Nova delegada do recreio

Nova delegada do Recreio dará enfoque a combate contra a violência doméstica

Marcia Julião diz que com integração entre as forças de segurança a crise será superada

Nova delegada do recreio

Márcia Julião é a nova delegada da 42ª DP – Analice Paron / Agência O Globo

O cabelo volumoso, o gestual enérgico e o hábito de fumar mesmo dentro de sua sala sugerem uma daquelas clássicas figuras policiais dos anos 1970. Nova delegada da 42ª DP (Recreio), Marcia Julião, porém, mostra estar atualizada acerca das necessidades e dos desafios da região. Nesta entrevista ao GLOBO-Barra, na semana passada, apenas dois dias após ter assumido o cargo, ela mostrou que tem propriedade para falar sobre o Recreio, bairro onde mora há mais de dez anos. Afável e direta nas respostas, ela prometeu muito trabalho e união com os moradores, a 16ª DP (Barra) e o 31º BPM para alcançar bons resultados mesmo em tempos de crise. Entre estratégias específicas, enfatizou principalmente o combate às agressões contra mulheres na região.

Mesmo com poucos dias no comando, já é possível ter um panorama do quadro de segurança do Recreio?

Moro no bairro há mais de dez anos e sou policial há 34. Vim agora da 41ª DP (Tanque), e, nas reuniões internas da Polícia Civil, a gente já via a realidade do Recreio; tenho alguma noção dos números. O Marcus Braga (delegado da 16ª DP) e o Sergio Schalioni (comandante do 31º BPM) já estiveram aqui. Segurança se faz com integração, vamos pensar juntos o policiamento ostensivo para a área.

Quais são os principais desafios?

Aumentar a sensação de segurança e conter a violência no bairro. Quero dar uma atenção especial à violência doméstica. Não temos Delegacia da Mulher na região; então, são feitos muitos registros aqui. Queremos mandar um aviso aos agressores de mulheres: na 42ª DP, não há impunidade.

Como elaborar estratégias de segurança diante da acentuada crise financeira estadual?

Temos que encarar a crise. Os desafios aparecem, e contamos muito com o apoio da chefia da Polícia. Mas o fato é que a crise vai passar. Só que por enquanto contamos também com a ajuda da comunidade; até financeira. E, claro, vamos procurar recursos públicos e outros da iniciativa privada também. O envolvimento dos moradores e das associações do Recreio é muito positivo; este é um bairro onde os moradores costumam ser atuantes. Vamos criar um grupo de WhatsApp da 42ª DP para melhorar a comunicação com as pessoas que vivem no bairro. E já temos também grupos para integrar os policiais da Barra e do Recreio.

Com a abertura do metrô e a implantação de mais linhas de BRT, é provável que haja aumento de fluxo considerável nas praias no próximo verão. Isso preocupa?

Já a partir deste mês vamos fazer ações integradas, com aumento de policiais. Quem vier para o Recreio terá que se enquadrar. Os visitantes são bem-vindos, mas aqui tem lei e ordem. Certamente vai haver um fluxo enorme de pessoas, e o policiamento vai ter que ser modificado; vamos acompanhar isso de perto. Não podemos ser tomados pelo pânico. É preciso ter confiança e força para seguir em frente.

Na sua opinião, a sensação de insegurança é, muitas vezes, maior do que a violência existente de fato?

Sim, a cultura do pânico é muito forte. O bairro cresceu muito, a praia ficou diferente, mais cheia. Mas existe a segurança e a sensação de segurança, e, sinceramente, muitas vezes a segurança existe, sim, mas as pessoas são tomadas pelo medo. Outro dia, havia uma blitz por causa de um acidente no Recreio, e espalharam na internet que se tratava de um arrastão. A mesma tecnologia que ajuda a informar às vezes pode servir para divulgar uma mentira. O Recreio não é um bairro inseguro; vamos trabalhar muito e ganhar a confiança da população.

Assumir a 42ª DP é um desafio?

Eu adoro a polícia. Entrei na corporação como escrivã, há 34 anos. Tenho um compromisso sério com a segurança e confiança para vencer o desafio. Nós precisamos combater os indicadores de roubos de rua e de letalidade violenta, que cresceram na região. Amo o Recreio e acho que posso contribuir muito para isso.

Fonte: O Globo

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Central de monitoramento de segurança começa a operar na Barra

Central de monitoramento de segurança começa a operar na Barra

Ferramenta online funcionará 24 horas por dia

Central de monitoramento de segurança começa a operar na Barra

A Barra da Tijuca, região que desponta como novo polo de turismo, lazer e eventos no Rio de Janeiro, passará a contar com um importante reforço na área de segurança pública. Está em fase final de instalação uma central de monitoramento com câmeras operando ininterruptamente na 31º Área Integrada de Segurança Pública (AISP), que inclui também o Recreio dos Bandeirantes.

Resultado de iniciativa da sociedade civil organizada, o projeto piloto marca o início da atividade da nova Associação Comunitária Bairro Seguro (ACBS).

A central de monitoramento da ACBS é uma plataforma online de informações de segurança, que permite o acompanhamento de imagens 24 horas por dia, compreendendo a convergência de módulos de análise e inteligência.
Detalhes da operação instalações serão apresentados à imprensa e às associações de moradores da região em dezembro. A expectativa é de que a operação já esteja funcionando integralmente no verão.

 

Fonte: ABIH-RJ