Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Barra da Tijuca e Recreio discutem segurança pública em fórum com autoridades e lideranças políticas

Foto: Divulgação / Jornal da Barra

 

A Barra da Tijuca e o Recreio estão cada vez mais unidos para combater a violência na região e, porque não, no Estado do Rio de Janeiro. Prova disso foi a reunião realizada no Salão de Convenções do hotel Ramada Recreio, onde autoridades do poder público, da guarda municipal e presidentes de associações de moradores debateram no XVI Fórum de Segurança Pública, que teve como moderador o jornalista Claudio Magnavita, editor do Jornal da Barra. O anfitrião do fórum foi Alfredo Lopes, presidente da ACIR Transoeste.

Consenso em praticamente todos os discursos, o ponto alto do encontro foi a integração entre instituições diferentes, além da oportunidade do diálogo entre poderes públicos e moradores que puderam externar suas reivindicações. Outro assunto que não poderia deixar de ser comentado foi sobre a situação caótica em que vive o estado do Rio de janeiro e o país de forma geral. Entretanto, a ordem do dia era usar da criatividade para driblar a escassez de recursos.

Autoridade maior da polícia civil, o delegado Claudio Leba esteve presente e, numa conversa franca com o público, destacou a valorização do policial na comunidade. Ele falou da importância do trabalho silencioso que sua instituição realiza. A delegada Marcia Julião, da 42ª DP do Recreio, também compareceu e foi muito aplaudida após sua fala, que enfatizou a integração das delegacias da Barra (16ª DP) e do Recreio (42ª DP) com o 31º BPM. Imponente, ela falou de sua garra para enfrentar os desafios e que pode “ajudar a mudar a história”. Julião compareceu ao fórum mesmo passando por situação familiar delicada, com seu filho internado.

O promotor Marcio Almeida resgatou o lema do passado de tolerância zero, conclamando uma nova reunião sobre o tema, tamanha a importância que ele tem na sociedade nos dias atuais. Claudio Magnavita solicitou a criação de uma cartilha em quadrinhos para ser distribuída nas escolas, com os personagens sendo agentes do poder público, para dar a criança uma visão, desde cedo, de segurança pública. Essa cartilha seria patrocinada pelo Jornal da Barra e teria a chancela da Barralerta, comandada por Kleber Machado. Além disso, Magnavita também deu a ideia de um ciclo de palestras sobre o tema nos colégios da região.

A Prefeitura compareceu com a Inspetora Tatiana Mendes, da Guarda Municipal, que valorizou o trabalho de humanização da instituição, pois o foco dela é fazer a diferença dentro dela. A criação do Gabinete de Integração foi um marco da administração atual e uma grande vitória dos órgãos de segurança. Para Tatiana, o que falta para a população do Rio crescer é o respeito às leis, pois muitas querem usar o “jeitinho brasileiro” para se dar bem perante aos outros. Em um dos momentos de mais destaque de sua apresentação, ela disse: “não é a arma de fogo que vai trazer a segurança, mas sim a palavra e a inteligência”.

Outro órgão presente no fórum foi a polícia militar, que esteve representada pelo Tenente Coronel Vanildo Sena Lemos, subcomandante do 31º batalhão da policia militar, e o Major Ivan Blaz, que é portavoz da corporação. Ambos bateram firme na legislação, que para eles, é muita “branda”. Eles citaram casos em que prenderam algum criminoso que rapidamente foi solto pela justiça. Para o porta-voz, alguns personagens querem “subverter a ordem natural” das coisas, que é “o mocinho pegando vilão”.

Após as falas das autoridades, as associações de moradores presentes tiveram a oportunidade de debater problemas e soluções, realizando perguntas e colocando em pauta algumas reivindicações latentes dos moradores da região, como a falta de policiamento no Jardim Oceânico, o abandono de algumas praças públicas e o aumento da prostituição, roubos e furtos em alguns locais. Estiveram presentes: ABM, AMOR, AMAR, AMARosas e AMORE, além da Câmara Comunitária do Recreio e Vargens. Também estiveram presentes políticos como o vereador Marcello Siciliano (PHS) e o superintendente da Barra da Tijuca, Thiago Barcellos, que se ausentou no início do encontro. Ao final do evento, os participantes deixaram o Salão de Convenções do Hotel Ramada com um semblante otimista nos rostos. Isso porque o sentimento é de que o debate não ficou limitado aos discursos prontos e politizados. Ao contrário. Planos concretos foram traçados e o discurso geral é de o XVI Fórum de Segurança Público trará bons frutos para o futuro.

 

Fonte: Jornal da Barra

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Avenida Lucio Costa sofrerá intervenções em retornos e pontos de ônibus para aliviar o trânsito

Medidas serão quase todas financiadas pela Rede Windsor, como contrapartida obrigatória

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Retorno na pista sentido Pepê ficará na reta da Afonso Arinos; nos dois lados, haverá saída de vagas de estacionamento para novas faixas de rolamento – Fernando Lemos / Agência O Globo

Boas notícias para quem enfrenta rotineiramente congestionamentos na Barra. Um dos pontos mais problemáticos do bairro sofrerá intervenções, com o objetivo de garantir maior fluidez ao trânsito. Na Avenida Lucio Costa, baias recuadas para ônibus serão feitas, na altura dos hotéis Windsor e Sheraton. A área em frente ao condomínio Atlântico Sul, no número 3.600 da via, terá alterações ainda maiores: naquele trecho, as vagas de estacionamento serão extintas, nas duas pistas, para a implantação de novas faixas de rolamento, e o retorno para acesso à Ponte Lucio Costa mudará de lugar, ficando em frente à Avenida Afonso Arinos de Melo Franco.

As obras serão financiadas quase que totalmente pela iniciativa privada. O projeto é contrapartida obrigatória que o Hotel Windsor Barra precisa pagar. As intervenções na Avenida Lucio Costa devem começar já este mês. Os estudos foram realizados pela CET-Rio, que detectou os principais gargalos daquela área.

Historicamente, o trecho entre a Praça do Ó e a Avenida Afonso Arinos é o mais congestionado da praia. Têm sido muitas as propostas, feitas principalmente por moradores de condomínios da orla, para sanar o problema. A CET-Rio estudou as possibilidades de mudança, e chegou a cinco medidas.

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Primeiro, o retorno da pista sentido Pepê, na altura do Atlântico Sul, será reconfigurado, ficando na reta da Avenida Afonso Arinos, ou seja, alguns metros antes do ponto onde fica atualmente. Além disso, as cerca de 25 vagas de estacionamento naquele trecho serão substituídas por duas faixas de rolamento. Assim, a capacidade de acumulação de carros, que hoje é de oito, segundo os estudos, passará para 48. No mesmo ponto, mas na pista no sentido oposto, as intervenções facilitarão o acesso de veículos que vão da Ponte Lucio Costa para a orla, pela Avenida Evandro Lins e Silva. As vagas de estacionamento em frente ao Atlântico Sul também serão retiradas, para a criação de uma nova faixa, e o canteiro central, no fim da da Evandro Lins, será encurtado.

O outro problema a ser corrigido serão as paradas de ônibus nos pontos em frente aos hotéis Sheraton e Windsor Barra. Hoje, quando um coletivo freia para embarque ou desembarque de passageiros, ocupa uma das duas faixas da pista, atrapalhando o trânsito. Agora, serão feitas duas baias recuadas nos pontos, para que o trânsito não seja interrompido. Por último, também serão eliminadas vagas da Rua Prudêncio do Amaral, perpendicular à praia, para a criação de mais uma faixa de rolamento.

O superintendente da Barra, Thiago Barcelos, justifica as intervenções na região:

— Eu mesmo sofro muito com esse trânsito. São alguns gargalos que precisamos superar. O tempo que hoje as pessoas perdem no tráfego gera impacto até na saúde. Às vezes leva-se meia hora para ir da Lagoa até o Pepê, e depois mais 20 minutos até o Barramares (na altura do número 3.300 da Lucio Costa), um trecho muito menor.

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Segundo ele, as maiores intervenções na orla serão financiadas pelo Windsor, devido à contrapartida obrigatória, e a Secretaria de Conservação e Meio Ambiente (Seconserma) fará as obras menores, como as baias para os ônibus e a retirada de paralelepípedos para calçamento.

O projeto, que ainda não foi anunciado oficialmente, já repercute entre moradores da Barra. Ainda que muitos tenham outras sugestões, a expectativa é que essas intervenções sejam mesmo capazes de desafogar o trânsito. Síndico do Atlântico Sul, Ronaldo Carvalho lembra que o condomínio foi o primeiro da orla a fazer uma baia recuada para ônibus.

— Há quatro anos, levamos o projeto à prefeitura. Os ônibus antes paravam em uma das faixas e ficava tudo engarrafado bem na entrada do condomínio. Fizemos uma única baia, que custou cerca de R$ 70 mil e resolveu muito a nossa vida. Depois, muita gente quis fazer também, mas esbarrou na falta de verba — conta Carvalho, que foi avisado do novo projeto pela prefeitura, já que a área em frente ao condomínio terá obras. — É inteligente, o trânsito deve melhorar bastante.

O diretor da Câmara Comunitária da Barra, Cleo Pagliosa, acha que as mudanças vão facilitar o trânsito da orla. Ele ainda lembra de um projeto da entidade que prevê a construção de uma ponte na Avenida General Felicíssimo Cardoso, ligando a Lucio Costa à Américas.

— É um projeto antigo, parte de um pacote de obras que incluiria a abertura total da Avenida Dulcídio Cardoso e os mergulhões do BarraShopping e da ABM. Continuamos cobrando, mas sabemos que a situação está difícil, não há dinheiro. Enquanto isso, essas mudanças propostas vão ajudar — diz.

Na opinião de Ricardo Magalhães, diretor da ABM, a ponte na Felicíssimo Cardoso seria a principal solução, pois hoje não há acesso da praia para a Américas entre o Cebolão e a Avenida Afonso Arinos, um longo trecho. Ele diz que diariamente, a partir das 17h, há engarrafamento:

— O trecho em frente ao Atlântico Sul é muito ruim, o que inclusive favorece a ação de pivetes. De manhã, o fluxo também é grande, principalmente da Lucio Costa para a Américas, tanto no sentido Centro como no sentido Recreio. Sempre fica uma muvuca em frente ao Eurobarra.

 

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Já o administrador do Barramares, Sergio Trindade, faz uma ressalva à proposta da CET-Rio. Para ele, as baias de ônibus não serão muito efetivas, porque os motoristas não costumam parar no recuo mesmo quando o espaço existe. E menciona uma sugestão feita por síndicos dos condomínios da orla ao poder público, há cerca de dois anos: a construção de mais uma pista para os carros, usando uma parte do canteiro central.

— Em frente ao Sheraton e ao Windsor, há espaço para isso. A obra seria de uma nova faixa, à esquerda, para passagem de carros, e os ônibus continuariam parando no mesmo lugar — explica Trindade.

Isso porque, para o administrador do Barramares, as baias recuadas só cumprirão sua função se houver orientadores de trânsito no trecho:

— Nós sempre vemos ônibus parando no meio da rua, mesmo onde há recuo. Os motoristas são apressados. Ano passado, na época da Olimpíada, colocaram vários agentes na orla, e aí o tráfego melhorou bastante.

Os investimentos da rede Windsor nas obras da Avenida Lucio Costa estão sendo feitos como contrapartida pela construção dos hotéis Windsor Oceânico e Windsor Marapendi, além de um centro de convenções. Em nota, a rede afirma que considera as alterações viárias essenciais e acrescenta que está investindo também em projetos de melhoria dos acessos aos seus empreendimentos e da sinalização do entorno.

Novo trecho da Via 4 pode ser aberto

As mudanças têm recebido muitos elogios, mas há também quem as veja com desconfiança ou, até, desagrado. Comerciantes que trabalham em quiosques no calçadão, em frente ao condomínio Atlântico Sul, por exemplo, reclamam da eliminação de vagas de estacionamento.

— Moro aqui há 40 anos e posso afirmar que o problema no trânsito da orla ocorre por causa dos pontos de ônibus do Sheraton e do Windsor. O acesso da Evandro Lins e Silva para a Lucio Costa também é ruim, mas o retorno do outro lado da pista (no sentido Pepê) nunca tem congestionamento — afirma Amilton Macedo, dono do quiosque Pescado.

Roberto Souza, dono do quiosque ao lado, o Leal, também critica o fim das vagas:

— É isso o que paga nossas contas no inverno. Além disso, onde os caminhões vão parar para fazer descarga?

Cliente do quiosque Leal, o advogado Early Besse compreende a preocupação com o trânsito, mas acha que é preciso pensar em alternativas para quem vai de carro à praia.

— Melhorar a fluidez do trânsito é sempre positivo. Mas no bairro há déficit de vagas. Existem terrenos baldios na Avenida Afonso Arinos que poderiam ser transformados em estacionamentos — sugere.

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Questionado sobre o assunto, o superintendente Thiago Barcelos diz que não há previsão para criação de vagas no momento, mas que se pode pensar em alternativas:

— O projeto trará um ganho. É normal ganhar de um lado e perder um pouco do outro. Mas o trânsito é um problema grave, e, se for solucionado, isso será positivo para os quiosques.

Em relação à sugestão de criar uma faixa de rolamento no canteiro central, em vez de criar recuos para os ônibus, Barcelos diz que as duas medidas teriam resultados semelhantes.

— A solução é a mesma: ganhar uma faixa — observa o superintendente, admitindo a necessidade de haver operadores de tráfego no local. — Vamos reforçar a fiscalização, sim, para que os ônibus respeitem os novos locais de parada.

Se na praia a solução é fazer mudanças pontuais para melhorar a fluidez, o caso de um outro ponto-chave para o trânsito, a Via 4 requer mais esforço.

Uma das causas dos congestionamentos da Barra é o descumprimento do Plano Lucio Costa. Pelo projeto original, outras vias expressas cortariam a Barra, como a Via 4 e a Dulcídio Cardoso. O problema é que essas avenidas são, em muitos casos, bloqueadas por condomínios e outros empreendimentos.

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A Superintendência da Barra está em negociações com a diretoria da Amil, responsável pelo Americas Medical City, localizado na Avenida Jorge Cury, para tentar viabilizar a abertura de um trecho de 300 metros da Via 4, que iria até a Avenida Rachel de Queiroz. Com isso, a Jorge Cury seria ligada à Avenida Celia Ribeiro Mendes, em mão dupla, tornando-se um caminho alternativo para se chegar à Avenida das Américas.

Segundo Thiago Barcelos, as outras medidas necessárias para o projeto sair do papel são uma licença da Seconserma, que deve ser concedida esta semana; e a assinatura de um termo entre a prefeitura e a Aeronáutica, já que a área margeia o Aeroporto de Jacarepaguá. Este vizinho, inclusive, foi um dos motivos de atraso da obra, devido a questões técnicas. Outro motivo de cautela são as capivaras.

— Tivemos que fazer um projeto bem detalhado, para não interferir na operação do aeroporto e proteger as capivaras. Com a abertura desse trecho da via, seria feito um corredor para os animais — afirma. — Essa medida reduziria 15% do tráfego entre o Terminal Alvorada e o condomínio Rio Mar.

Fonte: O Globo

 

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

O número cresceu de 2.907 casos em 2015 para 3.215 no ano passado, uma variação de 10,5%, segundo o Instituto de Segurança Pública

Registros de roubos, estupros, estelionato e homicídios dolosos crescem na Barra e Recreio

Viatura na Praia da Barra – Analice Paron / Agência O Globo

Os números divulgados pelo Instituto de Segurança Pública (ISP), responsável pelas estatísticas de criminalidade no estado, confirmam o que já era uma sensação dos moradores da Barra e do Recreio: a quantidade de roubos aumentou na área patrulhada pelo 31º BPM (Recreio). O número cresceu de 2.907 casos em 2015 para 3.215 no ano passado, uma variação de 10,5%, registrada num período em que a região teve a segurança reforçada por homens de outros batalhões e da Força Nacional para a realização dos Jogos Olímpicos e Paralímpicos.

Os dados revelam o recrudescimento de diferentes tipos de roubo no período: a transeuntes, que passaram de 1.163 para 1.337 (aumento de 15%); em coletivos, que foram de 200 para 281 (40,5%); e de celulares, que aumentaram de 267 para 291 (9%). Os assaltos a estabelecimentos comerciais também ficaram mais frequentes: passaram de 106 para 125 (18%), assim como os estelionatos, que tiveram 2.182 registros, um crescimento de 26%. Se a rua está perigosa, ficar em casa também não é garantia de tranquilidade. Pelo segundo ano consecutivo, aumentou a quantidade de roubo a residências. Em 2015, foram 28. No ano passado, o número de registros passou para 52, mais do que o dobro dos 25 ocorridos em 2014.

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Mas não são apenas os crimes contra o patrimônio que têm tirado o sono dos moradores. Depois de dois anos consecutivos em queda, a quantidade de estupros voltou a aumentar: passou de 74 para 92, o maior número já registrado desde 2013, primeiro ano completo de operação da segunda delegacia da área, a 42ª DP (Recreio). Comandante do 31º BPM, que conta com um efetivo de 580 policiais, o tenente-coronel Sérgio Schalioni entende que o crescimento da criminalidade é reflexo dos problemas enfrentados pelo governo do estado e também da melhora na mobilidade, resultado da inauguração das vias expressas Transcarioca e Transolímpica, que fizeram aumentar a circulação de pessoas na região.

— O avanço da mobilidade também traz problemas. Antes, tínhamos um padrão distinto: um número maior de roubos de veículos no Recreio e de rua na Barra. Hoje, o padrão foi igualado. A inauguração da Transolímpica teve impacto especialmente no Recreio, que era uma área menos acessível do que a Barra — afirma o oficial.

O pequeno efetivo é apontado pelos moradores como uma das razões do elevado índice de roubos. A família do médico Mário Sérgio Morales, morador do Jardim Oceânico, entrou para as estatísticas de assalto no ano passado. Ao descer do prédio, o filho dele foi roubado por um homem que se aproximou, de moto, e levou seu celular.

— A polícia não tem efetivo suficiente no 31º BPM. É muito raro vermos patrulhamento pelas ruas. Meu filho foi roubado na porta de casa, mas testemunhei muitas situações semelhantes no ano passado — afirma Morales.

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A criminalidade tem feito os moradores mudarem de hábitos. O advogado Rui Aguiar, que vive no Recreio, já evita frequentar um dos pontos mais badalados da Barra: o Jardim Oceânico.

— Mesmo às sextas-feiras, o dia de maior movimento, 1h é o limite para ir embora. Caso contrário, só dá para sair entre 5h e 6h por causa do grande número de roubos nas ruas. Nós já nos reunimos com o comandante e pedimos que seja implantado aqui a operação Barra Presente — lembra o advogado.

Desde 14 de janeiro, a Secretaria municipal de Ordem Pública (Seop), em atuação conjunta com a Polícia Militar, realiza, em toda a orla e nos principais corredores de acesso a ela, o Plano de Prevenção contra Pequenos Delitos e Arrastões. Na Barra e no Recreio, a força municipal conta com agentes que usam a mesma frequência de rádio que os policiais, o que facilita a comunicação de crimes e inibe a ação dos bandidos. No entanto, a operação tem prazo de validade: vai até o fim do verão.

Sociedade Civil se mobiliza

Antropóloga e professora da graduação em Segurança Pública da UFF, Jacqueline Muniz refuta a tese defendida pelo tenente-coronel Sérgio Schalioni de que a melhora na mobilidade urbana possa ter contribuído para o aumento da criminalidade na região ao longo de 2016. Para ela, fatores como o não pagamento das gratificações, atrasos salariais e batalhões operando no limite da capacidade explicam o aumento da criminalidade em todo o estado.

— A polícia foi criada no século XIX, entre outras razões, para garantir a mobilidade, o direito de ir e vir, já que a cidade é aberta, não tem muros. Mobilidade urbana garante que as pessoas não fiquem expostas por horas no ponto, à espera de transporte, e não sejam, assim, vítimas de assaltos. Uma resposta concreta para o problema da área só poderá ser obtida se o comandante abrir o plano de policiamento, um documento que sempre é apresentado ao comando maior da polícia. Isso precisa ser modificado a cada alteração local. Um dia de sol ou de chuva, por exemplo, muda a rotina de policiamento em um local litorâneo — afirma Jacqueline.

Especialista em segurança pública e morador da Barra, Paulo Storani, por sua vez, concorda com a análise do comandante Schalioni sobre as conjunturas nacional e estadual, mas critica as ações e as escolhas políticas feitas pelo governo do estado para o setor.

— O momento do país é delicado. Há uma crise de autoridade, com diversos políticos citados em escândalos de corrupção, e isso desestrutura a sociedade. No Rio, a política de UPPs absorveu boa parte dos policiais que seriam enviados para os batalhões, o que fez com que os efetivos ficassem defasados. Com isso, batalhões como o 31º BPM não puderam dar prioridade ao patrulhamento, fundamental na prevenção, e não houve investimento em tecnologia para compensar isso neste momento de aumento de frequência (de delitos). Onde há mais gente, há mais oportunidade para os criminosos — avalia Storani.

foto 2 materia 1Se a crise financeira tem engessado as ações do estado, a sociedade civil vem se organizando para tentar reduzir os índices de criminalidade. Associações empresariais e de moradores da Barra da Tijuca fundaram no ano passado a Associação Comunitária Barra Segura (ACBS). Desde novembro, a nova entidade conta com uma central de monitoramento, com acesso às 104 câmeras da prefeitura espalhadas pela cidade e outras de condomínios e empresas, todas voltadas para a rua. Coordenador do projeto, integralmente custeado pela iniciativa privada, Rodrigo Taveira explica que a iniciativa ainda está no início, em busca de adesão da vizinhança.

— As imagens são feitas por uma câmera com acesso à internet, que as transmitem por meio de um canal exclusivo. Para os leigos, eu digo que é como assistir ao Netflix: você entra em um site, faz login e acessa. E quem entra no projeto abre suas câmeras e tem acesso às demais. Estamos perto de poder ler as imagens de 30 condomínios. Nós trabalhamos também com relatos de moradores e clipping de imprensa. Dessa forma, conseguimos geolocalizar os crimes e fazer um acompanhamento dos movimentos das manchas, sejam ela criminais ou de ordem pública — explica Taveira.

Presidente do Conselho Comunitário de Segurança do 31º BPM, o engenheiro Ricardo Magalhães afirma que o órgão tem se concentrado nos problemas registrados no Jardim Oceânico, onde entende que há uma explosão de violência, estimulada pela desordem. Em janeiro, uma operação da Superintendência de Administração Regional da Barra da Tijuca, realizada com o apoio de outros órgãos municipais, fechou quatro estabelecimentos comerciais da área por falta de alvará.

— Há muito movimento no Jardim Oceânico, e isso precisa ser ordenado. O tumulto cria oportunidade para os criminosos. O comandante do 31º BPM tem reconhecido a dificuldade de atuar, seja por falta de pessoal, seja pelos problemas enfrentados pelo governo do estado, mas não tem nos deixado na mão — avalia.

O Globo

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

A solução para desafogar o trânsito na Avenida das Américas, uma das principais da Barra, está nas lagoas

Transporte Hidroviário pode mudar a rotina de moradores

Foto: Divulgação / Jornal da barra

O transporte sobre rodas está fora de moda em muitas capitais além de nossas fronteiras. Após o Rio de Janeiro ser a capital do mundo durante as Olimpíadas do ano passado, surge, finalmente, o projeto que promete diminuir o número de carros nas ruas e avenidas da Barra da Tijuca e Recreio.

O Vice-Prefeito e Secretário Municipal de Transportes do Rio, Fernando Mac Dowell, em entrevista ao jornalista Claudio Magnavita, disse que pretende interligar o modal aquaviário ao metrô, para facilitar a integração e estimular a redução dos engarrafamentos. Com esse sistema operando nas Lagoas da Barra, aliviaria todo o tráfego das Avenidas das Américas e resolveria muito bem o problema do trânsito na região. ”Nós já estamos estudando e estamos bem adiantados, vamos fazer um sistema de hovercraft (tipo de embarcação que pode flutuar sobre as águas, a neve e sobre a areia; usando a força das hélices), para que a gente consiga fugir da dependência do assoreamento”, disse Fernando.

Para o presidente da Associação de Moradoresda Rua Aroazes (AMA), a Rua Aroazes fica em frente ao Parque Olímpico, Luciano Dias, o trânsito no bairro é um problema
e o transporte hidroviário seria uma solução exemplar para acabar com os congestionamentos, tendo em vista que as ruas não suportam mais o número crescente de veículos e de condomínios. Além de diminuir o trânsito, melhora a qualidade de vida das pessoas, que poderiam passar mais tempo com a família. De acordo com Luciano, mais de 60 condomínios podem vir a ser beneficiados com a mudança no sistema de transporte na Grande Barra. Em números absolutos, dados por ele, aproximadamente 50 mil moradores apenas nas proximidades do Parque Olímpico.

Ainda de acordo com o presidente da Associação, a integração com os ônibus dos condomínios pode aumentar o fluxo de passageiros e fazer com que o trânsito, que hoje tira a paciência de muitos moradores, seja apenas mais um capítulo na história do bairro.

Empresa de transporte por balsas aguarda prefeitura e avalia possível licitação

Enquanto a prefeitura do Rio não emplaca o transporte hidroviário para a população carioca, desde 2013, um grupo de empresários especializados em mobilidade marinha cuida disso. Trata-se da Eco Balsas. Localizada na Avenida Lúcio Costa, a empresa fornece diferentes itinerários nos complexos lagunares da região, como a Lagoa de Marapendi, Lagoa da Tijuca e Lagoa de Jacarepaguá. A principal rota é a que leva o usuário ao metrô de Jardim Oceânico. O recente trajeto dobrou o número de passageiros das balsas, chegando a 2 mil passageiros por mês. Além disso, diversos barqueiros da região aproveitaram para fazer o mesmo caminho.

Atualmente, a empresa de balsas conta com 20 embarcações e trabalha com rotas regulares, em transportes fretados para atender aos interesses dos moradores dos condomínios que rodeiam as lagoa. Também prestam serviço de passeios turísticos para escolas e demais interessados em conhecer a região, com direito a guias e biólogos ministrando a viagem e ensinando sobre o ecossistema. Entretanto, Georges Bittencourt, um dos donos da Eco Balsas, confirma que “aguarda a maturidade do projeto” da prefeitura para uma possível licitação para a concessão do transporte aquaviário.

“Nossa especialidade é trabalhar para os condomínios da Barra, com os fretamentos, mas se a prefeitura decidir criar rotas (de transporte público) nós vamos avaliar as condições e, se acharmos que são reais, a gente vai se pronunciar e participar”, afirma Georges, que reitera que o transporte hidroviário na região precisa ser estudado, pois, na visão da Eco Balsas, nem todos os pontos das lagoas sustentariam um transporte de massa. Nesses locais, o transporte particular continuaria sendo a melhor opção.

Possibilidade do uso do sistema de hovercraft (que também é chamado de aerobarco) não elimina a necessidade da despoluição

“A gente ouve a prefeitura falar que alguns equipamentos poderiam navegar nessas condições, mas a gente não acredita que o ser humano deva navegar ou conviver nesse ambiente”, diz Georges que, além da questão ecológica, também responsabiliza a poluição nas lagoas pelo aumento do custo operacional com a manutenção de equipamentos e reparos de pequenos acidentes e pela impossibilidade de navegar em certas áreas, o que acaba reprimindo algumas rotas em que as balsas não conseguem chegar.

Para Haroldo Mattos, professor da Fundação Getúlio Vargas e da Escola Politécnica da UFRJ e presidente do Conselho Empresarial de Meio Ambiente e Sustentabilidade da ACRio, a despoluição é fundamental. “A despoluição das lagoas da Barra é uma atividade essencial para este tipo de transporte e, certamente, iria possibilitar um grande aumento das atividades de turismo na região, com reflexos positivos no comércio. É indispensável também para a melhoria das condições de saúde da população.”

Quem compartilha da mesma opinião é Alfredo Lopes, presidente da Associação Brasileira de Indústria de Hotéis do Rio de Janeiro (ABIHRJ). Para ele, além de dificultar o transporte, a poluição também reprime uma demanda turística numa região que é naturalmente privilegiada com suas lagoas. “O Recreio e a Barra têm lagoas próximas ao Rio Centro, próximas de grandes condomínios, grandes hotéis e não é nada interessante você ter um hotel que também é um centro de convenções de frente para uma lagoa que está poluída”, afirmou.

A despoluição das Lagoas de Marapendi, Jacarepaguá e da Tijuca eram um compromisso do legado olímpico, mas que não foi cumprido. O custo para as obras de recuperação das águas que passam próximas à Avenida das Américas, por exemplo, era de 673 milhões de reais.

Entenda como surgiu o projeto do transporte nas Lagoas

Atentos às necessidades dos moradores da Barra da Tijuca, principalmente com a crescente demanda de carros nas ruas e avenidas, os vereadores Carlo Caiado e Thiago K. Ribeiro criaram a lei 5.751/ 2014, que regulamenta o transporte lagunar na região. Segundo o vereador Caiado, usar as águas da Barra é imprescindível para dar fluidez na região e diminuir os engarrafamentos nos horários de pico.

“Naquela região (Barra e Recreio) é fundamental. Isso significa resolver um grande problema: o deslocamento interno. Para isso, primeiro criamos a lei e depois a prefeitura conseguiu uma parceria com uma empresa de barcos para fazer um estudo prévio, com a finalidade de sabermos a viabilidade técnica e operacional. O novo governo fez o que esperávamos. Como a Barra tem potencial turístico, acreditamos que vai haver grande movimentação no comércio local, pois andar de barco já vai ser um passeio. As linhas podem atender os condomínios e os principais pontos de interesse de quem circula por ali”, disse o vereador.

Estudos apontam que o tipo de embarcação depende do quão assoreada está à área a ser utilizada. A dragagem dos canais e a completa despoluição não são os objetivos do modal, que pode iniciar suas atividades assim que todo o processo for concluído. O modelo de operação deve seguir o mesmo das demais concessionária da cidade, como a SuperVia e o MetrôRio, por exemplo. A empresa que demonstrar interesse em operar o sistema, em contrapartida à exploração do serviço, por um tempo que ainda será determinado, poderá ser a responsável pela limpeza superficial dos espelhos d’água.

Assim, o bairro agraciado pela natureza com vastos complexos lagunares, que um dia foi totalmente rodoviário e que agora recebe os modelos metroviários e de ônibus articulados em corredores expressos (BRT), pode, finalmente, ter em suas águas uma solução simples, barata e não poluente para desafogar o caos de locomoção na região.

 

Fonte: Jornal da Barra

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Experiência realizada antes da Rio-2016 foi elogiada

Moradores do Recreio reivindicam polícia montada e base do Grupamento Aéreo

Localização. A sede do Regimento de Cavalaria, em Campo Grande: boa experiência no Recreio, na Rio-2016 – Paula Giolito/22-7-2013 / Agência O Globo

Uma experiência com cavalos, vivida pouco antes dos Jogos Olímpicos, ainda desperta um certo saudosismo nos moradores do Recreio. Naquele período, as ruas do bairro receberam patrulhamento especial, executado pelo Regimento de Cavalaria Enyr Cony dos Santos (RCECS). E, desde o mês passado, a Câmara Comunitária do Recreio e das Vargens (CCRV) se mobiliza pela volta dos agentes e dos animais às ruas do bairro. A entidade também reinvidica uma base do Grupamento Aéreo da PM.

Presidente da CCRV, o administrador William Nogueira entende que o Recreio tem características favoráveis ao patrulhamento com cavalos, e que a localização do RCECS, instalado em Campo Grande, torna a operação mais simples para os agentes do que nas demais localidades da cidade e até mesmo do estado.

— Temos aqui ruas longas e arborizadas, o que é favorável aos animais, e estamos na Zona Oeste, bem próximos ao regimento. Assim, fica mais simples trazer os animais para cá, e não há estresse. No período em que esse patrulhamento funcionou aqui, até abril do ano passado, os índices de roubos e furtos foram reduzidos. A presença da PM intimida os meliantes — afirma.

Comandante do 31º BPM (Recreio), o tenente-coronel Sérgio Schalioni é um dos entusiastas da proposta da CCRV, que aguarda a aprovação do Estado Maior da Polícia Militar.

— Seria muito bom, porque geraria um aumento de efetivo. Afinal, sabemos que, pela situação do estado, não há formação de novos agentes e não teremos um aumento de pessoal tão cedo — pondera. — E os policiais e os cavalos chegam com duas viaturas de apoio.

Outro pedido da CCRV é a alocação de uma base do Grupamento Aéreo da PM, com helicópteros, no Recreio. Segundo Nogueira, a questão foi alinhada com o comando do 31º BPM, e depende de cessão de terreno por parte da prefeitura:

— Eles fariam o patrulhamento aéreo, e, em parceria com a Secretaria de Ambiente, haveria patrulhamento ambiental. É preciso ter um espaço grande para isso, então pedimos cessão de terrenos públicos à prefeitura. Vamos realizar um evento para apresentar o projeto.

A PM informa que seu setor de planejamento operacional está analisando a demanda

Fonte: O Globo

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Os seres humanos se diferem uns dos outros por uma série de hábitos e comportamentos. É a essência, não tem como mudar. Mas ao mesmo tempo em que há diversidade, é preciso exister respeito aos limites do outro. E isso pode ser observado e aprendido com o vizinho, onde podemos exercitar relações de confiança e responsabilidade.

Temos horários de trabalho e lazer que também podem ser peculiares. Algumas pessoas têm cachorros em suas casas ou apartamentos, outras têm gatos, têm aquelas que criam papagaios e assim por diante. Todas essas coisas podem interferir de algum modo na vida de quem mora ao seu lado.

Veja 5 dicas para ter uma boa relação com seu vizinho

Um relacionamento amigável com quem mora ao lado tem a educação como base. Foto: iStock, Getty Images

Segundo o psicólogo Eduardo Wunsch, para viver em espaços compartilhados e evitar constrangimentos, é preciso respeitar as regras que regem esses ambientes. Além disso, é preciso ter em mente os direitos e deveres que temos em relação às pessoas que vivem ao nosso redor.

Seja educado com seu vizinho

Não é só a obediência às normas que torna o convívio harmonioso. A boa educação, a conversa, a tolerância, a simpatia e a gentileza são atributos humanos que também podem tornar agradáveis as relações das pessoas que vivem próximas.

Diante disso tudo, podem surgir dúvidas sobre quando e como podemos nos aproximar do vizinho. De acordo com o psicólogo, não é regra, mas na correria diária, a atenção das pessoas está mais voltada para os seus afazeres. E com isso, elas acabam restringindo suas convivências a um grupo de pessoas que estão em contato mais direto, como família e trabalho.

Às vezes, não nos damos conta da importância da boa vizinhança, e isso passa despercebido até que alguém venha até nós para tratar de algum assunto relativo ao condomínio, ao bairro ou à rua em que moramos.

Conforme Eduardo, se a pessoa sentir necessidade de desenvolver e manter uma boa relação com o vizinho, é preciso se esforçar para que isso aconteça. Pode ser trocando algumas palavras de vez em quando ou começando apenas com um sorriso amigável.

Cada pessoa tem a sua maneira de se relacionar. Assim, devemos ficar atentos sobre a nossa postura em relação ao espaço que ocupamos na vida de quem mora perto da gente.

É preciso ter em mente o quanto é importante poder contar com essas pessoas e, quem sabe, ter a certeza de ter encontrado amigos. Em lugares onde as pessoas se conhecem e se relacionam de forma amigável, a sensação de segurança é maior do que em outros lugares onde isso não acontece.

Ter um vizinho com o qual se pode contar aumenta a chance de um poder ajudar o outro no sentido de proteção física e material. Além disso, formar uma aliança para tratar de alguma causa referente às necessidades do condomínio ou do bairro fica mais fácil

Como ser um bom vizinho

Para ter uma boa relação com o seu vizinho, algumas atitudes são importantes. Confira:

1. Educação

Seja educado, não esqueça das “palavras mágicas”: por favor, obrigada, bom dia, com licença.

2. Regras

Respeite regras referentes a horários de barulho, espaço e tempo.

3. Problemas

Mostre-se interessado em ajudar quando perceber algum problema no qual você pode interferir positivamente.

4. Ajuda

Permita-se ser ajudado quando as pessoas mostrarem interesse em solucionar problemas.

5. Amizade

Reforce vínculos e identifique possíveis amizades com quem mora ao seu lado.

Fonte: Doutíssima

O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio

O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio?

Multas pelos equipamentos bateram recorde no Rio com 3 milhões de infrações em 2016

O que você acha do desligamento de radares em áreas de risco no Rio

Radares que controlam a velocidade são os que mais multam na cidade. Na foto, um equipamento no Km 12 da Avenida Brasil, na Penha – Márcia Foletto – 19/05/2017 / Agência O Globo

 

Os cariocas têm sentido no bolso o peso de tantas infrações de trânsito. A cada dez segundos, um motorista é penalizado na cidade do Rio. Em 2016, a arrecadação da prefeitura com multas de trânsito, tanto de radares quanto as aplicadas por guardas, bateu recorde: o caixa público embolsou R$ 242.608.210,74, segundo dados do Rio Transparente, portal que reúne informações oficiais sobre receitas e despesas do município. É o maior valor arrecadado desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, em 1998. O montante também é 32,7% maior do que a arrecadação do ano anterior, de R$ 182.763.761,04.

Um crescimento que chama atenção e poderia até ser maior já que, em outubro do ano passado, a prefeitura desligou 365 equipamentos de fiscalização eletrônica. A medida foi tomada depois que cinco contratos com empresas responsáveis pela operação dos radares foram suspensos. A receita não subiu apenas devido à atualização de valores de multas. As infrações crescentes ainda são um problema. No mesmo período, o total de multas aumentou 5,7%, passando de 3.096.368 para 3.273.063.

A proposta de retirar os radares de velocidade em áreas de risco, aprovada pela Assembleia Legislativa e sancionada pelo governador Luiz Fernando Pezão no último dia 16, ainda não avançou. A CET-Rio informou que a definição das áreas vulneráveis em que a medida será necessária cabe ao governo do estado.
O que você acha disso? Acesse o link e responda a enquete: https://goo.gl/SrXGwa

Fonte: Jornal O Globo

Política de boa vizinhança-como se dar bem com o vizinho

Política de boa vizinhança: como se dar bem com o vizinho

Política de boa vizinhança-como se dar bem com o vizinho

Adotar simples ações no cotidiano fazem toda a diferença na relação com os vizinhos. Foto: iStock, Getty Images

Você se sente incomodado pelos vizinhos e geralmente tem algum problema de relacionamento com eles? Saiba que não é o único, pois muitas pessoas passam por isso no dia a dia. Nesse caso, a melhor opção para melhorar a convivência é investir na política de boa vizinhança.

Trata-se de adotar simples ações no cotidiano que fazem toda a diferença na relação com os vizinhos. Algumas atitudes tornam os dias mais agradáveis, sem que você fique irritado com quem mora ao lado de sua casa e vice-versa.

Dicas para uma política de boa vizinhança

É fato que as diferenças entre os vizinhos geram conflitos. Por isso, é primordial saber lidar com elas para não viver em pé de guerra com os outros. Para praticar a política de boa vizinhança, todos devem ter em mente que devem respeitar limites e opiniões distintas.

A grosseria é um dos principais fatores que geram brigas. Por isso, a fim de aprimorar a relação com os vizinhos, gestos de gentileza fazem toda a diferença. Isso não significa que você precisa se tornar amigo de todas as pessoas, mas manter a simpatia é essencial.

Se fizer isso, sem dúvidas, será mais fácil passar longe das desavenças. Uma possibilidade é recepcionar um vizinho novo: trata-se de uma forma de praticar a simpatia e ainda dar início a um bom relacionamento. A troca de pequenos favores também faz parte da política de boa vizinhança.

Além disso, respeite os limites. Música em volume alto, buzinas e barulhos durante o horário de silêncio, no caso de condomínios, devem ser evitados. A dica é simples: procure não fazer o que não gostaria que seu vizinho fizesse. Essa é uma maneira de adotar a política de boa vizinhança.

Outras atitudes deve ser evitadas: estacionar o carro na frente da garagem do vizinho e não coletar o lixo de forma adequada são exemplos. Se você mora em um condomínio, respeitar as regras é o primeiro passo para refrear desavenças, além de comparecer às reuniões.

Dificuldades em lidar com desavenças

Se mesmo adotando atitudes agradáveis no dia a dia você não conseguiu resolver as intrigas com os vizinhos, a alternativa é conversar de modo pacífico. Nessa hora, é essencial manter a calma para não gerar brigas. Caso você esteja incomodado com alguma situação, o ideal é expor seu ponto de vista, mas sem agredir o outro.

Demonstre tolerância, mesmo que esteja lembrando ao seu vizinho sobre o descumprimento de alguma regra de convivência. Lidar com um problema com diálogo é pré-requisito para resolver os conflitos. Colocando isso em prática, sem dúvidas, você terá mais chances de manter uma boa convivência com a vizinhança.

Origem do termo

Provavelmente, essa não é a primeira vez que ouviu falar em política de boa vizinhança. Mas você sabe como surgiu esse termo? Para isso, é preciso relembrar 1933. Foi naquele ano que o presidente dos Estados Unidos Franklin Delano Roosevelt criou essa estratégia de relacionamento com países da América Latina até 1945.

A política de boa vizinhança foi criada durante a Conferência Panamericana de Montevidéu. Com essa iniciativa, as práticas intervencionistas dos Estados Unidos com a América Latina foram abandonadas. Ao invés disso, iniciou-se uma negociação diplomática e colaborações econômica e militar entre os países.

Fonte: Doutíssima

Multas de radares batem recorde no Rio com 3 milhões de infrações em 2016

Multas de radares batem recorde no Rio com 3 milhões de infrações em 2016

A cada dez segundos, um motorista é multado no município

Multas de radares batem recorde no Rio com 3 milhões de infrações em 2016

A Avenida Brasil é a via mais crítica: segundo levantamento feito a pedido do GLOBO, um a cada 400 veículos que passam por lá é multado. A média na cidade é de um por mil – Márcia Foletto / Agência O Globo

 

A cada dez segundos, um motorista é multado na cidade do Rio. Com o pé no acelerador e sem nenhum respeito à luz vermelha e às sinalizações de trânsito, os cariocas têm sentido no bolso o peso de tantas infrações. Em 2016, arrecadação da prefeitura com multas de trânsito, tanto de radares quanto as aplicadas por guardas, bateu recorde: o caixa público embolsou R$ 242.608.210,74, segundo dados do Rio Transparente, portal que reúne informações oficiais sobre receitas e despesas do município.

É o maior valor arrecadado desde que o Código de Trânsito Brasileiro entrou em vigor, em 1998. O montante também é 32,7% maior do que a arrecadação do ano anterior, de R$ 182.763.761,04.

Um crescimento que chama atenção e poderia até ser maior já que, em outubro do ano passado, a prefeitura desligou 365 equipamentos de fiscalização eletrônica. A medida foi tomada depois que cinco contratos com empresas responsáveis pela operação dos radares foram suspensos.

A receita não subiu apenas devido à atualização de valores de multas. As infrações crescentes ainda são um problema. No mesmo período, o total de multas aumentou 5,7%, passando de 3.096.368 para 3.273.063.

 

Fonte: Jornal O Globo

BOA VIZINHANÇA- 7 DICAS PARA CONVIVER BEM EM SEU CONDOMÍNIO

BOA VIZINHANÇA: 7 DICAS PARA CONVIVER BEM EM SEU CONDOMÍNIO

 

Manter um relacionamento cordial com quem está ao redor torna a vida mais agradável e livre de estresse, principalmente quando se vive em um condomínio. Nesse caso, a convivência com os vizinhos deve ser pautada em condutas que privilegiem o respeito, a fim de evitar problemas e construir laços de boa vizinhança.

Quer saber como conseguir a harmonia entre os vizinhos? Confira agora 7 passos para conviver bem em condomínio!

RESPEITE AS REGRAS

Respeitar as regras do condomínio é indispensável para ter tranquilidade nesse meio social. Portanto, inteire-se sobre as normas e regulamentos que regem a vida em seu condomínio e o que elas ditam sobre o uso das áreas comuns.

Transmita essas informações aos membros mais jovens da família e reforce a importância de seguir as regras. Muitas confusões entre vizinhos têm origem justamente no comportamento de crianças e adolescentes, portanto, fique atento a isso!

SEJA GENTIL

Pequenos gestos são responsáveis por grandes conquistas, por isso, praticá-los faz parte da boa vizinhança. Atitudes simples, como não se esquecer de cumprimentar ou segurar o elevador para o vizinho podem fazer muita diferença no convívio.

MANTENHA SEU PET DENTRO DOS LIMITES

Condutas antissociais dos animais de estimação também são responsáveis por gerar muitas confusões nos condomínios. Preste atenção ao comportamento do seu bichinho: latir demais, invadir apartamentos vizinhos, pular nas pessoas e sujar as áreas do edifício jamais deve ser permitido.

RECEBA NOVOS MORADORES COM CORDIALIDADE

A chegada de novos moradores é um bom momento para propagar a política de boa vizinhança em seu edifício. Portanto, receba-os com cortesia, prontificando-se a auxiliar no processo de adaptação à nova moradia. Nessa situação, é muito útil poder contar com o apoio de alguém que conheça o ambiente e esteja disposto a colaborar. Seja você essa pessoa, e faça a diferença!

SEJA SOLIDÁRIO E ÚTIL À SUA COMUNIDADE

Como os condomínios são meios sociais, a interação interpessoal faz parte da vida que se leva neles. Há os que preferem ser neutros, afinal, não é obrigatório ser solidário. No entanto, para quem pretende ser um bom vizinho, o caminho a seguir é o da empatia. Seja com uma palavra ou gesto, mostrar solidariedade torna não só a vida no condomínio melhor: transforma o mundo em um lugar mais harmônico.

COLABORE SEMPRE QUE POSSÍVEL

Se seu vizinho precisar de um favor e você puder colaborar, não hesite em fazê-lo. É sobre a qualidade das trocas sociais que se lançam as bases da boa vizinhança; hoje, é ele quem solicita sua ajuda, amanhã, quem sabe, não é você quem vai precisar?

MANTENHA SUA POSTURA NAS REUNIÕES DE CONDOMÍNIO

As reuniões de condomínio podem desencadear discussões mais acaloradas. Nesses casos, mantenha a tranquilidade e, por mais polêmico que seja o assunto discutido, não se deixe levar por opiniões alheias e mantenha sua postura de pessoa educada e que sabe viver em sociedade.

Agir com bom senso e incorporar as práticas para a boa vizinhança no cotidiano permitem a você desfrutar a harmonia em seu condomínio.

 

Fonte: Blog Belmmen

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe para R$ 4,10

Tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói sobe

Foto: Divulgação

A tarifa básica de pedágio da Ponte Rio-Niterói foi reajustada nesta quinta-feira. O valor, aprovado pela Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), passou de R$ 4 para R$ 4,10. A atual revisão tarifária é a segunda concedida desde que a Ecoponte passou a administrar a via, há dois anos.
De acordo com a ANTT, o objetivo da revisão consiste em manter o equilíbrio econômico-financeiro do contrato. Segundo o órgão, a alteração foi calculada a partir da combinação de três itens previstos em contrato: reajuste, revisão e arredondamento.

O aumento tem por intuito a correção monetária dos valores da tarifa e leva em consideração a variação do Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA). Acontece uma vez ao ano, sempre no aniversário do início da cobrança de pedágio.

A revisão, segundo a ANTT, visa recompor o equilíbrio econômico-financeiro celebrado no contrato de concessão. Já o arredondamento tem por finalidade facilitar a fluidez do tráfego nas praças de pedágio e prevê que as tarifas da categoria 1 de veículos devem ser múltiplas de R$ 0,10.

Com 13,2 quilômetros de extensão, a BR-101/RJ (Ponte Rio- Niterói) foi concedida para iniciativa privada com o objetivo de exploração da infraestrutura, pela primeira vez, em 1º de junho de 1995, pelo período de 20 anos. Findo o prazo, o trecho foi leiloado, pela segunda vez, em 18 de março de 2015. A nova concessão, que fez parte da 3ª etapa do programa de concessões rodoviárias, iniciou em 1º de junho de 2015.

Confira os novos valores:

Motocicletas, motonetas e bicicletas motorizadas: R$ 2,05

Automóvel, caminhonete e furgão, de dois eixos: R$ 4,10

Automóvel e caminhonete com semi-reboque, de três eixos: R$ 6,15

Automóvel e caminhonete com reboque, de quatro eixos: R$ 8,20

Automóvel e caminhonete com reboque, de quatro eixos: R$ 8,20

Caminhão, caminhão-trator, caminhão-trator com semi-reboque e ônibus, de três eixos: R$ 12,30

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de quatro eixos: R$ 16,40

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de cinco eixos: R$ 20,50

Caminhão com reboque e caminhão trator com semi-reboque, de seis eixos: R$ 24,60.

ÔNIBUS MUNICIPAIS FICAM MAIS CARAS A PARTIR DA PRÓXIMA TERÇA

O secretário municipal de Transportes, Fernando Mac Dowell, assinou resolução determinando que o aumento das tarifas de ônibus de R$ 3,80 para R$ 3,95 entre em vigor a partir da próxima terça-feira. O reajuste foi determinado por liminar em uma ação movida por consórcios que operam as linhas de ônibus do Rio. A portaria com a autorização do aumento foi publicada na edição desta quinta-feira Diário Oficial do Município.

 

Fonte: Jornal Extra

Foto Custódio Coimbra-Agência O Globo

As cinco multas de trânsito mais aplicadas no Rio

Foto Custódio Coimbra-Agência O Globo

Foto: Custódio Coimbra / Agência O Globo

1.Excesso de velocidade

O excesso de velocidade é a principal imprudência de cariocas no trânsito. No ranking de multas de 2016, essa infração representa quase a metade, 44% do total. Quem pisa fundo no acelerador perde cinco pontos na carteira, além de ter que pagar R$ 195,23 pela infração;

2. Estacionamento irregular

O estacionamento irregular, outro mal nas ruas da cidade, responde por 17% das transgressões. Foram 570.474 casos em 2016. A infração é grave e soma cinco pontos. A multa é de R$ 195,23;

3. Avanço de sinal

Além de colocar em risco a vida de pedestres, avançar o sinal vermelho pode causar uma batida com outro veículo. A infração representa 9,5% no ranking de multas do último ano, de acordo com a CET-Rio. A infração é gravíssima e soma sete pontos na carteira. A multa é de R$ 293,47;

4. Multa de pessoa jurídica

Responde por 9% dos casos, com mais de 294 mil infrações. Ela ocorre quando o veículo de pessoa jurídica é multado, mas a empresa não indica quem foi o condutor que cometeu a infração. O valor da nova infração é o mesmo da multa inicial. Dessa forma, terá que ser pago de forma duplicada o valor da multa;

5. Transitar na faixa ou via exclusiva

É a quinta infração mais registrada no Rio, com 5,3% do total, cerca de 172 mil casos. Com a inauguração dos BRTs a partir de 2012, esse tipo de infração vem aumentando no Rio. A multa para quem invadir a seletiva é de R$ 293,47. A infração é gravíssima, com perda de 7 pontos.

 

Fonte: Jornal O Globo