A violência de cada dia continua no Recreio

A violência de cada dia continua no Recreio

Avenida Guignard é cenário de constantes casos de assaltos a pedestres e motoristas a qualquer hora

A violência de cada dia continua no Recreio

Visada. A calçada em frente ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Rua Odilon Duarte Braga, é um dos locais onde bandidos atuam – Fábio Rossi

Virou rotina na Avenida Guignard e nas suas transversais, no Recreio. Pelo menos uma vez por semana, relatam comerciantes e moradores, há um caso de violência urbana batendo à porta. Quando não são assaltos a pedestres com arma de fogo ou faca são furtos e arrombamentos de veículos, incluindo os dos frequentadores do Centro Espírita Maria Angélica (Cema) e do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Rua Odilon Duarte Braga. Muitas das vítimas são pessoas de idade avançada.

Para piorar, a violência não se restringe a um período do dia: é mais frequente de manhã e à tarde, mas também ocorre à noite. Comerciantes e pedestres contam que, muitas vezes, cabe a eles afugentar os criminosos quando percebem alguma movimentação suspeita. Uma queixa recorrente é a ausência de policiais na região.

A aeronauta Márcia Tavares foi uma das vítimas: teve o carro furtado na Avenida Guignard. Ela já havia sofrido assalto à mão armada em 2010, após ser abordada por um motociclista na mesma rua.

— Dessa vez, fui a uma palestra no Cema por volta das 10h e de lá segui a pé para um salão de beleza próximo. Deixei o carro estacionado ali perto por cerca de duas horas. Quando voltei, ele tinha sido levado — relata.

Segundo Márcia, o fato de as ruas estarem quase sempre desertas aliado à falta de câmeras de vigilância tornam a região um terreno propício para a ação dos ladrões.

— Infelizmente, crimes são comuns aqui. Uma amiga teve o carro levado nas mesmas condições, poucos dias antes de acontecer comigo. Além dela, conheço várias outras pessoas que foram assaltadas aqui — lembra.

A aeronauta diz que fez registro de ocorrência na delegacia do bairro, a 42ª DP, e, como outros moradores e frequentadores do Recreio, reivindicou reforço no policiamento, mas nada mudou.

— Semana passada mesmo, na hora do almoço, notamos dois homens numa motocicleta circulando pela rua. Após darem uma volta no quarteirão, eles abordaram duas garotas em frente ao santuário. Um deles ficou à espera do outro, que desceu para assaltá-las. Como elas gritaram, todo mundo saiu para ajudá-las, e os dois fugiram na moto — conta o comerciante Willis Pereira.

De acordo com o comando do 31º BPM (Recreio), o policiamento no local “é realizado de forma dinâmica através de rondas de viaturas e motopatrulhas. As unidades realizam operações sistemáticas para coibir ações criminosas na região”. O batalhão informa ainda que estuda as manchas criminais para melhorar a estratégia de vigilância ostensiva nas ruas.

Fonte: O Globo