Painéis pintados no local retratam a paisagem natural do bairro - Foto - Divulgação

Projeto em travessa próxima ao Recreio Shopping oferecerá exposições e eventos

Recreio Walls também abrigará aulas de dança, foodtruck, instalações de arte e grafites

Painéis pintados no local retratam a paisagem natural do bairro - Foto - Divulgação

Painéis pintados no local retratam a paisagem natural do bairro – Foto – Divulgação

A travessa ao ar livre que liga a Praça do Barra Bonita ao Recreio Shopping está de cara nova. Totalmente reformulado, o espaço passou a abrigar, desde a última sexta-feira, o projeto cultural Recreio Walls, que levará, nos fins de semana, diferentes atrações aos moradores de condomínios do entorno. Decorada com grafites em painéis coloridos e paisagismo, a área, de 790 metros quadrados, será palco de aulas de dança e festivais de food truck e food bike, além de abrigar instalações de arte e grafites para visitas e fotos.

Artista plástico responsável por dois dos grafites desenhados em uma das paredes do espaço — cada um com 12 metros de largura e quatro de altura —, Rodrigo Santana CB conta que investiu nas cores para retratar a natureza abundante da região.

— Desenhei minha visão estilizada da fauna e da flora do bairro, que são bem ricas. Apostei no colorido para dar vida a este espaço — explica CB, que retratou a Praia do Recreio num dos trabalhos.
Hoje, às 16h, o público poderá interagir com aves e animais exóticos, numa atividade mediada por um veterinário da Casa do Bicho e integrantes dos grupos Aves Amor Incondicional e Pet Silvestre. A partir das 17h, o DJ Daniel Chagas animará o ambiente.

O espaço público onde o Recreio Walls foi instalado está sob a responsabilidade do Recreio Shopping. A travessa ficará aberta ao público durante o horário de funcionamento do centro comercial.

Fonte: O Globo

Equipamentos despejados em terreno de posto de saúde no Recreio chamam a atenção

Equipamentos despejados em terreno de posto de saúde no Recreio chamam a atenção

Equipamentos despejados em terreno de posto de saúde no Recreio chamam a atenção

Divulgação

Há cerca de um mês, peças de mobiliário e equipamentos diversos se amontoam no terreno do Centro de Saúde Municipal Harvey Ribeiro de Souza Filho, na Avenida Guiomar de Novaes. A situação chama a atenção de moradores do Recreio. Em um momento de crise, muitos lamentam o possível desperdício. Outros dizem que, se o caso é de descarte, um posto de saúde não é o local ideal para armazená-lo.

Um vizinho do local conta que os equipamentos parecem estar em bom estado. Há mesas, cadeiras, armários e até aparelhos usados em Academias da Terceira Idade.

— Em vez de aproveitarem o material, talvez até num hospital, largaram tudo dentro do posto. E, se é para jogar fora, deveriam fazer isso de outra forma — afirma ele, que também reclamou da falta de unidades de emergência no Recreio. — No ano passado fizemos uma campanha pedindo a construção de uma UPA. O que a prefeitura prometeu foi uma Clínica de Família, que começou a ser feita na Avenida das Américas e foi abandonada durante a Olimpíada.

No início de fevereiro, o GLOBO-Barra mostrou o abandono de uma Clínica de Família que estava sendo construída no bairro. A obra foi paralisada pela gestão municipal anterior, ainda no início.

A Secretaria municipal de Saúde informa que o Centro de Saúde Municipal Harvey Ribeiro de Souza Filho está funcionando e passou por uma modernização para ampliação dos serviços oferecidos, como acompanhamento da família. Será feita uma avaliação dos móveis, para definir seu destino. A direção do posto diz que vai cobrir os objetos e está à disposição dos moradores para esclarecimentos.

Fonte: Jornal da Barra

capivaras mortas

Capivaras encontradas mortas

capivaras mortas

Divulgação

O Biólogo Mário Moscatelli fez imagens de algumas capivaras mortas no complexo lagunar da Barra da Tijuca . A causa ainda não foi desvendada porém há fortes indícios de ser por causa da poluição.Em sua página social ele alerta para o perigo :

__’ Sugiro que de alguma forma, o município, estado ou a união por meio de seus órgãos ambientais, viabilizem a necropsia de futuros achados (corpos de animais) no sistema lagunar da baixada de Jacarepaguá. Minha sugestão ou melhor, minha solicitação se deve ao grande número de capivaras que vem sendo encontradas mortas nas lagoas da Tijuca e Jacarepaguá, sendo a maior concentração na da Tijuca. Podemos estar diante de um claro sinal que ultrapassamos o limite de resistência até das mais resistentes espécies sobreviventes do sistema lagunar. É provável que encontremos uma “verdade inconveniente” dentro do corpo desses pobres animais que temos condenado a viver CRIMINOSAMENTE em condições profundamente insalubres”, termina o biólogo.

Em nota a secretaria de Meio ambiente e conservação diz que está formalizando uma parceria com a Subsecretaria de Bem Estar Animal para análise necropcial de animais encontrados mortos. E segue dizem que a Patrulha Ambiental ficará responsável por embalar e congelar o animal e a Subsecretaria designará um veterinário para encaminhar à Universidade Castelo Branco, UFRRJ ou ao Instituto Vaitsman para que seja identificada a causa da morte.

Agora é aguardar o próximo encontro e avançarmos para descobrir afinal o que está matando esses animais no sistema lagunar de Jacarepaguá.

 

Fonte: Jornal do Recreio

Justiceiros da Barra decidem acompanhar operações da polícia

Justiceiros da Barra decidem acompanhar operações da polícia

Principais reclamações são sobre tráfico de drogas e assaltos cometidos por motociclistas

Justiceiros da Barra decidem acompanhar operações da polícia

Reforço. Carro da polícia na Praia da Barra, na altura da Olegário Maciel: moradores pediram mais vigilância – Analice Paron/7-2-2017 / Analice Paron/7-2-2017

Inconformados com o aumento da sensação de insegurança, moradores do Jardim Oceânico, funcionários de quiosques e lutadores começaram a se reunir nas últimas semanas para traçar estratégias de combate aos assaltos nas redondezas da Praça do Ó. A ideia inicial era formar um grupo de justiceiros para evitar os crimes, segundo os membros envolvidos, e “brigar mesmo”, nas palavras de um deles, se fosse necessário. Na última sexta-feira, porém, numa nova reunião, ficou decidido que os “vigias”, como diz outro membro, vão agir em conjunto com a Polícia e a Guarda Municipal, acompanhando operações.

— A prefeitura nos procurou e reconheceu que a situação está caótica. Prometeram-nos que providências serão tomadas e que haverá aumento do número de operações. O problema é que, na maioria dos casos, os envolvidos são menores de idade. Eles são detidos e liberados no dia seguinte — diz um lutador de MMA que pediu para não ser identificado.

Diante da promessa da prefeitura de acirrar o combate ao problema, o lutador explica que a linha de ação do grupo foi revista e que o objetivo passou a ser acompanhar as operações, para estar “ao lado da lei”:

— Nosso grupo continua. Ajudaremos a própria polícia e a guarda, correndo atrás dos bandidos quando necessário. Já que a prefeitura está querendo cooperar, vamos agir assim.

Na semana passada, um dos moradores envolvidos admitiu que a intenção inicial era formar um grupo de justiceiros.

— Estamos nos mobilizando para enfrentar os bandidos. Brigar mesmo. Nós conhecemos os delinquentes, são sempre os mesmos. Às vezes eles são presos, mas estão soltos no dia seguinte — explicou o morador na ocasião, informando que a inspiração partira de movimento semelhante realizado em Ipanema e no Leblon.
Pelo menos 15 pessoas estiveram presentes em cada uma das reuniões realizadas. Entre elas estava um lutador que afirma ter participado de um grupo com proposta semelhante, há cerca de 20 anos, que combateu arrastões na Praia do Pepê. Segundo ele, a estratégia é fazer o mesmo agora:

— Não queremos incitar a violência, mas não podemos ficar de braços cruzados, enquanto tudo isso acontece. Tenho dois filhos que não querem mais sair sozinhos de casa. As pessoas estão evitando a Praça do Ó, que deveria ser um espaço de lazer.

Ele diz ter tentado levar um dos assaltantes para o esporte:

— O cara não admitiu que era um dos bandidos, mas eu sei que era. Disse que ele podia entrar para a aula de jiu-jítsu, que eu lhe abriria as portas, e ele não quis.

Assaltantes em motos preocupam

Desde o ano passado, moradores do Jardim Oceânico sofrem com o aumento da violência na região. Em novembro, uma quadrilha que invadia residências foi presa pela polícia. Desde então, a maior reclamação são os assaltos praticados na Praça do Ó e no entorno, muitas vezes por bandidos que chegam em motocicletas.

— Na praça já existe tráfico de drogas há algum tempo. Agora, começou a ter assalto também — diz um morador.

O subcomandante do 31º BPM (Recreio), Vanildo Sena, diz que o policiamento na região está reforçado desde o fim do ano passado, quando houve uma série de reuniões com moradores para abordar especificamente os problemas enfrentados na área.

— Agora temos um carro exclusivo para o Jardim Oceânico, e realizamos operações à noite, o período com o maior índice de ocorrências. O problema está sendo minimizado, assim como no restante da Barra — garante.

O subcomandante acrescenta que a área tem outro grave problema: a presença de traficantes de drogas.

— As praças do Ó e Euvaldo Lodi são os pontos da Barra com mais ocorrências de tráfico e onde realizamos mais prisões relacionadas a esse tipo de crime — explica.

Devido ao quadro de insegurança, no fim do ano passado foi criado o movimento Jardim Oceânico Presente, com o objetivo de reivindicar a implementação do programa do Bairro Presente na região. Fundadora do movimento, Juliana Ache diz que os focos são segurança pública e ordenamento urbano:

— Os problemas se agravaram muito recentemente. Acreditamos que a criação da operação Jardim Oceânico Presente poderia ser uma solução. Fizemos um abaixo-assinado com esta reivindicação que reuniu 8.500 nomes.
Segundo Juliana, os assaltos praticados por criminosos em motos ainda são frequentes nos arredores da Praça do Ó. Mas ela reconhece que a situação melhorou a partir do estreitamento da parceria com o 31º BPM, o que inclui medidas como as reuniões ocasionais entre policiais e moradores:

— A polícia está agindo na medida do possível. Mas, com a crise do estado, há uma limitação de efetivo e recursos. Por isso, acreditamos que o comércio poderia ajudar a patrocinar o Jardim Oceânico Presente.

Fonte: O Globo

Prainha, Grumari e Barra entre as 25 mais do Brasil

Prainha, Grumari e Barra entre as 25 mais do Brasil

Prainha, Grumari e Barra entre as 25 mais do Brasil

Barra e Recreio emplacaram três praias entre as 25 melhores do Brasil, em eleição do site Trip Advisor. Para o morador é uma realidade: Prainha, Grumari,e Praia da Barra são paraísos. Criado em 2002, o prêmio Travellers’ Choice é anual e recebe votos de viajantes nacionais e internacionais. A Prainha figura em quinto lugar, seguida por Grumari em oitavo e a Praiada Barra em décimo quarto. Praia do Forno, em Arraial do Cabo, ficou em terceiro lugar, atrás apenas das sempre premiadas Baía do Sancho e Praia dos Carneiros, ambas em Pernambuco. Em seguida, foi a vez da Praia do Farol, em Cabo Frio, e da Prainha, na capital fluminense.

Vale lembrar que a Prainha acabe de receber pelo quinto ano consecutivo a Bandeira Azul (temporada 2016/2017), . A Bandeira Azul é um certificado internacional que simboliza o reconhecimento do trabalho realizado durante todo o ano para manter as melhores condições ambientais e de sinalização do local. No Rio de Janeiro apenas uma praia tem esse certificado, a Prainha, na cidade do Rio de Janeiro.

A Prefeitura inscreveu a Prainha no certificado internacional da Bandeira Azul em 2010 e desde então, os cariocas podem dizer que têm além das praias mais bonitas, a única praia com todas as exigências internacionais de preservação ambiental e sinalização.

O secretário de estado de Turismo do Rio de Janeiro, Nilo Sergio Felix, vibrou com a premiação em entrevista ao Jornal Extra:

– Temos um litoral sedutor com praias de diferentes características, desde aquelas de mar aberto, próprias para a prática de esportes náuticos, até as de mar mais tranquilo adequadas para crianças. O prêmio é um reconhecimento enorme à grande diversidade oferecida aos viajantes.

Veja as 15 praias mais lindas do Brasil:

1 – Baía do Sancho (Fernando de Noronha, Pernambuco)

2 – Praia dos Carneiros (Tamandaré, Pernambuco)

3 – Praia do Forno (Arraial do Cabo, Rio de Janeiro)

4 – Praia do Farol (Cabo Frio, Rio de Janeiro)

5 – Prainha (Rio de Janeiro, RJ)

6 – Cacimba do Padre (Fernando de Noronha, Pernambuco)

7 – Baía dos Golfinhos (Pipa, Rio Grande do Norte)

8 – Grumari (Rio de Janeiro, RJ)

9 – Prainhas do Pontal do Atalaia (Arraial do Cabo, Rio de Janeiro)

10 – Arpoador (Rio de Janeiro, RJ)

11 – Lopes Mendes (Ilha Grande, Rio de Janeiro)

12 – Itacoatiaca (Niterói, Rio de Janeiro)

13 – Praia da Conceição (Fernando de Noronha, Pernambuco)

14 – Barra da Tijuca (Rio de Janeiro, RJ)

15 – Praia do Madeiro (Pipa, Rio Grande do Norte)

 

Fonte: Jornal do Recreio

Dezenas de obras da Zona Oeste foram paralisadas na transição da prefeitura

Dezenas de obras da Zona Oeste foram paralisadas na transição da prefeitura

Projetos foram licitados, mas pararam; maior parte dos casos ocorreu entre Clínicas da Família

Dezenas de obras da Zona Oeste foram paralisadas na transição da prefeitura

Ciclovia que ligaria a Praia do Recreio às Vargens parou no meio do caminho – Barbara Lopes / Agência O Globo

Nos últimos meses da administração do prefeito Eduardo Paes, uma série de obras foi paralisada ou teve seu andamento desacelerado na cidade. A situação ficou ainda mais complexa após a posse do novo gestor municipal, Marcelo Crivella, que determinou a revisão de todos os contratos em andamento. Como resultado, há dezenas de projetos em compasso de espera, segundo os cálculos da própria prefeitura, como afirmou o superintendente da Barra, Thiago Barcellos, numa reunião do Conselho Comunitário de Segurança da Barra realizada em fevereiro.

Na região, os exemplos são muitos, espalhados por bairros como Itanhangá, Barra, Recreio e Jacarepaguá. Há projetos cujas licitações foram feitas mas as construções não chegaram a ser iniciadas; há outros parados ou, ao que tudo indica, até mesmo abandonados. As Clínicas da Família, uma das meninas dos olhos do governo anterior na área de saúde, estão entre as mais sacrificadas. Em novembro de 2015, na última fase de expansão, a Secretaria municipal de Saúde anunciou que seriam construídas 50 unidades, custeadas por uma verba de R$ 100 milhões liberada pela Câmara Municipal. Destas, 14 seriam feitas na região entre Barra e Jacarepaguá, mas, segundo balanço dos atuais responsáveis pela pasta, feito a pedido do GLOBO-Barra, apenas quatro foram inauguradas: a Helena Besserman Vianna, em Rio das Pedras; a Barbara Mosley de Souza, no Anil; a Maicon Siqueira, no Camorim; e a Gerson Bergher, na Praça Seca. As unidades paradas ficam na Muzema, no Recreio, na Taquara, na Colônia Juliano Moreira, na Cidade de Deus, na Praça Seca e em Curicica.

A clínica do Recreio, que atenderia principalmente ao Terreirão, começou a ser erguida na Avenida das Américas, logo após o Recreio Shopping. No último mês de dezembro, a antiga gestão da prefeitura informou que a obra tinha sido licitada e estava em fase de terraplanagem e fundação. Atualmente, seu futuro é duvidoso: o canteiro está abandonado. Enquanto isso, o posto de saúde Harvey Ribeiro de Souza Filho, também no bairro, vem acumulando serviços que deveriam ser realizados por uma Clínica da Família, como atendimento preventivo.

A situação é frustrante para moradores como Valéria Cruz, que em 2015 liderou um abaixo-assinado pela construção de uma UPA no Recreio, já que a unidade de saúde emergencial mais próxima do bairro é o Hospital Lourenço Jorge:

— Naquele ano, o secretário de Saúde nos disse que não seria possível fazer a UPA, por causa do alto custo, mas prometeu uma Clínica da Família. No final de 2015 a obra foi lançada, com a presença de diversos políticos e moradores. Todos estavam felizes. Mas nunca mais tivemos notícias do projeto, que ficou abandonado.

Outra clínica inacabada é a da Praça Valdir Vieira, na Taquara, uma obra recheada de polêmica desde o seu anúncio. Em 2015, quando o projeto foi divulgado, moradores reclamaram, porque a estrutura ficaria no meio da área de lazer, e iniciaram um abaixo-assinado pedindo seu reposicionamento. Pouco tempo depois, os tapumes mudaram de lugar, e parecia que o pleito seria atendido. Mas até hoje nada mais foi feito.

— Pelo que fiquei sabendo, não vai mais ter clínica. Era uma promessa do Chiquinho Brazão para voltar à Câmara dos Vereadores; depois que ele foi reeleito, não fizeram mais nada. Realmente precisamos de uma clínica; a que frequentamos fica na Praça Seca — queixa-se Roberto Antunes.

No início de fevereiro de 2016, uma cerimônia que teve a presença de secretários, vereadores da então base aliada e do próprio Eduardo Paes anunciou a construção de uma outra Clínica da Família, esta na comunidade da Muzema, no Itanhangá. Moradores se lembram da festa promovida naquele dia, com direito a distribuição de doces para crianças. Mais de um ano depois, porém, o cenário é praticamente o mesmo. O terreno na Avenida Engenheiro Souza Filho onde ficaria a estrutura continua cercado por tapumes. Do lado de dentro, veem-se vigas abandonadas e uma pequena área concretada, além de uma estrutura metálica que serviria para o elevador.

— O Paes tinha garantido que a clínica ficaria pronta em setembro do ano passado — diz Roberval Uzeda, diretor de patrimônio da Associação de Moradores da Muzema.

Promessas não cumpridas não são novidade na comunidade. Há tempos, o principal problema do local é a falta de saneamento básico, e a solução parecia estar no projeto Bairro Maravilha, outra promessa da prefeitura. Mas apenas algumas pavimentações foram feitas, e as obras estão paralisadas. Segundo Uzeda, o trabalho foi iniciado em fevereiro de 2015 e interrompido em meados do ano passado. Enquanto isso, uma caminhada pelas ruas do local é acompanhada pelo cheiro do esgoto a céu aberto. Numa das ruas, quem sai de casa passa por uma pequena ponte construída pelos próprios moradores para alcançar a calçada.

— Hoje, 140 mil famílias vivem na Muzema, e todo o esgoto é despejado em valões ou na própria rua — explica Uzeda, que também lamenta o crescimento desordenado de prédios. — Moro aqui há 30 anos, e não para de subir casa.

Antigas promessas sem solução

Os moradores da Vila do Pan também precisam lidar com um longo histórico de promessas. Este ano, completam-se dez anos da inauguração do condomínio, que tem os mesmos graves problemas estruturais desde o início. São 17 prédios erguidos em um terreno pantanoso, que requer obras de estabilização e urbanização. No ano passado, o final feliz parecia que viria, mas ficou só no papel. Desde então, um canteiro de obras toma grande parte do terreno, mas moradores contam que o trabalho parou nos últimos meses. Aloísio Bravo, diretor da associação de moradores do residencial, explica que as obras foram totalmente paralisadas em dezembro, e a situação só vem se agravando:

— Hoje está pior do que antes das obras, porque o canteiro ainda está aqui, atrapalhando todo mundo, e não tem mais ninguém trabalhando. Todos os funcionários (da empresa responsável pela obra) foram embora, e as máquinas sumiram.

Em julho passado, a obra já chegara a ser paralisada devido à discussão sobre a assinatura de um aditivo de R$ 15 milhões para sua conclusão. Bravo diz que, em uma reunião, o então secretário de Obras prometeu a liberação do dinheiro e garantiu que todo o trabalho seria concluído ainda em 2016.

— Não liberaram o aditivo e nem todo o orçamento original da obra, do qual ainda falta cerca de R$ 1 milhão dos R$ 63 milhões da verba total. O que acabou foi o dinheiro, não a obra. Enquanto isso, não temos mais notícias, ninguém fala conosco. O Índio da Costa (novo secretário de Obras) diz que vai marcar uma reunião, mas, até agora, nada — lamenta Bravo, que destaca a desvalorização recente dos imóveis. — Tem muita gente saindo do condomínio, e também gente nova entrando por conseguir alugar ou comprar imóveis por preços baixos, já que ninguém consegue fazer negócio pedindo os valores reais dos imóveis.

No Recreio, uma obra parou literalmente no meio do caminho: a da ciclovia que ligaria a Praia do Recreio às Vargens, uma reivindicação antiga dos moradores, devido ao alto índice de atropelamentos na Estrada do Rio Morto. Dos quatro quilômetros previstos para a malha cicloviária, aproximadamente a metade foi concluída, justamente no trecho menos problemático para os ciclistas: o ponto no qual a via foi duplicada, até a praia. Ao chegar ao início da Estrada do Rio Morto, a obra foi paralisada.

Desde o seu anúncio, o projeto teve o cronograma alterado diversas vezes, e a pressão popular foi sempre a arma para a sua continuidade.

— Temos que ficar em cima, se não, ninguém faz nada — afirma Rogério Appelt, idealizador da ciclovia e responsável pela realização de duas passeatas que deram visibilidade à reivindicação antes de o projeto ser confirmado pela prefeitura.

Outro ponto sensível do Recreio é o Canal das Taxas. Em meio à poluição que afeta a fauna local e a rotina dos moradores há décadas, um problema parece menor, ao menos para o poder público. A construção de uma nova ponte, na altura da Rua Clóvis Salgado, foi licitada no ano passado, mas nunca inicada.

Desde abril de 2016, o que restou da antiga passarela, de 15 metros de extensão, está interditado, devido ao risco de queda. Com isso, os moradores da área do Canal das Taxas e os banhistas que lotam as praias no verão precisam fazer um caminho mais longo para chegar à praia: pegam um desvio de cerca de um quilômetro pelas ruas Clóvis Salgado e Gláucio Gill para atingir a orla. Vencedora da licitação realizada em setembro passado para a construção desta passarela e de outra em frente à Rua Raul Amaro Nim Ferreira, orçadas conjuntamente em R$ 1,2 milhão, a CD Empreendimentos afirma aguardar o empenho dos recursos para iniciar o serviço.

Procurada, a prefeitura disse que todas as obras mencionadas na reportagem foram interrompidas pelo então prefeito Eduardo Paes e que a atual gestão está fazendo uma auditoria de todos os contratos. Em relação à Muzema, estão previstas mais 12 etapas do Bairro Maravilha, com duração de um ano.

Para a Vila do Pan, a GEO-Rio está preparando um novo plano de recuperação, com estudo do solo e de orçamento. Já a conclusão da ciclovia ligando Recreio e Vargens é prioridade, segundo a Secretaria de Transportes, e também está sendo avaliada. Nenhum projeto tem cronograma ou prazo definidos.

 

Fonte: O Globo