Big Brother para combater o crime

A central de monitoramento será instalada na área de um centro comercial, em espaço cedido em comodato, e será operada de forma 100% privada

Foi acertada na última sexta a instalação de uma megaestrutura de monitoramento que integrará todas as câmeras de vigilância pré-instaladas em shoppings, condomínios, hotéis e, algumas, em lugares públicos. Entidades como a Câmara Comunitária, Barra Alerta, Associação Hoteleira, além de diversas associações de moradores e comerciais, resolveram reagir contra a passividade do poder público e se mobilizaram para combater a onda de violência que assola o bairro. A criminalidade aumentou com a migração de criminosos após a implantação das UPPs.

A central de monitoramento será instalada na área de um centro comercial, em espaço cedido em comodato, e será operada de forma 100% privada. Uma ONG está sendo criada, formada pelos presidentes das entidades. Todas as decisões serão tomadas de forma colegiada. A central receberá imagens de câmeras públicas e privadas, totalizando mais de 100 pontos de visualização na Barra e no Recreio.

Uma verdadeira federação de entes privados. O investimento inicial e o primeiro ano de manutenção já estão assegurados por dois patrocinadores. O primeiro aporte é de R$ 500 mil em equipamentos e custo de instalação. O plano inclui o aumento do número de câmeras mensalmente.
Este monitoramento alimentará com informações as polícias Civil e Militar, com funcionamento integrado 24 horas.

O Governador Luiz Fernando Pezão já foi informado da criação desta central e delegou ao Chefe da Casa Civil e ao procurador Leonardo Espíndola a tarefa de fazer a integração do setor de segurança com as entidades. A Barra cresceu com a mobilização histórica da sociedade civil organizada. O sucesso da Península, um bairro auto-suficiente na privatização de serviços comunitários serviu como exemplo.

 

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