Canal das Taxas terá estudos para sua despoluição

Secretário do Ambiente faz promessa para preparar obra no curso d’água

Antigas reivindicações de moradores do Recreio dos Bandeirantes, a limpeza e o desassoreamento do Canal das Taxas deverão sair do papel em breve. Na semana passada, durante uma audiência pública para apresentação do Estudo e Relatório de Impacto Ambiental (EIA-Rima) sobre as obras de dragagem das lagoas da Barra e de Jacarepaguá, o secretário estadual de Ambiente, André Corrêa, afirmou que a pasta faria um projeto específico para o curso d’água. Depois da reunião, o fundador do Movimento Pela Despoluição do Canal das Taxas, Antônio Melo, confirmou que o secretário iniciou contatos com o grupo para a viabilização dos estudos.

— Há tempos éramos cobrados para que a situação do Canal das Taxas fosse incluída no Termo de Ajustamento de Conduta (TAC) que firmamos com o Ministério Público do Rio de Janeiro — afirmou André Corrêa no último dia 26, ao final da audiência pública na Câmara Comunitária da Barra, referindo-se à reivindicação da comunidade de que o canal fosse incluído no pacote de despoluição do complexo lagunar da região. — Infelizmente, isso não era possível, porque atrasaria ainda mais as obras de dragagem. Mas eu asseguro que faremos um projeto paralelo para a limpeza do canal.

Antônio Melo, que ao longo deste ano se reuniu com o secretário em três ocasiões para tratar do problema do Canal das Taxas, explica que, uma semana antes da audiência, a garantia de que haveria um projeto apenas para o curso d’água já lhe fora dada.

— Ele nos prometeu iniciar estudos, mas pediu para não divulgarmos. Agora, como foi anunciado na audiência, pudemos dar a notícia na nossa página do Facebook — celebra Melo, que diz já ter recebido contato de um engenheiro indicado por Corrêa. — O secretário disse para ele vai conversar comigo e colher as informações iniciais.

Ano passado, O GLOBO-Barra noticiou a intenção da Secretaria do Ambiente, cujo titular era Carlos Portinho, de incluir o Canal das Taxas no projeto de dragagem das lagoas, o que foi descartado agora. Para Melo, é urgente uma intervenção no local, que deságua na Lagoa de Marapendi e é habitado por dezenas de jacarés-de-papo-amarelo.

— O essencial é parar o despejo de esgoto no local. Apesar de isso ser difícil, temos o trabalho de vistoria da força-tarefa (que reúne representantes de Cedae, Fundação Rio-Águas, Movimento pela Despoluição do Canal das Taxas, Secretaria municipal de Meio Ambiente e Seconserva, além do administrador regional do Recreio, Marcus Balestieri, na tentativa de identificar ligações clandestinas de esgoto) — lembra Melo. — Eu não sou técnico, mas já conversei com biólogos. É preciso fazer a batimetria, para saber a profunidade, antes de começar a dragagem. Mas ela é inevitável, porque o canal está totalmente assoreado. O replantio da vegetação ciliar também seria interessante.

 

Fonte: O Globo

 

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