Dez monumentos retratam personalidades e figuras ligadas à História na Barra e no Recreio

Dez monumentos retratam personalidades e figuras ligadas à História na Barra e no Recreio

 

Imortalizadas em bustos e estátuas, personalidades guardam a memória da cidade e do mundo

Dez monumentos retratam personalidades e figuras ligadas à História na Barra e no Recreio

d – d / Fábio rossi

RIO — Figuras importantes e de feitos notáveis no passado do Rio, do Brasil e mesmo do mundo dividem quase incógnitas as ruas com os transeuntes numa prova de que nem mesmo o tempo é capaz de apagar suas memórias quando se tem a História como aliada. Pessoas como o ambientalista Chico Mendes, o explorador de mares Américo Vespúcio, o santo São Francisco de Paula e até mesmo o ex-jogador de futebol Pelé durante uma disputa de bola hipotética com o imperador chinês Han Wu nos encarregam de mostrar que nem mesmo a existência é finda quando seu legado é digno de homenagem. São eles alguns dos presentes numa lista não muito extensa mas ainda assim representativa de dez personalidades históricas que mereceram ser retratadas e que hoje, presentes em ruas e praças da Barra e do Recreio, são mártires da resistência no que se refere a não sucumbir às ações de pichadores e vândalos.

Graças a rondas rotineiras de equipes da Secretaria de Conservação e Meio Ambiente, os bustos e estátuas da região estão em boas condições, tornando-se obras de potencial interesse de uma população cada vez mais consciente em manter sua memória. Pelo menos é nisso que aposta Vera Dias, responsável pela Gerência de Monumentos e Chafarizes do órgão.

— Os monumentos são ícones para as futuras gerações por serem de personalidades representativas e que produzem dois tipos de memória: a da pessoa e a da obra de arte. É uma tendência das cidades para louvar seus artistas. A estátua de Carlos Drummond de Andrade demonstra todo o potencial dessas peças. Elas, quando cativam o público, funcionam de chamariz para o mundo — explica Vera. — Eles vendem uma imagem poderosa por integrarem a paisagem a qual pertencem, potencializando o interesse no local.

A gerente, inclusive, mantém há seis anos o blog “As histórias dos monumentos do Rio de Janeiro”, que originou o site “Inventário dos monumentos do RJ”. É pelo aumento da audiência nas páginas, que fala exclusivamente das homenagens em pedra, bronze e outros materiais na cidade, que ela repara o aumento do interesse e da conscientização do público pelas artes ao ar livre.

— Hoje, mensalmente, recebemos cerca de dez mil visitas mensais. E me espanta ver que um terço desta audiência vem dos Estados Unidos e do Canadá. Ou seja, é algo que produz, sim, visibilidade — garante.
Por isso, O GLOBO-Barra listou e mostra as histórias de todas as personalidades retratadas na região.

 

Fonte: O GLOBO

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Obras da ciclovia que ligará Vargem Grande até o Recreio estão paradas

Com falta de linhas de ônibus, faixa facilitaria a vida de quem sai do bairro para trabalhar

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Perigo. Márcio Martins trafega por espaço sem acostamento – Ana Branco / Agência O Globo

O fim de ano chegou com esperanças renovadas para os moradores de Vargem Grande, que já tinham escolhido seu presente de Natal: a ciclovia da Avenida Vereador Alceu de Carvalho, que ligaria o bairro ao Recreio. Com destino à praia, o equipamento cruzaria a Avenida das Américas e seria uma opção para enfrentar o problema crônico de transportes no bairro. No entanto, passadas as festas, apenas um trecho da obra foi concluído, e a maioria dos problemas permanece.

Dos quatro quilômetros previstos para a ciclovia, aproximadamente a metade foi concluída, justamente no trecho menos problemático para os ciclistas: o ponto no qual a via foi duplicada, até a praia. O empresário Rogério Appelt, responsável pelo grupo de Facebook “Quero ir de bike das Vargens à praia sem ser atropleado”, com mais de três mil membros, cobra do município uma providência e lembra os desafios enfrentados pelos ciclistas que trafegam diariamente por ali.

— Como não há ônibus regulares, a bicicleta é fundamental. No trecho não duplicado, não há acostamento ou espaço para o ciclista, condenado a trafegar junto a carros e caminhões. E há escolas. Para a maioria das pessoas, ciclovia não é instrumento de lazer, mas de trabalho, principalmente para operários da construção civil que trabalham aqui — afirma.

Morador de Vargem Grande, o jardineiro Márcio Martins trabalha no Recreio e faz o percurso diariamente, três vezes por dia, há dez anos. Ele vai ao trabalho, almoça em casa, retorna para o emprego e só sai à noite. Há três anos, ele e o filho sofreram um acidente na Estrada Vereador Alceu de Carvalho.

— Fomos atropelados. O carro destruiu a bicicleta. Por sorte, só sofremos arranhões, mas tivemos que ir ao hospital e à delegacia — afirma.

A Secretaria municipal de Urbanismo, Infraestrutura e Habitação informou que os contratos da prefeitura foram suspensos em novembro pela antiga administração, e que a nova gestão os manteve para analisá-los. Por isso, a obra não tem previsão para conclusão ou para retomada.

Fonte: O Globo

A violência de cada dia continua no Recreio

A violência de cada dia continua no Recreio

Avenida Guignard é cenário de constantes casos de assaltos a pedestres e motoristas a qualquer hora

A violência de cada dia continua no Recreio

Visada. A calçada em frente ao Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Rua Odilon Duarte Braga, é um dos locais onde bandidos atuam – Fábio Rossi

Virou rotina na Avenida Guignard e nas suas transversais, no Recreio. Pelo menos uma vez por semana, relatam comerciantes e moradores, há um caso de violência urbana batendo à porta. Quando não são assaltos a pedestres com arma de fogo ou faca são furtos e arrombamentos de veículos, incluindo os dos frequentadores do Centro Espírita Maria Angélica (Cema) e do Santuário de Nossa Senhora de Fátima, na Rua Odilon Duarte Braga. Muitas das vítimas são pessoas de idade avançada.

Para piorar, a violência não se restringe a um período do dia: é mais frequente de manhã e à tarde, mas também ocorre à noite. Comerciantes e pedestres contam que, muitas vezes, cabe a eles afugentar os criminosos quando percebem alguma movimentação suspeita. Uma queixa recorrente é a ausência de policiais na região.

A aeronauta Márcia Tavares foi uma das vítimas: teve o carro furtado na Avenida Guignard. Ela já havia sofrido assalto à mão armada em 2010, após ser abordada por um motociclista na mesma rua.

— Dessa vez, fui a uma palestra no Cema por volta das 10h e de lá segui a pé para um salão de beleza próximo. Deixei o carro estacionado ali perto por cerca de duas horas. Quando voltei, ele tinha sido levado — relata.

Segundo Márcia, o fato de as ruas estarem quase sempre desertas aliado à falta de câmeras de vigilância tornam a região um terreno propício para a ação dos ladrões.

— Infelizmente, crimes são comuns aqui. Uma amiga teve o carro levado nas mesmas condições, poucos dias antes de acontecer comigo. Além dela, conheço várias outras pessoas que foram assaltadas aqui — lembra.

A aeronauta diz que fez registro de ocorrência na delegacia do bairro, a 42ª DP, e, como outros moradores e frequentadores do Recreio, reivindicou reforço no policiamento, mas nada mudou.

— Semana passada mesmo, na hora do almoço, notamos dois homens numa motocicleta circulando pela rua. Após darem uma volta no quarteirão, eles abordaram duas garotas em frente ao santuário. Um deles ficou à espera do outro, que desceu para assaltá-las. Como elas gritaram, todo mundo saiu para ajudá-las, e os dois fugiram na moto — conta o comerciante Willis Pereira.

De acordo com o comando do 31º BPM (Recreio), o policiamento no local “é realizado de forma dinâmica através de rondas de viaturas e motopatrulhas. As unidades realizam operações sistemáticas para coibir ações criminosas na região”. O batalhão informa ainda que estuda as manchas criminais para melhorar a estratégia de vigilância ostensiva nas ruas.

Fonte: O Globo

Cinema na praia

Cinema na Praia

Cinema na praia

Mês que vem os amantes da sétima arte poderão curtir o por do sol em alto estilo e com direito a pipoca. Um telão gigante de LED será montado na areia e passará filmes que poderão ser escolhidos no site do evento www.cineestrela.com No Recreio, a tela ficará na altura da pista de skate, na Praça Tim Maia, entre os últimos quiosques, na altura do Pontal.com. Já na Barra da Tijuca, a previsão é para ser na altura do Aloha, próximo àPraça do Ó. As exibições estão previstas para o cair da tarde, por volta das 17 H e contará com DJs e um pocket show com clássicos do rock ao piano.

Este mês a lista de filmes estará disponível no site do evento para a escolha. As exibições acontecerão sempre às sextas-feiras de Março: dias 10, no Leme; em Copacabana, 17; na Barra da Tijuca, dia 24 e fechando com o Recreio, dia 31 de Março. Produzido pela Infinit Produções e a Estilo Comunicações o CINE ESTRELA é realizado através da Lei de incentivo à cultura do Governo Federal . O produtor Junior Brasil comemora:

“Levar cultura de graça tem um sabor especial para mim num momento tão difícil que passamos na economia”, explica.

As apresentações contarão com audiodescrição para os deficientes visuais participarem também e terão uma área exclusiva. A ação é inédita na região carente de eventos gratuitos de qualquer porte, principalmente na areia da praia. A Orla Rio apoia e a Getnet patrocina o evento.

Fonte: Jornal do Recreio

Usuários da APCC da Reserva cobram ações educativas para motoristas

Usuários da APCC da Reserva cobram ações educativas para motoristas

Segundo ciclistas, frequentemente carros furam os bloqueios feitos na Av. Lúcio Costa

De terça a quinta, das 4h às 5h30m, sete quilômetros da Avenida Lucio Costa, da Praia da Reserva até o início do Recreio, ficam bloqueados, dos dois lados, para o funcionamento da Área de Proteção ao Ciclismo de Competição (APCC). O trecho chegou a ser utilizado nas competições do esporte nos Jogos Olímpicos e, atualmente, beneficia mais de cem esportistas. Apesar do isolamento, porém, são frequentes os relatos de motoristas que furam as barreiras e cruzam a via em alta velocidade.

Preocupados com a segurança, os esportistas pedem uma campanha educativa para moradores e motoristas em geral, como explica o engenheiro Rodrigo Evangelho.

— São comuns as invasões à área da APCC, e um veículo em alta velocidade pode atingir diversos ciclistas de uma só vez. Também há muitos relatos de carteiradas, quando há agentes da CET-Rio ou da Guarda Municipal no bloqueio. Motoristas tentam intimidar os agentes — afirma.

Presidente da comissão de trânsito da OAB-Barra, o advogado Márcio Dias diz que, atualmente, o maior problema no local é a falta de educação dos motoristas. Até o início do mês, não havia policiamento, mas, a pedido do grupo, o 31º BPM tem patrulhado a APCC:

— Infelizmente, não há investimento do poder público na área de educação no trânsito. O motorista acha que pode fazer o que bem entender e não será punido.

Pelo Código de Trânsito Brasileiro, transpor bloqueio viário sem autorização é infração grave, punida com cinco pontos na carteira de habilitação e multa de R$ 293,47.

 

Fonte: O Globo

Praias da Barra recebem operação de combate à desordem no verão

Praias da Barra recebem operação de combate à desordem no verão

Polícia Militar e Guarda Municipal promovem ações especiais nos fins de semana

Praias da Barra recebem operação de combate à desordem no verão

BA – Praias delitos – Jet-ski parado na orla, em vias de partir, e altinha: as duas infrações ao Código de Posturas do Município são combatidas pelas autoridades / Rodrigo Berthone

A chegada do calor aumenta a frequência de visitantes nas praias de toda a região. E, em tempos de avanço na mobilidade urbana, com a inauguração da Linha 4 do metrô, concebida com um trânsito diário estimado de 91 mil pessoas na estação Jardim Oceânico, e a abertura de novos trechos dos corredores expressos de BRT, o acesso ficou mais fácil. Com um público maior, neste verão cresce também o desafio das autoridades de manter segurança e limpeza e garantir obediência às normas estabelecidas no Código de Posturas do Município.

A nova administração destacou cerca de 306 agentes na Operação Verão, 86 a mais do que no ano passado, para cuidar de problemas já bem conhecidos de frequentadores e banhistas por toda a orla da cidade. No Pepê, o estacionamento em locais proibidos e o acúmulo de lixo são as ocorrências mais comuns. Mas, como esse é um dos pontos mais badalados da região, também são frequentes as reclamações sobre a presença de cães de estimação na areia. A publicitária Arlete Novaes, que há duas semanas levou dois filhos, num sábado, à praia naquele trecho, vê o fato como um problema de saúde pública.

— Nem sempre as praias estão limpas como deveriam, o que já é um problema. Mas nós tendemos a acreditar que, pelo menos na areia, estamos a salvo, o que não é verdade. Já vi aqui muitos cachorros trazidos pelas famílias. E se na rua muita gente deixa a sujeira que eles fazem, na areia isto acontece sempre. E o contato com essas fezes pode trazer danos para a saúde — reclama.

De olho na filha que se banhava nas águas da Praia do Pepê, a cabeleireira Sônia Ramos não poupou críticas aos diferentes grupos que jogavam altinha próximo ao mar, por volta das 14h30m. A prática é proibida das 8h às 17h.

— Isso me incomoda. Às vezes, eles chutam forte, e a bola acaba indo parar longe. Imagina ser atingido por um chute desses? Eles podem jogar, mas devem respeitar os horários liberados. As regras devem ser respeitadas, senão vira bagunça — afirma.

Quando a equipe de reportagem do GLOBO-Barra esteve no local, flagrou também um jet-ski na areia, em vias de partir para o mar, contrariando norma da Capitania dos Portos. O órgão estipula que a distância mínima que as embarcações devem manter dos banhistas é de 200 metros.

A área próxima ao Pepê, no Posto 2, costuma ficar cheia nos fins de semana e feriados, e o movimento cresceu ainda mais após a chegada do metrô, já que este é o ponto mais próximo à estação Jardim Oceânico. Muitos frequentadores buscam ali a tranquilidade perdida nas praias da Zona Sul onde, desde o ano passado, têm sido frequentes as reclamações contra arrastões. Em setembro, a Polícia Militar deflagrou, do Leme ao Pontal, a Operação Praia, com a atuação de 850 agentes em diferentes pontos, inclusive na areia, aos sábados e domingos. Nos dias de semana, o patrulhamento na Barra e nos bairros vizinhos fica a cargo do 31º BPM (Recreio).

Nem guardas municipais nem policiais, porém, podem atuar contra uma ameaça perigosa e, muitas vezes, imperceptível a olho nu: a qualidade da água. Este é o trecho da praia mais próximo ao encontro das águas do mar com as das lagoas de Jacarepaguá que recebem diariamente grande quantidade de despejo de esgoto. De acordo com o biólogo Marcelo Mello, os banhistas devem evitar as praias da Joatinga até o Posto 3.

— A proximidade dessas praias com o Canal do Joá compromete suas águas e, também, as areias, que estão contaminadas. E, para elas, não há testes periódicos sobre a qualidade, diferentemente do que acontece em relação à balneabilidade. Além do esgoto, há metais pesados, por causa das indústrias clandestinas que cercam todo o sistema lagunar. Os principais riscos são de hepatite, disenteria e micoses diversas — afirma.

A Praia da Reserva também parece destinada a conservar problemas conhecidos. Os banhistas só chegam ao local de carro. O excesso de veículos parados em locais proibidos atrapalha o trânsito e estimula a proliferação de estacionamentos clandestinos. O GLOBO-Barra encontrou pontos com acúmulo de lixo, apesar da presença de integrantes da Operação Lixo Zero, da Comlurb.

No Recreio, a desordem parece se reunir no Posto 12. Ali, nos fins de semana, ambulantes servem comida e bebida em barraquinhas montadas sobre bicicletas. Em busca de gelo, eles fecham os acessos à Praça Tim Maia e enlouquecem motoristas como o empresário Luiz Carlos Pedroso.

— Há uma rotatória na entrada da praia, mas é quase impossível contorná-la, porque sempre tem alguém com um veículo parado, fazendo descarga de mercadoria e abastecendo os isopores com gelo. Quando aparece fiscalização, eles somem, mas sem ela fica essa bagunça o dia inteiro — protesta.

SEM VAGAS, MAS COM CONFUSÃO

Apesar de a Linha 4 ter trazido facilidade de acesso, muitas praias só são acessíveis de carro. Neste caso, o problema é conseguir um local para estacionar. Na Prainha e em Grumari, como faz todo verão, a Secretaria municipal de Transportes (SMTR) voltou a restringir o acesso às praias após a lotação dos estacionamentos. A medida só vale durante os fins de semana. Como em boa parte da orla, esse é o grande obstáculo para quem pretende se divertir na praia. Veículos parados irregularmente atrapalham o trânsito e provocam acidentes, além de estarem sujeitos a multa e reboque.

Em alguns pontos, como na Reserva, no Recreio e em Grumari, há relatos de estacionamentos clandestinos e de cobranças irregulares, realizadas por flanelinhas não credenciados junto à prefeitura. Intimidados, os motoristas acabam pagando valores que consideram extorsivos, com receio de encontrar o carro avariado na volta. No Recreio, o contabilista Rodrigo Vieira afirma já ter pago R$ 30 por uma vaga.

— Claro que é muito caro, mas como vou dizer que não vou pagar por isso ou discutir valor? A praia estava lotada, eu não tinha onde deixar o carro e estava com minha mulher e minhas filhas. A falta de fiscalização e ordenamento acaba deixando todos vulneráveis demais — afirma.

Por meio de nota, a Guarda Municipal informou à reportagem que atua no trânsito da região com 40 agentes, que reforçam as ações de fiscalização e ordenamento na orla e em seus acessos. De sexta-feira a domingo, no último feriadão, foram aplicadas 475 multas. A Comissão de Controle Urbano (CCU), que até dezembro era administrada pela Secretaria especial de Ordem Pública (Seop), e desde janeiro integra e estrutura da Fazenda, informou que “desde dezembro, somente no trecho entre as praias de Barra da Tijuca e Grumari, mais de duas mil abordagens foram realizadas pelos agentes e mais de 700 infrações identificadas”.

O Instituto Estadual do Meio Ambiente (Inea) informa que as obras de recuperação das Lagoas da Barra e de Jacarepaguá tiveram o contrato suspenso devido aos arrestos judiciais e à crise financeira do estado. A Capitania dos Portos não respondeu aos contatos feitos pela reportagem. (Colaborou: Rodrigo Berthone)

Fonte: O Globo

 

 

Rainha da Banda Alegria do Recreio ao lado de integrantes do bloco - Bárbara Lopes- Agência O Globo

Blocos de rua se preparam para desfiles na Barra e no Recreio durante o carnaval

Feijoadas carnavalescas são outra opção para o público durante o período

Rainha da Banda Alegria do Recreio ao lado de integrantes do bloco - Bárbara Lopes- Agência O Globo

Rainha da Banda Alegria do Recreio ao lado de integrantes do bloco – Bárbara Lopes / Agência O Globo

A chegada do carnaval já começa a mexer com o coração e os desejos de quem espera o ano inteiro para vestir a fantasia, jogar confete e serpentina e se deixar levar pelo samba. A ansiedade pelos desfiles, sejam os mais pomposos, da Marquês de Sapucaí, ou os mais espontâneos e despojados, dos blocos de rua, toma conta dos pensamentos. Na região da Barra e do Recreio, entre hoje e o dia 5 de março, folião nenhum vai ter do que reclamar: serão 25 desfiles espalhados pela orla e por praças e condomínios. Em Jacarepaguá, a festa já tem 15 desfiles confirmados, que vão espalhar um rastro de alegria por seus diferentes bairros.

Para além da lista oficial, divulgada pela Riotur, há ainda os blocos que não conseguiram licença para ir às ruas, mas vão fazer barulho assim mesmo: é o caso da Banda Amigos da Barra, dissidência da Banda da Barra, que promoverá seu agito hoje, às 13h, num estacionamento na esquina das avenidas Olegário Maciel e do Pepê. Outro destaque deste período são as famosas feijoadas carnavalescas, com destaque para as realizadas nos restaurantes dos hotéis.

Um dos mais tradicionais blocos da região, a Banda da Barra realiza no próximo domingo seu 34º desfile com uma homenagem a Chacrinha, ícone da televisão brasileira que em 2017 completaria 100 anos de vida. Admirador do carnaval, o apresentador recebia com frequência escolas de samba em seus programas e promovia concursos de passistas. Com expectativa de atrair 35 mil foliões — que deverão seguir pela Avenida Lucio Costa, do tradicional bondinho, símbolo da banda, no Posto 6, até a Praça do Ó —, o bloco mandou confeccionar camisetas com a imagem do Velho Guerreiro. O desenho foi idealizado por Leleco Barbosa, filho do homenageado.

— O “Cassino do Chacrinha” (programa de auditório comandado pelo apresentador na TV Globo, na década de 1980) era um carnaval personalizado. Chacrinha foi um comunicador de renome e era morador da Barra. Merece essa homenagem — diz Paulo Farani, presidente da Banda da Barra.

No dia 26, domingo de carnaval, a Avenida Lucio Costa será tomada pelas cores laranja e amarela, impressas no abadá (que não é obrigatório) da Banda Alegria do Recreio, cujo desfile acontece entre os postos 9 e 10 da praia. Com Renatinho da Bahia como atração principal do trio elétrico, os organizadores prometem uma festa eclética, destinada a um público mais jovem:

— Além de marchinhas, teremos diferentes ritmos musicais, como rock, pop e sertanejo, muita gente bonita e músicas do momento.

Escolhida como rainha do bloco, a modelo e personal trainer Mylla Ribeiro virá junto com o trio elétrico e promete animar os cerca de cinco mil foliões esperados.

— Como rainha, minha contribuição para a banda vai ser distribuir simpatia e interagir com o público, além de sambar muito no pé. Quero que isso aqui fique lotado, fervendo — planeja Mylla, que também é musa da escola de samba Paraíso do Tuiuti, e mantém o corpo (de medidas como 103 centímetros de quadril e 67 de cintura) com duas horas diárias de musculação e exercícios aeróbicos.

No dia 28, terça-feira de carnaval, a Banda Alegria do Recreio voltará às ruas, dessa vez em um desfile parado na orla, na altura da Avenida Gilka Machado.

Conhecido como festa democrática, o carnaval foi capaz de atrair os fiéis da Igreja Batista Atitude, que pela quarta vez levará o bloco Sou Cheio de Amor para a Avenida Lucio Costa. A passagem da agremiação evangélica, no sábado, dia 25, será embalada por hinos de adoração e louvor entoados em ritmo de samba e pagode. Com o tema “Abra seu coração”, um samba criado para a ocasião também será entoado durante o desfile. A proposta é evangelizar, falar de Jesus a quem se interessar em se juntar ao grupo da igreja, liderada pelo pastor Josué Valandro Junior.

O Sou Cheio de Amor contará com um trio elétrico comandado por pastores vindos do Espírito Santo e sairá do Posto 9 da Praia do Recreio, seguindo até o 10.

Coordenadora de eventos da igreja, Ana Cristina Festivo justifica a decisão de botar o bloco na rua durante a mais pagã das festas brasileiras:

— Não estamos curtindo o carnaval. A festa tradicional não tem nada para nos oferecer. Estamos utilizado-o como estratégia para chamar as pessoas para a nossa religião. Queremos ter uma vida equilibrada, com festa, mas podendo aproveitá-la sem precisar encher a cara para dar boas gargalhadas, sem precisar cheirar para ficar legal. A ideia é que as pessoas estejam onde Jesus estaria se viesse ao Rio de Janeiro no carnaval.

No caso do Bloco D’Samba, estreante no carnaval de rua, o objetivo é recriar neste sábado na Barra a atmosfera e a energia da Marquês de Sapucaí, tendo como passarela as avenidas do Pepê e Olegário Maciel. As baterias da Mangueira e do Salgueiro garantirão a percussão durante a passagem do bloco. A concentração está marcada para as 10h.

Depois de sambar no pé (ou antes, dependendo do seu estilo), nada melhor do que repor as energias sem abandonar o clima de carnaval. A festa muda o cardápio dos restaurantes, que passam a oferecer fartas feijoadas. O samba é ingrediente indispensável para o prato ficar completo e se destaca no salão.

No Windsor Barra, a bateria da Unidos da Tijuca, acompanhada de sua rainha, a atriz Juliana Alves, dá o tom do almoço, que começará às 13h e se estenderá até as 19h, no dia 25. O bloco Mulheres de Chico é convidado especial e vai homenagear figuras femininas importantes da cultura brasileira, com canções de samba, MPB, ijexá, baião, xote e funk e marchinhas carnavalescas, além, claro, de músicas de Chico Buarque. O ingresso (R$ 350, por pessoa) dá direito a uma camiseta que pode ser customizada no local por estudantes de moda.

O chef Manoel Moreira leva à mesa como abre-alas seus bolinhos de feijoada. Para continuar no ritmo, cachaças, batidas e drinques diversos acompanham 11 tipos de carne.

No mesmo dia, será a vez de o Cordão do Bola Preta sacudir o restaurante Terral, do Sheraton Barra, das 13h às 17h. O bloco agitará o público por duas horas, com um repertório de sambas tradicionais, sambas-enredo e marchinhas. O convite (R$ 319, por pessoa, no primeiro lote) dá direito a um par de sandálias Ipanema e a um abadá.

Uma tradicional feijoada carnavalesca também será oferecida no Brisa Restô, no Hotel Grand Mercure Riocentro, no dia 25, com direito a bateria de escola de samba e espaço kids. A festa (R$ 119, por pessoa, no primeiro lote) será das 13h às 18h.

A bateria do Acadêmicos do Salgueiro, por sua vez, aquecerá os tamborins no sábado, no Hilton Barra Rio de Janeiro, com a Feijoada Pré-Carnavalesca, também das 13h às 18h. O ingresso, no valor de R$ 239 por pessoa, sai com 20% de desconto para moradores da região no primeiro lote.

 

Fonte: O Globo

 

carnaval barra da tijuca

Confira a programação dos blocos de rua da Barra

carnaval barra da tijuca

A Secretaria Municipal de Turismo (Riotur) divulgou a lista com a programação dos blocos de rua que desfilarão no Carnaval deste ano na Barra da Tijuca, com data, horário e local de cada um deles. De acordo com a Prefeitura, 18 blocos foram autorizados a participar da folia, levando em conta uma análise em conjunto com a superintendência da Barra e Recreio, a guarda municipal, a CET-Rio e a Comlurb, a fim de respeitar a capacidade do bairro para receber os desfiles.

Confira os dias de cada bloco para cair na folia:

24 de fevereiro (sexta)

Eu Sou Normal, mas o Côco é Loko
Horário: 14h até 20h.
Local: Quiosque Côco Loko Av. Lúcio Costa, em frente ao nº 2.940

25 de fevereiro (sábado)

Carrossel de Emoções
Horário: 8h às 13h
Endereço: Av. Lúcio Costa c/ Érico Veríssimo. Dali parte da Av. do Pepê pela Rua Érico Veríssimo até altura da Olegário Maciel

Blocão da Barra
Horário: 9h às 12h
Endereço: Praça São Perpétuo (Praça do Ó)

Eu Sou Normal, mas o Côco é Loko
Horário: 14h até 20h.
Local: Quiosque Côco Loko Av. Lúcio Costa, em frente ao nº 2.940

26 de fevereiro (domingo)

Primeiro Amor
Horário: 8h às 14h
Partida: Avenida do Pepê, em frente à Avenida Érico Veríssimo. A partir da Avenida do Pepê, o bloco segue a Avenida Érico Veríssimo até a Avenida Olegário Maciel

Buda da Barra
Horário: 9h às 15h
Endereço: Saí da Rua Jornalista Pierre Plancher até o nº 4350 (pista das edificações sentido Recreio), retornando pela Avenida Lucio Costa, do nº 4350 ao nº 4000 (pista da praia, sentido Barra), retornando novamente pela Avenida Lucio Costa, pista das edificações até a Rua Jornalista Pierre Plancher

27 de fevereiro (segunda)

Samba de Santa Clara
Horário: 8h às 13h
Endereço: Avenida do Pepê, em frente à Avenida Érico Veríssimo. Da Avenida do Pepêo bloco segue até a Avenida Olegário Maciel

Isbarra
Horário: 13h às 19h
Endereço: Avenida Lúcio Costa, em frente a Av. Érico Veríssimo. Da Avenida Lúcio Costa, segue pela Avenida do Pepê até a Avenida Olegário Maciel

Banda do Riviera
Horário: 14h às 20h
Trajeto: Rua Rosalinda Brant, Rua Celso Kelly, Rua Afrânio Costa, Rua Professor Dulcídio Cardoso e Rua Rosalinda Brant

28 de fevereiro (terça-feira)

Bloco da Gold
Horário: 10h às 16h
Trajeto: Avenida Lúcio Costa, seguindo pela Avenida do Pepê até a Avenida Olegário Maciel Estilo: em movimento

Bloco dos Cachaças
Horário: 14h às 20h
Trajeto: Calçadão da praia Avenida Lucio Costa, em frente ao nº 3604

04 de março (sábado)

Eu Sou Normal, mas o Côco é Loko
Horário: 14h até 20h.
Local: Quiosque Côco Loko Av. Lúcio Costa, em frente ao nº 2.940

5 de março (domingo)

Eu Sou Normal, mas o Côco é Loko
Horário: 14h até 20h.
Local: Quiosque Côco Loko Av. Lúcio Costa, em frente ao nº 2.940

 

Fonte: Jornal da Barra

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