agência O Globo

Uma experiência com cavalos, vivida pouco antes dos Jogos Olímpicos, ainda desperta um certo saudosismo nos moradores do Recreio. Naquele período, as ruas do bairro receberam patrulhamento especial, executado pelo Regimento de Cavalaria Enyr Cony dos Santos (RCECS). E, desde o mês passado, a Câmara Comunitária do Recreio e das Vargens (CCRV) se mobiliza pela volta dos agentes e dos animais às ruas do bairro. A entidade também reinvidica uma base do Grupamento Aéreo da PM.

Presidente da CCRV, o administrador William Nogueira entende que o Recreio tem características favoráveis ao patrulhamento com cavalos, e que a localização do RCECS, instalado em Campo Grande, torna a operação mais simples para os agentes do que nas demais localidades da cidade e até mesmo do estado.

— Temos aqui ruas longas e arborizadas, o que é favorável aos animais, e estamos na Zona Oeste, bem próximos ao regimento. Assim, fica mais simples trazer os animais para cá, e não há estresse. No período em que esse patrulhamento funcionou aqui, até abril do ano passado, os índices de roubos e furtos foram reduzidos. A presença da PM intimida os meliantes — afirma.

Comandante do 31º BPM (Recreio), o tenente-coronel Sérgio Schalioni é um dos entusiastas da proposta da CCRV, que aguarda a aprovação do Estado Maior da Polícia Militar.

— Seria muito bom, porque geraria um aumento de efetivo. Afinal, sabemos que, pela situação do estado, não há formação de novos agentes e não teremos um aumento de pessoal tão cedo — pondera. — E os policiais e os cavalos chegam com duas viaturas de apoio.

Outro pedido da CCRV é a alocação de uma base do Grupamento Aéreo da PM, com helicópteros, no Recreio. Segundo Nogueira, a questão foi alinhada com o comando do 31º BPM, e depende de cessão de terreno por parte da prefeitura:

— Eles fariam o patrulhamento aéreo, e, em parceria com a Secretaria de Ambiente, haveria patrulhamento ambiental. É preciso ter um espaço grande para isso, então pedimos cessão de terrenos públicos à prefeitura. Vamos realizar um evento para apresentar o projeto.

A PM informa que seu setor de planejamento operacional está analisando a demanda

Fonte: O Globo

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Os seres humanos se diferem uns dos outros por uma série de hábitos e comportamentos. É a essência, não tem como mudar. Mas ao mesmo tempo em que há diversidade, é preciso exister respeito aos limites do outro. E isso pode ser observado e aprendido com o vizinho, onde podemos exercitar relações de confiança e responsabilidade.

Temos horários de trabalho e lazer que também podem ser peculiares. Algumas pessoas têm cachorros em suas casas ou apartamentos, outras têm gatos, têm aquelas que criam papagaios e assim por diante. Todas essas coisas podem interferir de algum modo na vida de quem mora ao seu lado.

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Um relacionamento amigável com quem mora ao lado tem a educação como base. Foto: iStock, Getty Images

Segundo o psicólogo Eduardo Wunsch, para viver em espaços compartilhados e evitar constrangimentos, é preciso respeitar as regras que regem esses ambientes. Além disso, é preciso ter em mente os direitos e deveres que temos em relação às pessoas que vivem ao nosso redor.

Seja educado com seu vizinho

Não é só a obediência às normas que torna o convívio harmonioso. A boa educação, a conversa, a tolerância, a simpatia e a gentileza são atributos humanos que também podem tornar agradáveis as relações das pessoas que vivem próximas.

Diante disso tudo, podem surgir dúvidas sobre quando e como podemos nos aproximar do vizinho. De acordo com o psicólogo, não é regra, mas na correria diária, a atenção das pessoas está mais voltada para os seus afazeres. E com isso, elas acabam restringindo suas convivências a um grupo de pessoas que estão em contato mais direto, como família e trabalho.

Às vezes, não nos damos conta da importância da boa vizinhança, e isso passa despercebido até que alguém venha até nós para tratar de algum assunto relativo ao condomínio, ao bairro ou à rua em que moramos.

Conforme Eduardo, se a pessoa sentir necessidade de desenvolver e manter uma boa relação com o vizinho, é preciso se esforçar para que isso aconteça. Pode ser trocando algumas palavras de vez em quando ou começando apenas com um sorriso amigável.

Cada pessoa tem a sua maneira de se relacionar. Assim, devemos ficar atentos sobre a nossa postura em relação ao espaço que ocupamos na vida de quem mora perto da gente.

É preciso ter em mente o quanto é importante poder contar com essas pessoas e, quem sabe, ter a certeza de ter encontrado amigos. Em lugares onde as pessoas se conhecem e se relacionam de forma amigável, a sensação de segurança é maior do que em outros lugares onde isso não acontece.

Ter um vizinho com o qual se pode contar aumenta a chance de um poder ajudar o outro no sentido de proteção física e material. Além disso, formar uma aliança para tratar de alguma causa referente às necessidades do condomínio ou do bairro fica mais fácil

Como ser um bom vizinho

Para ter uma boa relação com o seu vizinho, algumas atitudes são importantes. Confira:

1. Educação

Seja educado, não esqueça das “palavras mágicas”: por favor, obrigada, bom dia, com licença.

2. Regras

Respeite regras referentes a horários de barulho, espaço e tempo.

3. Problemas

Mostre-se interessado em ajudar quando perceber algum problema no qual você pode interferir positivamente.

4. Ajuda

Permita-se ser ajudado quando as pessoas mostrarem interesse em solucionar problemas.

5. Amizade

Reforce vínculos e identifique possíveis amizades com quem mora ao seu lado.

Fonte: Doutíssima

Política de boa vizinhança-como se dar bem com o vizinho

Política de boa vizinhança: como se dar bem com o vizinho

Política de boa vizinhança-como se dar bem com o vizinho

Adotar simples ações no cotidiano fazem toda a diferença na relação com os vizinhos. Foto: iStock, Getty Images

Você se sente incomodado pelos vizinhos e geralmente tem algum problema de relacionamento com eles? Saiba que não é o único, pois muitas pessoas passam por isso no dia a dia. Nesse caso, a melhor opção para melhorar a convivência é investir na política de boa vizinhança.

Trata-se de adotar simples ações no cotidiano que fazem toda a diferença na relação com os vizinhos. Algumas atitudes tornam os dias mais agradáveis, sem que você fique irritado com quem mora ao lado de sua casa e vice-versa.

Dicas para uma política de boa vizinhança

É fato que as diferenças entre os vizinhos geram conflitos. Por isso, é primordial saber lidar com elas para não viver em pé de guerra com os outros. Para praticar a política de boa vizinhança, todos devem ter em mente que devem respeitar limites e opiniões distintas.

A grosseria é um dos principais fatores que geram brigas. Por isso, a fim de aprimorar a relação com os vizinhos, gestos de gentileza fazem toda a diferença. Isso não significa que você precisa se tornar amigo de todas as pessoas, mas manter a simpatia é essencial.

Se fizer isso, sem dúvidas, será mais fácil passar longe das desavenças. Uma possibilidade é recepcionar um vizinho novo: trata-se de uma forma de praticar a simpatia e ainda dar início a um bom relacionamento. A troca de pequenos favores também faz parte da política de boa vizinhança.

Além disso, respeite os limites. Música em volume alto, buzinas e barulhos durante o horário de silêncio, no caso de condomínios, devem ser evitados. A dica é simples: procure não fazer o que não gostaria que seu vizinho fizesse. Essa é uma maneira de adotar a política de boa vizinhança.

Outras atitudes deve ser evitadas: estacionar o carro na frente da garagem do vizinho e não coletar o lixo de forma adequada são exemplos. Se você mora em um condomínio, respeitar as regras é o primeiro passo para refrear desavenças, além de comparecer às reuniões.

Dificuldades em lidar com desavenças

Se mesmo adotando atitudes agradáveis no dia a dia você não conseguiu resolver as intrigas com os vizinhos, a alternativa é conversar de modo pacífico. Nessa hora, é essencial manter a calma para não gerar brigas. Caso você esteja incomodado com alguma situação, o ideal é expor seu ponto de vista, mas sem agredir o outro.

Demonstre tolerância, mesmo que esteja lembrando ao seu vizinho sobre o descumprimento de alguma regra de convivência. Lidar com um problema com diálogo é pré-requisito para resolver os conflitos. Colocando isso em prática, sem dúvidas, você terá mais chances de manter uma boa convivência com a vizinhança.

Origem do termo

Provavelmente, essa não é a primeira vez que ouviu falar em política de boa vizinhança. Mas você sabe como surgiu esse termo? Para isso, é preciso relembrar 1933. Foi naquele ano que o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt criou essa estratégia de relacionamento com países da América Latina até 1945.

A política de boa vizinhança foi criada durante a Conferência Panamericana de Montevidéu. Com essa iniciativa, as práticas intervencionistas dos Estados Unidos com a América Latina foram abandonadas. Ao invés disso, iniciou-se uma negociação diplomática e colaborações econômica e militar entre os países.

Fonte: Doutíssima